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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Um novo livro



Nos próximos dias será lançado um novo livro, com ilustrações da minha autoria. E o que poderei eu dizer mais sobre este novo projecto?

  1. Que é um livro de poemas;
  2. Que a autora é uma menina de... 13 anos, muito à frente, que sabe bem o que quer e o que não quer, o que gosta e o que não gosta.
  3. Que me diverti muito a ilustrá-lo.
  4. E que a maior parte das ilustrações foram imaginadas e totalmente realizadas nos transportes públicos.
E mais não digo. Por enquanto...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Melinda, o Gatuno e o extraterrestre








Vou contar-lhes uma história:

Melinda é uma menina que mora algures na Suiça. Tem 12 anos e sofre de uma doença chamada Disfasia, por sinal bem grave. Esta menina tem por isso uma enorme dificuldade em articular e compreender a linguagem... coisas tão simples como entender ou articular frases ou uma qualquer rima estão vedadas a Melinda. Face a esta limitação, ela faz aquilo que qualquer ser faz quando não compreende e não se sente compreendido... fecha-se no centro de si mesmo.

Melinda está a fazer terapia com uma grande amiga minha, Sylviane Rigolet que tudo tem feito para criar com ela laços de comunicação, de entendimento e de ternura.

Há uns tempos atrás, enviei à Sylviane todos os livros que já publiquei até hoje, porque ela trabalha de forma aprofundada o livro e a leitura com crianças suíças e portuguesas.
Um desses livros foi a "O Gato Gatuno e o extraterrestre trombudo", ilustrado por mim sobre um texto de Maria João Lopes. Nas guardas desse livro coloquei 3 fotografias que explicam de forma sucinta os 3 passos da técnica que utilizei para ilustrar esse livro. Melinda viu essas fotografias, compreendeu-as como ninguém o tinha feito até hoje, e desde esse dia, nunca mais deixou de se expressar através dessa mesma técnica.

As imagens que acima apresento são algumas das interpretações muito pessoais que ela produziu a partir das ilustrações do livro. E é a partir desta enorme ponte que se está a construir, que Melinda tem vindo a mostrar grandes progressos para vencer a sua limitação.

Caramba... Não há prémio, reconhecimento, fama, exposição, número de livros ilustrados ou quantidade de exemplares vendidos que chegue a uma coisa destas.

Obrigado Melinda, por - sem te conhecer pessoalmente - estares a cruzar a minha vida desta forma tão intensa.

E mais não direi, porque me faltam palavras e sobram silêncios.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Feira do Livro 2013




Este ano, uma vez mais, irei estar na Feira do Livro de Lisboa nos próximos fins-de-semana , a bronzear a careca e a treinar os músculos do meu braço esquerdo sob um sal abrasador.

Para que não subsistam dúvidas, até este momento, é esta a minha calendarização:



Editora Booksmile, com Maria Inês Almeida, autora dos livros "Sabes que também podes ralhar com os teus pais?" E "Sabes como é que os teu pais se conheceram?":
26 de Maio (Domingo) às 15 horas, no stand A24

















Livros Horizonte, com Carla Cunha, autora do livro "O Cuquedo":
26 de Maio (Domingo) às 16:00
10 de Junho (Segunda-feira), às 17:00

















Porto Editora, com Luis Sepúlveda, Autor do livro "A história de um gato e de um rato que se tornaram amigos":
1 de Junho (Sábado) às 16 horas
2 de Junho (Domingo) às 16 horas




Dinalivro, com Maria João Lopes, Autora do livro "O Gatuno e o extraterrestre trombudo":

9 de Junho (Domingo) às 16 horas



Fiz questão de sistematizar esta informação não só por mim, que sou um despassarado incurável, mas acima de tudo por vocês aí desse lado para vos avisar uma vez mais:

Por favor, não apareçam na Feira do Livro nestas datas, e se porventura apareceram fujam a 7 pés dos locais acima referidos... não me responsabilizarei pelos estragos com caneta que provocarei nos vossos queridos livros. 


Estão avisados.

