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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Recicla o espírito de Natal

"Recicla o espirito de Natal que vive em ti!"
por Paulo Galindro
Ilustração digital em iPad
Dezembro de 2013

Mais uma ilustração para a capa do destacável "Rebentos" que integra a publicação bimestral "Folha Viva", uma revista de ambiente do Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio de Coina, produzida pela Divisão de Sustentabilidade Ambiental da Câmara Municipal do Barreiro.

O tema?... adivinhem!

Nota: Esta imagem está protegida por direitos de autor. Não pode ser reproduzida, sob qualquer forma ou meio, sem autorização expressa do autor.
 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Mais duas ilustrações para ajudar a Ajudaris

"... um futuro radiante!"
por Paulo Galindro
Ilustração digital 23x17 cm
Novembro de 2013


"Super Teco"
Por Natalina Cóias
Técnica mista sobre MDF 23x17 cm
Novembro de 2013

Estas são as duas ilustrações oferecidas uma vez mais por mim e pela Natalina à Associação Ajudaris, elaboradas a partir de 2 histórias escritas por crianças, as quais irão integrar o livro "Pequeno Gestos grandes Corações - Histórias da Ajudaris 2013" (podem ver as nossas outras contribuições aqui). Cerca de 100 artistas contribuiram para dar cor a textos escritos por crianças de 50 escolas a nível nacional. 

Ajudaris é uma associação sem fins lucrativos sediada na freguesia do Bonfim, concelho do Porto, e que actua em áreas tão específicas como a do auxílio no combate à pobreza e às novas formas de exclusão social, que infelizmente, nos tristes dias que correm, são cada vez mais. Todas as receitas provenientes da venda deste livro revertem para este objectivo tão nobre. Custa apenas 5 euros, e pode ser encomendado através dos telefones 222 013 159 ou 936 847 206 ou através do mail comunicacao@ajudaris.org. Será uma prenda de Natal mágico a todos os níveis. 

Já aqui o disse muitas vezes, e voltarei a dizer até que a voz me doa e deixe definitivamente de sentir a ponta dos dedos.... Cada molécula de mim acredita que a sensibilização para a beleza gera seres humanos mais tolerantes, sensíveis, responsáveis e empáticos. É deste modo que acredito que a Arte e a Criatividade poderão salvar verdadeiramente o mundo.

E esta iniciativa da Ajudaris materializa na perfeição o espírito desta ideia.
Vá lá... ajudem a Ajudaris a ajudar, e ajudem-se a sim próprios.

Numa sociedade verdadeiramente evoluída, ninguém deveria ficar para trás. E sabem de uma coisa? Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro.

Fiat lux!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

De volta à escola

"A escola começou!"
por Paulo Galindro
Ilustração digital em iPad
Outubro de 2013


Mais uma ilustração para a capa do destacável "Rebentos" que integra a publicação bimestral "Folha Viva", uma revista de ambiente do Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio de Coina, produzida pela Divisão de Sustentabilidade Ambiental da Câmara Municipal do Barreiro.

Quanto ao tema, é óbvio.


sábado, 31 de agosto de 2013

Corte e costura



"Estradas de ganga e amanheceres de veludo"

por Paulo Galindro
Ilustração em iPad
Agosto de 2013


"Por panos nunca dantes costurados"
por Paulo Galindro
Ilustração em iPad
Agosto de 2013



Estas são as minhas duas ilustrações para o 6º Encontro Nacional de Ilustração, que irá decorrer nos próximos dias 15 a 19 de Outubro, em São João da Madeira.
O tema deste ano é a Oliva, a famosa marca de máquinas de costura que desde sempre teve a sua sede neste pequeno mas dinâmico concelho. Actualmente, o seu edifício foi objecto de uma requalificação por parte do município, tendo sido transformado na  Oliva Creative Factory, um verdadeiro ninho de criatividade e empreendedorismo.
Quanto às ilustrações, tentei não me limitar demasiado ao tema da marca em si. Pretendo, isso sim, prestar homenagem a essa nobre e antiga arte que é o corte e costura.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

ETerna Biblioteca 2013

"Um livro é uma porta para dentro de ti mesmo"
de Paulo Galindro
Ilustração executada em iPad
Agosto de 2013



Á semelhança do que aconteceu o ano passado, fui convidado para ilustrar o cartaz do 11º Encontro de professores e educadores do concelho de Sintra sobre as bibliotecas escolares, que irá acontecer nos próximos dias 13 e 14 de Setembro no Hotel Tivoli Sintra, um evento também conhecido por ETerna Biblioteca.

