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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A minha primeira ilustração Pop Up













Sou um pai babado... das minhas mãos saiu a minha primeira ilustração em técnica Pop Up. É certo que é simples, naíf e sem grandes mistérios técnicos mas, caramba, é a minha primeira ilustração em Pop Up. Já foi feita a algumas semanas, no âmbito do  evento Braga em Risco - Encontro de ilustração, mais precisamente para a a exposição "BRAGA 22x22", que foi inaugurada inaugurada no dia 12 de novembro na Casa dos Crivos, comissariada pelo grande Pedro Seromenho. De referir que todas as ilustrações desta exposição são fortemente inspiradas na cidade de Braga, uma das duas condições a cumprir na produção das obras... a segunda condição foi que todas as ilustrações deveriam ter 22x22 cm. Pois... como poderão ver nas fotografias, fui anárquico em relação a estas dimensões, mas de uma coisa posso assegurar... a base da ilustração, depois de aberta, tem exatamente essas dimensões.

E o que posso dizer sobre a minha fonte de inspiração? Adoro histórias de amor - especialmente as de amores trágicos e impossíveis (é o meu lado gótico... o que fazer?) - razão pela qual escolhi a Lenda de São João e do Longuinhos. Quanto ao cenário, quis representar um dos (muitos) espaços urbanos mais simbólicos da bela cidade de Braga... o Arco da Porta Nova, um monumento que está na base da famosa pergunta "És de Braga?" a quem deixa uma qualquer porta aberta.


My first Pop Up illustration

I'm a frumpy father ... my first illustration using Pop Up technique. It's simple, naïve, and without great technical mysteries, but by all means, it's my first illustration in Pop Up.
It was made as part of the event Braga en Risco - Illustration Meeting, more precisely for the exhibition "BRAGA 22x22", which was inaugurated on November 12 at the Casa dos Crivos, curated by the great Pedro Seromenho. It should be noted that all the illustrations of this exhibition are strongly inspired by the city of Braga, one of the two conditions to be fulfilled in the production of the works ... the second condition was that all illustrations should have 22x22 cm. For ... as you can see in the photographs, I was anarchic in relation to these dimensions, but one thing I can assure you ... the basis of the illustration, once opened, has exactly these dimensions.

And what can I say about my source of inspiration? I love stories of love - especially those of tragic and impossible love (it's my gothic side ... what i can do?) - which is why I chose the Legend of St. John and Longuinhos. As for the scenery, I wanted to represent one of the most symbolic urban spaces in the beautiful city of Braga ... the Arco da Porta Nova, a monument that is at the base of the famous question "Are you from Braga?" to whom leaves an open door behind.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Utopia Cromática – Concerto a seis mãos para piano e pincéis / Parte 2








































Fotografias gentilmente cedidas por António Rilo








Uma palavra de profundo agradecimento ao coro Públia Hortênsia, que com um sorriso nos lábios e potentes vozes cristalinas, ofereceram a este momento um carácter épico que pôs toda a gente com pele de galinha.

Michael Hutchence e os seus INXS cantaram um dia: "Cause we all have wings / But some of us don't know why". Gosto de pensar que esta frase se adequa na perfeição ao espírito da nossa performance.

E mais não vou dizer. Quem sabe se este evento não acontecerá um dia perto de vocês. Quem sabe (*)

(*) Se porventura alguém desse lado tiver interesse em repetir este espectáculo num qualquer lugar, envie por favor mail para o meu gmail paulo.galindro.


Chromatic Utopia - A six-hand concert for piano and brushes - Part 2

A word of deep gratitude to the chorus Públia Hortênsia, who with a smile on their lips and powerful crystalline voices, offered to this moment an epic character that put everyone with goose bumps.

Michael Hutchence and his INXS sang one day: "Cause we all have wings / But some of us do not know why". I like to think that this phrase perfectly fits the spirit of our performance.

For now, I will not say more. Who knows if, one day, this event will happen near you? Who knows?

Utopia Cromática – Concerto a seis mãos para piano e pincéis / Parte 1

Pesquisa




Esquissos



Em busca do mecanismo perfeito



Em busca do voo perfeito

Em busca do som perfeito 

"Quem sofre de um certo tipo de sinestesia vê cores quando ouve sons. Uma cor diferente por cada nota. E, de facto, som e cor são ambos tipos de vibração, embora de lados opostos de um vasto espectro que compreende a nossa realidade física e talvez também a nossa realidade espiritual.