PS: Se porventura houver alterações ou novidades, farei uma actualização deste post.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

História de um gato e de um rato que se tornaram marionetas




O gato e o rato vão deixar as páginas do livro, e ganhar corpo na Feira do Livro de Lisboa, pela mão maravilhosa do grupo de teatro e marionetas Mandrágora.

O espectáculo será no dia 2 de Junho, pelas 15 horas. Mais tarde, pelas 16 horas, eu e o Luís Sepúlveda estaremos junto ao stand da Porto Editora para ass(assa)inar os vossos livros com a minha devastadora caneta.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Max + Mex + Mix =





Já o tinha anunciado no meu mural do Facebook, mas não quis deixar de o fazer aqui, no meu diário virtual por excelência. O livro "História de um gato e de um rato que se tornaram amigos", com texto de Luís Sepúlveda e ilustrações da minha autoria, já habita as livrarias deste país.

Não vou esconder, foi para mim uma imensa honra ilustrar uma história de tão digníssimo autor. Diria até que teve o seu grau de surrealismo pessoal, já que nunca poderia imaginar, há uns anos atrás, enquanto me arrepiava com o maravilhoso "O velho que lia romances de amor", que um dia viria a dar corpo a uma história do mesmo autor.

As ilustrações deste livro foram concebidas numa das piores fases de toda a minha vida... o momento em que meu Centro de Gravidade tremeu pelas bases. Num dos momentos mais difíceis de ultrapassar, cheguei mesmo a ter a certeza de que jamais terminaria este projecto. Não por falta de força anímica, mas sim porque nesse instante todo o processo criativo deste livro me pareceu uma demanda para lá das minhas possibilidades. Mas esta história teve um final feliz... e os escaparates das livrarias estão aí para o provar.

A história, não me canso de dizer, é doce, doce, doce. De Sepúlveda, amante das coisas boas e simples da vida, não se esperaria outra coisa. Fala de amizade. Fala de lealdade. Fala do imperativo de não se deixar ninguém para trás. Fala de glória de se estar vivo, e de se viver cada momento como se fosse o último. Fala da tragédia dos sonhos interrompidos, e da epifania dos sonhos reencontrados. Fala de voos interiores, e de voos ao ar livre. Fala de um ratinho mexicano que é um dos personagens mais apaixonante e fleumático que tive de dar corpo. E, acima de tudo, fala do poder do Coração, que rima com Criação, com Paixão e com Dedicação. A equação perfeita:

Coração = Cor + Ação

Sei que é um lugar comum. Um chavão que qualquer autor recorre quando fala do momento em que o melhor de si mesmo ganha asas e sai à rua. Mas é a mais cristalina das verdades... este livro deixou, neste preciso momento, de ser meu. É vosso. Todo. Capa e contracapa. Índice, miolo e ilustrações. Tenho a certeza que o Luís Sepúlveda pensa da mesma forma. É essa a resposta à eterna pergunta que me fazem quando vou a escolas, a palestras e afins:

O que é que sinto quando vejo um dos meus livros num escaparate de uma qualquer livraria?

Um vazio imenso, que apenas poderá ser preenchido durante o processo de concepção de um próximo livro. É essa a suprema beleza e maldição de tudo isto, pelo menos no que a mim diz respeito. É uma droga. Um estado alterado de consciência. Uma paixão assarolhopada, incondicional e avassaladora. Uma trip psicadélica de cor, de letras, de palavras, frases e de ideias que se atropelam umas às outras até que as fixemos atrapalhadamente num qualquer bloco de desenho. Tudo isto num mandala construído com as infinitas imagens que se foram atravessando à frente dos meus olhos, ao longo da minha existência. E no fim de tudo isto... um imenso vazio. Não um vazio-vazio. Mas sim um imenso vazio-cheio.

E agora... como é que saio deste imbróglio filosófico. É que nem vou tentar. Não vale a pena. 