O tema não poderia deixar de ser o Livro. E se no ano passado me inspirei no misticismo e na magia de Sintra, e na inconfundível silhueta do Palácio da Pena, e nos azulejos que por lá abundam, este ano decidi-me pelo misticismo e pela magia que emanam dos livros. E muito especialmente, aquele momento único e irrepetível em que abrimos pela primeira vez um livro. O seu cheiro. O som. A antecipação da viagem que iremos fazer. 
Porque para mim, um bom livro é de facto um pórtico que nos leva numa longa viagem ao mais profundo de nós mesmos. E se é verdade que - a não ser que sejamos escritores - um livro é escrito por alguém que poderemos nunca vir a conhecer pessoalmente, também é verdade que não encontraremos nele eco de algo que não exista já dentro de nós. 

Nesse sentido, o livro é um espelho.

Uma porta com espelho.

Não o lemos... habitamo-lo.

Quanto ao material escolhido, optei uma vez mais pelo iPad. Não sei o que levará os ilustradores a escolher a ilustração digital. Com toda a certeza serão muitas as motivações, mas decerto e rapidez de execução e capacidade de testar várias soluções são algumas delas. No meu caso, sempre vi os meios digitais como mais um material, com todas as suas vantagens e manigâncias. Desde que me dê prazer e o resultado final se aproxime o mais possível da imagem que criei dentro de mim, abraçarei este material como o faço com tantos outros. E quanto ás alegadas vantagens da velocidade de execução... bom... eu não sei qual será a experiência dos outros ilustradores. A minha é que muitas vezes até demoro mais a executar uma ilustração digital do que uma analógica. Neste caso em particular, e atendendo ao facto de que queria uma ilustração cheia de detalhes passível de ser ampliada para uma grande escala, o tempo de execução foi de aproximdamente....


...15 horas.

O programa do evento - cuja solução gráfica será também concebida por mim - será disponibilizado na primeira semana de Setembro

A INCÊNcia do Verão

"A INCÊNcia do Verão"
por Paulo Galindro
Ilustração digital em iPad
Julho de 2013

Fotografia para a capa do destacável "Rebentos" que integra a publicação bimestral "Folha Viva", uma revista de ambiente do Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio de Coina, produzida pela Divisão de Sustentabilidade Ambiental da Câmara Municipal do Barreiro.

Desta vez o tema incidiu, bem a propósito, na estação do Verão. E por isso mesmo aproveito para vos desejar 


BOAS FÉRIAS 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Amor e uma casca de caracol

"O Amor e uma casca de caracol"
por Paulo Galindro
Fotografia macro, captada algures no Parque Eduardo VII
Junho de 2013

Fotografia para a capa do destacável "Rebentos" que integra a publicação bimestral "Folha Viva", uma revista de ambiente do Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio de Coina, produzida pela Divisão de Sustentabilidade Ambiental da Câmara Municipal do Barreiro.

Desta vez o tema incidiu, bem a propósito, nas férias de Verão, sempre sob uma perspectiva ecológica. 

Andei durante umas semanas a pensar qual seria a melhor abordagem a este trabalho, até que numa das minhas idas à Feira do Livro me deparei com esta magnífica imagem idílica de um casal apaixonado, algures no Parque Eduardo VII. A fotografia foi tirada com uma lente macro, e tive um particular cuidado em ser o mais discreto possível, para manter na íntegra a espontaneidade do momento, o que confesso, não foi nada difícil.... desde que descobri  os LisboETes e os comecei a fotografar, fui ganhando um imenso traquejo como fotógrafo paparazzi.

Conclusão... acabei por não ter de ilustrar nada. Uns retoques aqui e ali, uns ajustes na exposição et voilá, trabalho concluído sem trabalho. O mundo é realmente um lugar maravilhoso, que suplanta a mais delirante das imaginações.

Nota final: Espero não vir a ter a problemas com este casal, porque não pedi autorização para os fotografar, e muito menos para publicar a sua imagem. A minha esperança é que o facto de estarem de costas e o anonimato daí decorrente atenue a minha violação da sua privacidade. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

LisboETês #3 - O Miguel finalmente viu uma destas criaturas

LisboaETês#3
Centro de Investigação para o Desconhecido / Fundação Champalimaud
Belém, 12 de Maio de 2013 pelas 11:30