Utopia Cromática leva-nos a um lugar de encontro entre som e cor, uma ilha improvável onde um piano é testemunha de um diálogo vibratório e dinâmico entre teclas e pincéis, entre timbre e pigmentos, entre ritmo e movimento. Esta conversa, dedilhada num eixo intangível de tensões-intenções-intensidades, é assistida e afagada por seis mãos – de Fernando António dos Santos (piano), Paulo Galindro (pincel-soprano) e Marc Parchow (trincha-tenor) – em busca da unidade que vibra pelos espaços e que os nossos sentidos teimam em fragmentar. Ao som de uma polifonia cromática, desenvolve-se um improviso estudado, que lentamente convoca o elo entre a cor que vemos e o som que ouvimos.

Espera-se que este efémero encontro simbiótico em torno de um transfigurado Utopiano desperte no público a corda sensível que lhe abrirá as portas da percepção e lhe permitirá ver a música e ouvir as cores."

Foi com este belíssimo texto - tricotado pela inspirada Conceição Candeias - que apresentámos a nossa performance à organização do Folio - Festival Internacional de Literatura de Óbidos. Foi com este texto e pouco mais porque eu, o meu grande amiguirmão Marc Parchow (Ilustrador, editor, músico, professor, carpinteiro... enfim, um verdadeiro homem renascentista) e o mui talentoso pianista Fernando António dos Santos decidimos guardar a 7 chaves aquilo que nos propusemos fazer.
E o que nos propusemos fazer? Digamos que uma singela e muito humilde homenagem à música, à poesia, à paixão que se faz gesto e à leveza da força que vive dentro de nós. Acima de tudo, um hino à Utopia, por que são as utopias que nos fazem acordar de manhã a desejar abraçar a Vida.
Não foi tarefa fácil, mas foi das coisas mais divertidas que fiz em muito anos. Por tudo... pela pesquisa, pela criatividade que tivemos de usar e abusar para resolver problemas mais ou menos complicados, pelo espirito renascentista que a certa altura pareceu encher cada um dos cantos da oficina da Qual Albatroz (a propósito, já lá foram? Ficam na Fábrica da Pólvora) e, acima de tudo, pelo prazer de trabalhar com o Marc... em matéria de criação, pensamos exatamente na mesma frequência. É um caso clássico em que a viagem foi tão maravilhosa como o destino.



Chromatic Utopia - A six-hand concert for piano and brushes / Part 1

"Those who suffer from a certain type of synesthesia see colors when they hear sounds. A different color for each note. And in fact, sound and color are both types of vibration, although on opposite sides of a vast spectrum which comprises our physical reality and perhaps also our spiritual reality.Chromatic Utopia takes us to a place of encounter between sound and color, an improbable island where a piano is a witness of a dynamic dialogue between keys and brushes, between timbre and pigments, between rhythm and movement. This dialogue, strummed on an intangible axis of tensions-intentions-intensities, is played by six hands - by Fernando António dos Santos (piano), Paulo Galindro (brush-soprano) and Marc Parchow (tenor) - searching for a unity that vibrates through spaces and that our senses persist in fragmenting. With a sound of a chromatic polyphony, a studied improvisation is developed, which slowly summons the link between the color we see and the sound we hear.We that this ephemeral symbiotic encounter around a transfigured Utopian will awaken in public the sensitive rope that will open the doors of perception and allow him to see the music and hear the colors."


It was with this beautiful text - knitted by the inspired Conceição Candeias - that we presented our performance to the organization of the Folio - International Festival of Literature of Óbidos. It was with this text and little more because I, my great friend Marc Parchow (Illustrator, editor, musician, teacher, carpenter ... a true Renaissance man) and the very talented pianist Fernando António dos Santos, we have decided to keep secret of what we wanted to do.

And what is this? Let us say that is a simple and very humble tribute to music, poetry, the passion that makes gesture and the lightness of the force that lives within us. Above all, a hymn to Utopia, because it is the Utopia that make us wake up in the morning wishing to embrace Life.

It was an uneasy task, but it was also one of the funniest things I've done in years. For everything ... the research, the creativity that we had to use and abuse to solve more or less complicated problems, by the Renaissance spirit that at one point seemed to fill each of the corners of the workshop of Qual Albatroz and, above all, for the pleasure of working with Marc ... on creation matters, we think exactly in the same frequency. It is a classic case in which the journey was as wonderful as the destination.

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