Espero que gostem do livro.
Espero que o Luís Sepúlveda goste do livro (1 e 2 de Junho irei saber pelo próprio, já que iremos estar juntos na feira do Livro de Lisboa).
O meu coração adorou. Fez-lhe bem. De certo modo talvez o tenha salvo.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Tubarão 6, Cuquedo 4




Pois é, Pois é... Há poucos dias tive duas boas notícias: "O Tubarão na Banheira" vai para a 6ª edição, e "O Cuquedo" para a 4ª. A todos vocês que ainda não têm o bicharoco mais irreverente e mau carácter das redondezas pergunto: Vão deixar o Tubarão levar a melhor?

quarta-feira, 10 de abril de 2013

De tanto bater, agora o meu coração bate ainda mais forte



3 meses se passaram desde que o meu coração me trocou as voltas (curioso... Lembrei-me agora de um velho ditado árabe: "queres ouvir Deus dar uma gargalhada? Conta-lhe os teus planos!").



Durante este período (re)aprendi o Tempo. Não o tempo linear e euclidiano. Esse existe só nos livros. Falo do Tempo emocional, relativo, que Einstein no seu modesto bloco de notas tão bem intuiu, ainda que subindo a montanha do conhecimento pelo trilho da ciência. Este Tempo não é matemático. Nele não se somam e subtraem segundos, minutos, horas, dias, anos. Sendo uma dimensão não euclidiana, comprime-se ou dilata-se ao ritmo do nosso coração. Divide-se na resiliência da esperança. Multiplica-se na fraqueza e na fragilidade. Subtrai-se na delicadeza e raridade dos instantes de pura felicidade. Soma-se na desesperança dos momentos menos bons. Este ritmo obedece apenas a uma única regra... O Tempo de um momento é directamente proporcional ao quanto esse momento é agradável ou desagradável. É essa a suprema ironia da vida: os instantes mais intensos e mágicos da nossa vida são os mais fugazes e efémeros, mas são também aqueles que nos mudam para sempre. Trágico e belo.

Agora que penso melhor nisso, acho que vou reformular a frase com que iniciei este post...  Uma eternidade se passou desde que o meu coração me trocou as voltas

90 dias em casa, onde nada pareceu acontecer e no entanto, agora que olho para trás, tanto aconteceu. E como tudo o que é realmente importante ao coração é invisível aos olhos, muitos desses "eventos" ocorreram a um nível profundo, visceral, indizível. Não tentarei aqui sequer descrevê-los até porque não conseguiria. Não tenho a musculatura poética que me garanta o sucesso dessa demanda. Tudo o que me resta é naturalmente deixar que isso se reflicta naquilo que faço, naquilo que pinto.



No entanto, alguns desses acontecimentos nada tiveram de invisível. Falo do meu novo livro, com texto de Luis Sepúlveda, um dos meus autores sul-americanos preferidos, com quem muito me orgulho trabalhar. Chama-se "História de um gato e de um rato que se tornaram amigos", e fala da alquimia dos afectos e do poder redentor dos laços invisíveis que a todos nos unem. Nada poderia ser mais apropriado num momento em que o Centro de Mim vacilou. Este livro foi, em muitos aspectos, um farol, uma tábua de salvação (e não o são todos os livros que nos tatuam?). Ocupou-me e acalmou-me a mente, habituada que estava a andar à velocidade da luz. Focalizou-me no essencial. Divertiu-me. Deu-me um propósito diário. Manteve-me a salvo da escuridão que por vezes se imiscuiu dentro de mim. Não foi um parto nada fácil. Nada mesmo. Houve momentos em que tive muitas dúvidas se o conseguiria terminar. Valeu a infinita paciência da Porto Editora - que se mostrou sensível à delicadeza do momento que estava a atravessar - e, muito especialmente, ao apoio incondicional de Ana Luisa Calmeiro, da Divisão Editorial Literária, que sempre acreditou em mim, mesmo quando nem eu mesmo já acreditava. As suas frases e imagens motivacionais ao início de cada dia foram para mim a adrenalina, a dopamina, a cafeína e a endorfina necessárias para a percorrer a última milha, que como todos sabemos é sempre a mais difícil.


Agora que terminei o livro, cumpre-se uma vez mais o ritual de desapego, de desprendimento do livro. Aos poucos, ele deixará de ser meu e passará a ser de todos vocês que o folhearem. Um processo que terá seu términos no exacto momento em que o livro estiver impresso.