LisboaETês#3
Ampliação em Photoshop para desvendar pormenores das criaturas

Tal como já aqui tinha dito, no passado domingo fomos passear de bicicleta junto ao Tejo, em Belém. O dia estava revestido a talha dourada, e no fim do nosso passeio, eu e o meu pequenote - o Miguel - fomos premiados com a praça central do Centro de Investigação para o Desconhecido, da Fundação Champalimaud, que é uma pérola arquitectónica. Só por si, a partilha desta experiência com o Miguelito, debaixo de um sol de 24 quilates, já teria sido um tesouro sem preço. Mas havia ainda mais um prémio, e este ainda mais impressionante: uma vez mais, essas criaturas misteriosas a que decidi designar por LisboETês (ou, em inglês, LisboET's) cruzaram-se comigo. E ainda que já os tivesse fotografado algumas vezes, até este momento continuei a acreditar que algum produto químico numa das tintas que costumo usar poderia estar a atirar-me para uma trip psicadélica com raízes na minha paixão pelos mistérios do universo.

Só que desta vez eles foram também vistos pela pureza sem preconceitos dos olhos do Miguel.

"Olha pai... Que giro... São tão fofos!... São o quê? Posso brincar com eles? Podemos levá-los para casa? Aposto que a Skye iria ficar bué de amiga deles! Vá lá pai, deixa lá!!! Sim? Sim? Sim?", disse ele maravilhado, enquanto os observava, e eles o observavam a ele.

Perante esta total inocência e entrega a um momento único na história conhecida da humanidade, por oposição ao meu receio do desconhecido (resultado talvez de uma sobre-exposição a filmes manhosos Série B de ficção cientifica onde os humanos são sempre raptados e objecto de terríveis experiências), dei por mim a recordar uma passagem do livro "O mundo de Sofia" de Jostein Gaarder (Editorial Presença, 1995), intitulada "um ser estranho". Está na página 21:

Eu já disse que a capacidade de nos surpreendermos é a única coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filósofos? Se não disse, digo-o agora: A CAPACIDADE DE NOS SURPREENDERMOS É A ÚNICA COISA DE QUE PRECISAMOS PARA NOS TORNARMOS BONS FILÓSOFOS.
Todas as crianças pequenas possuem esta capacidade, isso é óbvio. Com poucos meses de vida, começam a aperceber-se de uma realidade completamente nova. Mas quando crescem, esta capacidade parece diminuir. Qual será o motivo? Poderá Sofia Amundsen responder a esta questão?
Se um recém-nascido pudesse falar, diria certamente muitas coisas sobre o estranho mundo a que chegou. Porque ainda que a criança não possa falar, vemos como aponta à sua volta e agarra com curiosidade os objectos no quarto.
Quando começa a falar, a criança fica parada cada vez que vê um cão e chama: Ão, ão! Começa a agitar-se no carrinho, e move freneticamente os braços: Ão, ão! Nós, que temos mais idade, sentimo-nos talvez pouco à vontade com o entusiasmo da criança. - Sim, sim, isso é um ãoão!- dizemos muito sabedores.- Mas agora senta-te. Não estamos assim tão entusiasmados. Já tínhamos visto cães antes.
Provavelmente, esta cena repete-se algumas cem vezes até que a criança possa passar por um cão sem ficar fora de si. Ou por um elefante, ou por um hipopótamo. Mas muito antes que a criança aprenda a falar correctamente - ou antes que aprenda a pensar filosoficamente - o mundo tornou-se para ela algo de habitual.
É pena.
Será a minha tarefa que tu, cara Sofia, te tornes uma daquelas pessoas para quem o mundo é evidente.
Imagina que dás um passeio pelo bosque. De repente, descobre à tua frente uma pequena nave espacial. Da nave espacial, um marciano desce e olha para ti...
O que pensarias numa situação dessas? Bom, isso no fundo, é´indiferente. Mas já pensaste que tu mesma és também um marciano?
Obviamente, nao é particularmente provável que alguma vês dês com uma criatura de outro planeta. Nem sequer sabemos se há vida nos outro planetas. Mas é possível que dês contigo mesma. Pode acontecer que um belo dia fiques surpreendida e te vejas de um modo completamente diferente. Talvez isso se passe precisamente num passeio pelo bosque.
Eu sou um ser estrano, pensas tu. Sou um animal misterioso...
(...) Quem sou eu? Perguntas. Sabes que estás num planeta no universo. Mas o que é o universo?
Se te descobrires desta maneira, descobriste algo tão misterioso como o marciano que mencionámos anteriormente. Não só descobriste um extraterrestre mas sentes interiormente que tu própria és um ser desses.
Ainda me estás a seguir, Sofia? Vamos fazer mais uma experiência:
Certa manhã, o pai, a mãe e o pequeno Tomás, que tem dois ou três anos, estão sentados na cozinha durante o pequeno-almoço. De repente, a mãe levanta-se e vira-se para o lava-louça: nesse preciso momento, o pai começa a voar em direcção ao tecto, enquanto Tomás observa.
O que te parece que Tomás diz? Provavelmente aponta para o pai e diz: - O pai voa!
Certamente que Tomás ficaria admirado. Mas o pai faz coisas tão estranhas que um pequeno voo acima da mesa já não tem importância aos seus olhos. Todos os dias faz a barba com uma máquina engraçada, por vezes trepa ao telhado para orientar a antena da televisão - ou enfia a cabeça junto ao motor do carro e aparece depois todo negro.
Depois, é a vez da mãe. Ela ouviu o que Tomás disse e voltou-se rapidamente. Como achas que reagirá vendo o marido a esvoaçar sobre a mesa da cozinha?
O frasco de marmelada cai-lhe imediatamente da mão, começará a gritar de medo. Talvez tenha de ir ao médico, mesmo depois de o pai se ter sentado de novo na cadeira. (Ele já devia ter aprendido há muito tempo como se comportar à mesa!)
Porque é que Tomás e a mãe reagem de forma tão diferente?
É uma questão de hábito. (Toma nota disto!). A mãe aprendeu que os homens não podem voar. Tomás não. Ainda não distingue o que é possível do que não é.
Mas o que dizer do mundo, Sofia? Achas que o mundo é possível? Também está suspenso no espaço.
O mais triste é que ao crescermos não nos habituamo-nos apenas à lei da gravidade, habituamo-nos simultaneamente ao mundo.
Aparentemente, perdemos durante a nossa infância a capacidade de nos surpreendermos com o mundo. Mas com isso, perdemos algo essencial - algo que os filósofos querem reavivar. Porque em nós algo nos diz que a vida é um grande mistério. Já tivemos essa sensação muito antes de termos aprendido a pensar nisso.
Vou ser mais preciso: apesar de todas as questões filosóficas dizerem respeito a todos os homens, nem todos os homens se tornam filósofos. Por diversos motivos, a maior parte está presa de tal forma ao quotidiano que o espanto perante a vida é muito escasso.
Para as crianças, o mundo - e tudo o que existe nele - é uma coisa nova, uma coisa que provoca estupefacção. Os adultos não o vêem assim. A maior parte dos adultos vê o mundo como qualquer coisa completamente normal.
Os filósofos constituem uma excepção notável. Um filósofo nunca se conseguiu habituar completamente ao mundo. Para o filósofo ou para a filósofa o mundo é ainda incompreensível, inclusivamente enigmático e misterioso. Os filósofos e as crianças pequenas possuem uma
importante qualidade em comum. Podes dizer que um filósofo permanece durante toda a sua vida tão capaz de se surpreender como uma criança pequena.
E agora tens que te decidir, cara Sofia: és uma criança que ainda não se habituou ao mundo? Ou és uma filósofa que pode jurar que isso nunca lhe acontecerá?
Se simplesmente abanas a cabeça e não te sentes nem como criança nem como filósofa, é porque te acostumaste tão bem ao mundo que este já não te surpreende. Nesse caso, o perigo está eminente. E por isso te ofereço este curso, para prevenir. Não quero que tu pertenças à categoria dos apáticos e dos indiferentes. Quero que vivas a tua vida de modo consciente.”

Estava eu a pensar neste magnífico livro que deveria fazer parte da lista de livros que qualquer ser humano deveria ler antes de morrer - pensar demais é coisa que eu faço muitas vezes, e talvez um dos meus maiores defeitos - já o meu filho tinha tirado a fotografia que acima mostro.

Penso que são mãe e filho, mas nada mais poderei dizer que não seja especulação porque não houve qualquer interacção para além de uma certa curiosidade temporária da parte deles. Nós, em contrapartida, ficámos estupefactos.
Resta-me dizer que já estou a investigar estas criaturas. Ao fim de muitas horas ao telefone, e alguns presentinhos bem oportunos, consegui autorização para 2 horas de pesquisa nalguns dos corredores mais inacessíveis da Torre do Tombo. Consegui também o milagre de poder visitar os primeiros 2 níveis dos arquivos do Vaticano, mas estou sem dinheiro para ir a Roma (fico-me por isso pelas secções de Ficção cientifica, Esoterismo e Astronomia da Livraria Barata , na Avenida de Roma e já é muito bom). Por fim, consegui também uma algumas reuniões via Skype com uma série de grupos de investigação do paranormal, do fenómeno OVNI e de conspirações ao mais alto nível, dos quais apenas estou autorizado a revelar estes:


"I Want to Believe" - Research Group Of Paranormal And All That We Can Only See With The Eyes Of The Heart (in memoriam Fox Mulder(1), em Edimburgo / Escócia
(1) "Eu quero acreditar" - Grupo de pesquisa do paranormal e de tudo aquilo que apenas se consegue ver com os olhos do coração (em memória de Foz Mulder)


ChickenSkin - American Institute of research of all those strange and crazy shit that you do not believe, but which are nonetheless less real because of it (and if it happens to you, you'll be scare to death!) (2), em Roswell / EUA
(2) Pele de Galinha - Instituto americano de todas aquelas coisas bizarras e loucas que tu não acreditas, mas que não são menos reais por isso ( e se te aconteceram, borras-te todo!)


Céptico Q.B. - Magazine científico do desconhecido e mais Além, em Freixo de Espada à Cinta / Portugal


我々は宇宙に一人ではありません - 仏教センターでは、無限と永遠を研究 (3), em Kyoto / Japão
(3) Não Estamos Sós - Centro de estudos sobre o Infinito e a Eternidade


Uma nota final... escusam de procurar estes grupos. Apesar de estarem presentes na Internet, torna-se deveras complicado encontrá-los na rede dita normal uma vez que todas as suas actividades e informações estão encriptadas e só acessíveis a alguns privilegiados.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Prometido é devido II


E pronto... já está entregue. Esta é a imagem para a posterioridade com a equipa do Centro Veterinário Anjos de Assis, que fazem tudo o está ao seu alcance para que os os nossos melhores amigos estejam presentes na nossa vida, tanto tempo quanto possível e tendo sempre como limite intransponível a dignidade do animal. O meu amigo Miguel Carreira, Director Clínico, eterno low-profile e sequioso de anonimato, lá arranjou maneira de ficar por detrás do cone da Skye, que por pouco não lhe tapava um enorme sorriso.

Este instante de pura e deliciosa felicidade infantil desenhou-me uma pergunta cá por dentro:

Haverá presente melhor para nós mesmos do que darmos aos outros o melhor de nós mesmos?




A resposta é um redondo e sonoro...










... Não!


Prometido é devido

"Sala de Espera"
por Paulo Galindro
Técnica mista sobre painel de MDF 1.22x0.61m
Maio de 2013


Este foi um compromisso que fiz comigo mesmo em Fevereiro de 2009, quando a nossa querida Ruth se crepusculou. Nesse dia que cá por casa recordamos com um enorme sentimento de perda, mas também de gratidão por termos sido honrados com a experiência de partilhar um pouco da nossa curta existência neste mundo louco e cheio de contrastes com um ser tão luminoso. A Ruth era de facto um Ser de Luz, sem asas é certo - pelo menos daquelas que conseguimos ver nas aves e nos anjos barrocos - mas com pêlo em quantidade suficiente para colmatar essa falha biológica. Foram muitas as vezes que olhei para ela, e pressenti que numa qualquer outra vida, a Ruth talvez tenha sido um ser humano maravilhoso que ao reencarnar nasceu como um ser ainda mais evoluído.

Nesse momento muito triste prometi a mim mesmo que prestaria duas homenagens, através daquilo que melhor sei fazer... Ilustração: à nossa amiga Ruth, e ao meu grande amigo Miguel Carreira, que também é o melhor veterinário que conheço. E esta constatação estende-se a toda a equipa dele, que o acompanha no Centro de Medicina Veterinária Anjos de Assis, no Barreiro. De facto, ainda que represente para nós uma viagem algo longa cada vez que lá vamos, é só nesta equipa que confiamos sem reservas. E acreditem, quando realmente amamos um animal, essa confiança é imprescindível e a única coisa que nos resta, quando naquele preciso momento que ninguém que sequer imaginar, nos dizem que o melhor para a nossa melhor amiga é a eutanásia... a solução mais misericordiosa e humana face a um sofrimento incomportável e sem solução.