Esta é a sinopse do livro: 

"Max vive em Munique com os seus pais e irmãos — e com Mix, o seu inseparável gato preto com uma mancha branca na barriga. Amigos desde a infância, quando Max cresce e decide mudar de casa, leva Mix consigo. Mix adora viver no novo apartamento. Mas quando Max começa a trabalhar e não pode estar tanto tempo em casa, Mix, que está a envelhecer e a perder a visão, sente-se cada vez mais sozinho.
Um dia, Mix ouve uns passinhos suaves vindos da despensa e descobre que há um ladrão a comer os cereais crocantes do dono. Esperto, Mix deixa-se ficar quieto e, de repente, com a rapidez de outros tempos, estica a pata e sente o corpo trémulo de um minúsculo ratinho. Mex, como é batizado, é um ratinho mexicano, muito medroso e charlatão. Mas os verdadeiros amigos apoiam-se um ao outro e juntos aprendem a partilhar o que de melhor têm dentro de si.
Baseado num episódio da vida de um dos filhos de Luis Sepúlveda, a História de um gato e de um rato que se tornaram amigos oferece-nos uma vez mais uma fábula singela e divertida sobre o verdadeiro valor da amizade. "




E o melhor de tudo?

Agora, depois de todos os exames que voltei a fazer, sei que está tudo bem com o meu coração. E que bate mais forte do que nunca.







sexta-feira, 1 de março de 2013

Olhar para trás para ver em frente



Por vezes, mais do que olhar para a frente, temos de olhar para trás para ver o caminho que já percorremos. Serão raras as vezes em que não ficaremos abismados.

A imagem  acima apresenta alguns fragmentos retirados da montanha de Moleskines e afins que tenho por casa... diários gráficos que são muito mais do que isso... confessionários, espaços de exorcismo, quartos de desabafos feitos de papel, universos que se destroem e constroem com um golpe de lápis... e acima de tudo, o sítio onde pinto os monstros que povoam os meus pesadelos com cuecas às flores para que humilhados nunca mais apareçam.
Um dia, quando me desmaterializar, quando estas coisas analógicas pertencerem a um passado nada distante, será o meu legado físico aos meus filhos. Um pedaço de mim tornado celulose amarelecido. Talvez nessa altura eles compreendam melhor o pai maluco que têm.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A locomotiva a todo o vapor




Com tudo o que se passou na minha vida desde a passagem de ano, esta notícia passou-me completamente ao lado. O livro "A Locomotiva", ilustrado por mim sobre um poema do escritor polaco Julian Tuwin, editado pela Qual Albatroz, foi escolhido pelos membros do júri da 5º edição dos Prémios de Edição da Revista Ler / Booktailors 2012, para integrar os finalistas nas categorias Melhor Ilustração Original e Design de Obra Infanto-Juvenil.

Caso estejam interessados em votar em qualquer uma das obras passaram a esta fase final, poderão fazê-lo até ao dia 31 de janeiro no blogue http://premiosdeedicao.blogs.sapo.pt.


domingo, 20 de janeiro de 2013

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Os meus primeiros passos no planeta 2013




O meu ano começou de uma forma épica... uma gastrenterite viral que me virou do avesso, levou às urgências do hospital e transformou o matraquear frenético dos fogo-de-artifício da meia-noite em meras bombinhas de carnaval cujo crepitar mal passou a espessura do meu edredon de penas. Nota positiva para o soro que me injectaram - Reserva de 2012 - com delicadas notas de açucar e sal, e que garantiu uma noite bem regada, e mais importante de tudo, devidamente hidratada.