4 anos se passaram, e muita coisa aconteceu, das quais destaco a promessa de que jamais voltaríamos a ter um cão, e mais tarde o amor à primeira vista com uma bolinha branca e preta com pouco mais de 20 cm chamada Skye, que tratou de nos mostrar de forma nada subtil que nunca deveremos dizer nunca.
Recentemente a Skye teve um acidente que lhe lhe podia ter custado a pata frontal direita: numa manhã quente de domingo e sem que eu pudesse evitar, a Skye atirou-se para dentro de um espelho de água de um jardim perto da nossa casa. No momento em que vi uma auréola da sangue a espalhar-se em torno dela, percebi que algo estava errado. Muito errado. Dois cortes - um deles muito grave - de um pedaço de vidro, custou-lhe um dedo da pata frontal esquerda, que gangrenou mais tarde e resultou num ENORME problema só sanável com uma quantidade enorme de medicamentos e alguma sorte. E uma vez mais, pude comprovar que a equipa do Miguel Carreira foi a melhor coisa que podia ter acontecido à Skye. Decidi por isso, em modo de profundo agradecimento por todos estes anos, fazer a tal ilustração que acima referi e mostro. A Ruth, como não poderia deixar de ser (afinal, foi ela o verdadeiro mote desta ilustração) aparece por lá, mas só será visível aos mais atentos.
Demorou aproximadamente 20 horas a ser executada, e no final fica uma enorme sensação de paz interior por ter cumprido uma promessa perante a nossa grande amiga, no momento em que fechava os olhos. O Miguel Carreira não faz a mais pequena ideia que amanhã à noite irá receber este presente, e espero sinceramente que se alguém porventura o conhecer, não vá denunciar os meus intentos.

"Skye watching the Sky"
por Paulo Galindro
Ilustração digital em iPad
Abril de 2013

Entretanto, a Skye já saiu da zona de perigo. Ainda carrega ao pescoço um malfadado cone, que ela já não pode ver nem que o mesmo se transformasse num cone de queijo flamengo revestido a lâminas de presunto com 9 meses de cura. Cá por casa já a comparámos a um abajur, a um copo de Martini com uma azeitona preta e branca lá dentro, a uma grafonola e a um aspirador. No entanto, há umas noites atrás, enquanto a catraia fazia um cócózito (que foi devidamente apanhado com um saco, como aliás todos os donos de animais deveriam fazer) e olhava atenta para cima, para um céu estrelado e um luar gloriosos, dei por mim a pensar que ela afinal parece um...

... radiotelescópio.

Com esta ilustração tentei congelar esse momento mágico, uma imagem que só por si já valia uma história inteira.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

"O Centro de Nós" em 5000 images





Este é o filme em timelapse que fiz para documentar todo o processo de concepção da ilustração "O Centro de Nós", da qual falei aqui.

10 horas de ilustração + 5000 fotografias de 7 em 7 segundos + The Beatles = 3 minutos e meio de filme.

O filme não mostra na íntegra todo o processo, uma vez que houve algumas - muito poucas - alterações e de pequenos ajustes. Digamos que representa 98% do processo criativo. Encontrar os restantes 2% fica a cargo do vosso poder de observação.

"O centro de Nós"___ Uma ilustração para a AMI

"O Centro de Nós"
por Paulo Galindro
Técnica Mista sobre painel de MDF de 1,20x1,76 m
Março de 2013


Há uns meses atrás fui contactado pela artista plástica Ana Mesquita, que me lançou um desafio... integrar um grupo de 15 artistas plásticos, para cada um dos quais criar uma imagem para a exposição "Arte Urbana em Mupis - Lisboa 2013", a oferecer à AMI, obras essas que mais tarde serão leiloadas com vista à obtenção de fundos para diversas acções de carácter humanitário desenvolvidas por esta instituição. Porque acredito com todas as minhas fibras que a arte, a cor e a imaginação podem ajudar a criar um futuro melhor, decidi abraçar este projecto com toda a intensidade que me foi possível face ao momento menos feliz que nessa altura me encontrava a viver, em termos de saúde.

Inicialmente, o programa definia que os trabalhos deveriam ter as dimensões de um MUPI (1,20x1,76 metros), e deveriam ser executados sobre papel de cenário, garantindo deste modo a possibilidade de os originais serem expostos nessas peças de mobiliário urbano. No entanto, a impossibilidade de se usarem técnicas mistas num suporte tão frágil e com limitações em termos de espessura, assim como questões de carácter logístico e de segurança, optou-se mais tarde por permitir aos participantes a possibilidade de escolherem qualquer suporte e técnica, desde que respeitando o rácio das dimensões de um Mupi. Cada uma das obras seria assim fotografada e reproduzida em alta definição, na dimensão final acima referida. Eu, que adoro pintar grandes superfícies, optei por me manter fiel às dimensões originais. Este foi o meu contributo... uma ilustração em técnica mista sobre um painel de MDF de 1,20x1,76 metros, e 5 mm de espessura. O tema era livre, e livre me senti para uma vez mais representar aquilo que mais adoro pintar... o poder redentor dos afectos.

A exposição desta exposição pelas ruas de Lisboa (cada artista terá a sua obra reproduzida uma única vez, e exposta num determinado Mupi, cuja localização será informada atempadamente) ocorrerá de 24 de Abril a 8 de Maio, e a inauguração oficial será no próximo dia 27 de Abril. O jantar leilão acontecerá na Cidadela de Cascais, no dia 18 de Maio.

Mas nada melhor do que reproduzir aqui o press release que foi enviado aos media, no âmbito desta iniciativa:



"Quinze artistas, comissariados por Ana Mesquita aceitam desafio da AMI

Uma vez mais, o AMIarte – núcleo de acção cultural da Fundação AMI, realiza o projecto «Arte Urbana em Mupis», o qual nasceu na Invicta, em 2008. Em Lisboa, trata-se da segunda edição que este ano é comissariada por Ana Mesquita. Os trabalhos vão ficar expostos em diversos pontos da cidade entre os dias 24 de Abril e 8 de Maio. A inauguração terá lugar no dia 27, sábado, às 15:00, num autocarro turístico. O ponto de partida é a Praça da Figueira (topo Norte). No dia 18 de Maio, na Cidadela de Cascais, realizar-se-á o jantar onde estes trabalhos serão leiloados.

De acordo com o princípio geral que preside ao projecto, os convites têm sido endereçados a artistas de diferentes gerações, sensibilidades, tendências e visibilidades, sendo a natureza plural desta escolha, um modo de reflectir a condição diversificada, aberta e “inclusiva” da actividade do AMIarte.

Assim, Ana Mesquita (designer que tem desenvolvido trabalho de ilustração em Ipad), António Pedro Ferreira (fotógrafo); António Proença de Carvalho (ilustrador), Henrique Cayatte (designer), Joana Arez (publicitária e artista plástica, galerista na Cidadela de Cascais), João Catarino (ilustrador e prof de desenho), João Ribeiro (artista plástico), Jorge Pinheiro (artista plástica – um dos quatro 20’s), Margarida Cunha Belém (artista plástica e historiadora), Margarida Gil (cineasta), Paulo Galindro (ilustrador de livros infantis), Ricardo Barros (designer e pintor), Silvia Namorado (arquitecta), Telmo Castro (arquitecto e professor), Tim Madeira (arquitecto e escultor) são os quinze artistas plásticos que, este ano, participam no projecto Arte Urbana em Muppis Lisboa 2013.

Os trabalhos são oferecidos à Fundação AMI que, no dia 18 de Maio, realiza um jantar, na Cidadela de Cascais, onde serão leiloados. A verba obtida com esta iniciativa destina-se à acção humanitária que a Fundação AMI desenvolve ajudando, diariamente, milhares de famílias que, cada vez mais, se debatem com dificuldades. Uma ajuda que é prestada de forma directa pelos centros Porta AMIga, espalhados pelo País."

terça-feira, 16 de abril de 2013

O teu Amor ilumina-me (ou será efeito do sol?)

"Dia Nacional da Energia"
por Paulo Galindro
Ilustração digital em iPad
Abril de 2013
Mais uma ilustração para a capa do destacável "Rebentos" que integra a publicação bimestral "Folha Viva", uma revista de ambiente do Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio de Coina, produzida pela Divisão de Sustentabilidade Ambiental da Câmara Municipal do Barreiro.
Quanto ao tema, desta vez incidiu no Dia Nacional da Energia, que será celebrado no próximo dia 28 de Maio.
Esta ilustração foi uma vez mais, inteiramente concebida e produzida em iPad. Tem sido para mim uma imensa fonte de prazer trabalhar neste suporte. É certo que se perdem as mãos sujas, o toque dos materiais, coisa que eu simplesmente adoro. Mas ganha-se em imediaticidade (no iPad, eu posso registar uma ideia enquanto atravesso o Tejo, ou enquanto mostro o meu passe social ao senhor pica-bilhetes) e no experimentar de novas abordagens estéticas e cromáticas. Mas isto não significa que abandonei o meu lado analógico e sujo. Antes pelo contrário... sinto que tudo faz parte de um processo de contaminação entre várias e diferentes abordagens, o que acabará indubitavelmente por me abrir portas para novas formas de ver a ilustração analógica.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Olhar para trás para ver em frente



Por vezes, mais do que olhar para a frente, temos de olhar para trás para ver o caminho que já percorremos. Serão raras as vezes em que não ficaremos abismados.