Começou também com uma muito boa notícia - O livro "O Gato Gatuno e o extraterrestre trombudo" foi recenseado pelo «Rol de Livros» da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo-lhe sido atribuídas 4 estrelas (podem ler o texto aqui) - e acima de tudo, com uma crítica que considero importantíssima ao meu trabalho, e em última análise, ao trabalho de qualquer ilustrador. Por isso mesmo, e porque prezo a democracia no meu blogue, transcrevo-a na íntegra:

"As ilustrações têm a qualidade reconhecida a Paulo Galindro, ilustrador já premiado: As guardas com os esboços elaborados ao longo do processo criativo, a citação final do filme de Spielberg, a inclusão de fotos com o processo de realização das ilustrações, tornam este livro muito rico, no que respeita ao plano imagético. No entanto, o facto de as ilustrações desvendarem logo em primeiro plano aquilo que a escrita se esforça por tornar ambíguo até à última página (que o extraterrestre é, de facto, um aspirador: «É que, nos pensamentos de um gato, aspirador é palavra que não existe. Isso é coisa dos humanos») provoca um efetivo desacordo na relação cúmplice entre texto e imagem que se deve estabelecer num livro ilustrado. Se o poder da escrita está na capacidade de ocultação de informação e nas ambiguidades aí geradas, a imagem deve necessariamente acompanhar a estrutura narrativa proposta pelo texto."


De facto, procurei criar uma personagem que estivesse a meio caminho entre um R2D2 da minha muito querida série de culto "Guerra das Estrelas", um monstro alienígena e um aspirador, no sentido mais clássico e vintage do electrodoméstico. Olho para trás e vejo agora que poderia ter levado essa ambiguidade um pouco mais longe, desequilibrando-a na direcção das estrelas em detrimento do ambiente mais caseiro.
Gosto de aprender. Todos os dias. Hoje aprendi. Foi por isso um bom dia.


"Ever tried. Ever failed. No matter. Try Again. Fail again. Fail better."

Samuel Beckett

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Vem aí um novo livro...



Esta é a capa e contracapa do novo livro ilustrado por mim. Chama-se "Histórias às cores", e são isso mesmo, histórias, 8 no total, escritas pelo António Mota. Ainda não o vi fisicamente, mas sei que estás prestes a sair da gráfica, com aquele cheiro e som fabulosos que só os livros folheados pela primeira vez têm.
O lançamento oficial será no bonito Palácio Valenças, já no próximo dia 10 de Novembro, pelas 15:00 h, no âmbito do evento 10º Encontro de Professores e Educadores do Concelho de Sintra sobre Bibliotecas Escolares.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

ETerna Biblioteca




"ETerna Biblioteca"
por Paulo Galindro
Técnica mista sobre painel de MDF com 0,48x0,68 cm
Outubro de 2012

Cartaz

Capa do programa

Programa



Há algumas semanas atrás desafiaram-me a fazer o cartaz para o 10º Encontro de professores e educadores do concelho de sintra sobre as bibliotecas escolares, que irá acontecer nos próximos dias 9 e 10 de Novembro no lindo Palácio Valenças, em Sintra. Para este evento, também conhecido   por ETerna Biblioteca já foram concebidos cartazes pelos ilustradores Pedro Leitão, Danuta Wojciechowska e pela Ana Sofia Gonçalves. Chegou agora a minha vez de meter as mãos nas tintas.

Para o efeito, inspirei-me no misticismo e na magia de Sintra, na inconfundível silhueta do Palácio da Pena (reconhecem-na na ilustração?) e nos azulejos que por lá abundam. O design / paginação do cartaz e do programa também são da minha autoria.
Este trabalho ganhou para mim um maior simbolismo porque o lançamento oficial do meu novo livro, com textos de António Mota vai acontecer no âmbito deste evento. Mas disto falarei num próximo post.

Os resultados finais foram estes.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Parabéns Booktailors


A Booktailors - Consultores Editoriais, actualmente desdobrada na Bookoffice no que ao agenciamento de autores diz respeito, fez 5 anos. A minha parceria com esta empresa começou mais ou menos há 2 anos, um momento que representou para mim um ponto de viragem. Ao me prestarem um serviço de agenciamento, Booktailors / Bookoffice, e muito especialmente o Paulo Ferreira - que por vezes suspeito que vai buscar a sua energia a um reactor nuclear escondido algures num dos seu bolsos - trouxeram para o meu percurso profissional um dinamismo que me fazia muita falta, ainda para mais atendendo à vida dupla que levo entre a arquitectura e a ilustração, que me rouba muita disponibilidade para assuntos tão importantes como a promoção do meu trabalho, questões de carácter administrativo / contratual e reuniões com as editoras. E se tal ainda não bastasse, desenvolvi com eles uma relação de amizade, o que é sempre o mais importante de tudo.

Infelizmente, a festa, que aconteceu na Voz do Operário na passada sexta - Feira, coincidiu com a minha ida para São João da Madeira, para participar no 5º Encontro Nacional de Ilustradores. Não quis no entanto deixar de estar presente, ainda que de uma forma virtual a pixelada. Este foi o pequeno vídeo que produzi especialmente para o evento, e que foi projectado durante a festa.
É óbvio o meu fascínio pelo cinema mudo. Já o tinha feito aqui, mas a experiência foi tão fixe que decidi fazê-lo novamente. Perdoem-me por isso a possível sensação de déjà vu.



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

Um novo livro


Pormenor da Capa


Acabei agora mesmo de ilustrar o meu novo livro, que sairá em Novembro.
Uma vez mais, foi um esforço hercúleo para levar a bom termo uma tarefa que é quase sempre feita à noite e até altas horas da madrugada (aliás, de outra forma não poderia ser ilustrador nos dias que correm). Mas no fim, vale sempre a pena quando a alma não é pequena.

É no combustível deste sentimento que atesto o depósito da minha força de vontade.

As histórias são de António Mota... e mais não digo!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Terra Incógnita - 1º Festival de Contos de Lisboa


O colectivo Contabandistas de Estórias (podem aceder ao blogue aqui)está a organizar o 1º festival internacional de contos de Lisboa - TERRA INCÓGNITA, e que irá acontecer nos 7, 8 e 9 de Setembro.

Para ajudar a angariar fundos para o festival, no próximo dia 4 de Agosto, sábado, pelas 21:30 no Bar A Barraca, irá acontecer um leilão de peças gentilmente cedidas por vários artistas.
Porque acredito profundamente neste projecto, e porque sei que a cultura não faz parte das prioridades da agenda dos génios que governam este país, decidi doar a tão nobre causa a ilustração original da capa de "O Cuquedo"(executado em técnica Mista sobre contraplacado, 46 x 32 cm).

Mas para falar melhor deste evento, nada melhor do que dar voz activa a quem o está a organizar:



Amigos dos contos,

desde Janeiro organizámos 17 sessões de contos Rumo à Terra Incógnita em preparação do primeiro festival internacional de contos de Lisboa - TERRA INCÓGNITA (7,8 e 9 de Setembro) - e agora fechamos este ciclo com uma festa chamada "Contações e Licitações" no dia 4 de Agosto, sábado, para ajudar a angariar fundos para o festival:

Amigos artistas talentosos ofereceram-nos generosamente algumas das suas obras e veremos quem dá mais pelas peças e pelas histórias!

Artistas unidos jamais serão vencidos!

Venha celebrar connosco e quem sabe, não leva para casa uma tela do Manuel João Vieira, ou uma fotografia do João Carlos ou até uma ilustração do Paulo Galindro? O martelo começa a sua dança a partir das 21h30 no Bar A BARRACA no Largo de Santos 2.


Com a presença de:
- ilustração da Alexandra Regadas;
- cerâmica da Ana Rijo;
- aguarela da Cecília B. Zino;
- fotografia do Helder Reis;
- ilustração do Hugo Lucas;
- fotos do João Carlos;
- tela do Manuel João Vieira;
- ilustração do Marc Parchow;
- tela do Miguel Horta;
- ilustração do Paulo Galindro;
- partitura e actuação do Rini Luyks;
- tela de Sandra Filipe;
- fotografia da Silvia Lopes;
- fotografia da Sofia Maul;

Teremos também uma micro-exposição com curiosidades e raridades várias cuja propriedade poderá se tornar vossa mediante a troca de papéis e peças metálicas de denominações específicas. A Grant's também lá estará com a presença sempre bem disposta e muito criativa na preparação de cacharoletes do Ivo e do seu shaker!

Entrada livre (recomenda-se a compra de rifas!)


Até lá
contabandistas






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