A imagem  acima apresenta alguns fragmentos retirados da montanha de Moleskines e afins que tenho por casa... diários gráficos que são muito mais do que isso... confessionários, espaços de exorcismo, quartos de desabafos feitos de papel, universos que se destroem e constroem com um golpe de lápis... e acima de tudo, o sítio onde pinto os monstros que povoam os meus pesadelos com cuecas às flores para que humilhados nunca mais apareçam.
Um dia, quando me desmaterializar, quando estas coisas analógicas pertencerem a um passado nada distante, será o meu legado físico aos meus filhos. Um pedaço de mim tornado celulose amarelecido. Talvez nessa altura eles compreendam melhor o pai maluco que têm.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Uma chuva de cor

Algumas fotografias dos dois eventos que criámos especialmente para o 5º Encontro Nacional de Ilustração (Gentilmente cedidas por Patrice Almeida) que aconteceu no passado mês de Outubro em São João da Madeira.
Para este eventos juntei-me uma vez mais um grupo de amigos tresloucados, inconformistas, inconformados, musicais, poéticos, sonhadores, e acima de tudo com um coração do tamanho do universo. Falo do Marc Parchow, uma criança-gigante e companheiro de ondas e de sal. Falo do Ricardo, luminoso, boa onda e com um humor refinado. Falo Paulo Braga, um grande amigo careca com cara de asceta tibetano que é também uma das pessoas mais criativas que conheço. Falo do António Ribeiro, nas sua veias pulsa o Blues. Falo de grande João Mascarenhas, o talentoso menino Triste da BD, com alma de punk e que de triste não tem nada. E last but not least, Fernando Queirós, mestre da percussão e dos barulhinhos bons.










  









Para explicar o primeiro evento, que aconteceu no dia 19 no auditório dos Paços da Cultura, nada melhor do que lerem o texto que foi na altura escrevi para apresentar os nossos objectivos à organização do evento:

O lápis é uma ferramenta verdadeiramente democrática, e genial na sua imensa simplicidade.Tem um design simples, elegante e prático, que resultou tão bem que daqui a 200 anos, algures no porta-luvas de uma nave espacial a viajar à velocidade da luz com toda a certeza encontraremos um. Pode até ser muito pequeno, roído na sua extremidade superior e usado com a parcimónia e dedicação que reservamos aqueles objectos de culto que sobrevivem a tudo e a todos. Poderá ser um objecto de culto, vintage, ou até um amuleto, mas ainda será sempre um... Lápis.
Mas a verdadeira magia de um lápis reside no facto de ter o poder de nos lembrar, todos os dias, que desenhar, deixar uma marca num qualquer suporte para a posterioridade, é uma das actividades mais antigas do mundo - juntamente com a música - e que por isso mesmo está inscrita na nossa memória colectiva. No nosso ADN. Porque este é um evento dedicado a essa pequena varinha mágica feita de madeira e grafite, consideramos que também é, em última análise, uma homenagem ao Desenho, enquanto um dos meios de expressão por excelência, da nossa espécie. E sendo um meio de expressão verdadeiramente democrático, partilhado por todas as raças, culturas, credos e idades, decidimos que este ano o evento multimédia que pretendemos realizar em São João da Madeira deverá reflectir a filosofia do encontro. A música manterá a seu carácter omnipresente, servindo uma vez mais de pano de fundo para a expressão gráfica. No entanto, e ao contrário dos anos anteriores, aquilo que propomos é que todos os participantes deste evento participem verdadeiramente. Activamente. Desenhando aquilo que lhes vier na alma enquanto se deixam embalar pelas ondas sonoras que emanarão do palco. Para tal, todos terão uma pequena placa de MDF com aproximadamente 20 cm - previamente pintada por nós com uma camada de tinta branca - e um lápis, num conjunto gloriosamente simples, e que estará
disponível em todas as cadeiras do auditório. Queremos que as pessoas sejam apanhadas de surpresa, para evitar deste modo a prévia angústia de quem sente inseguro no desenho, mas acima detudo para despertar o Artista Plástico, o Ilustrador que está adormecido dentro de nós, sem preocupações estéticas, sem medo de falhar, sem necessidade de provar algo a alguém e sem o preconceito do belo. E tudo isto durante 45 minutos. No final, pretende-se que estas pequenas placas formem um mosaico para exposição.



Quanto ao 2º espectáculo, decorreu no dia seguinte no átrio do Shopping 8ª Avenida. Eu e o João Mascarenhas produzimos uma ilustração ao vivo, ao som da banda que desta vez voou por territórios mais Rock e Blues.
Muitos foram os que me perguntaram como é que fiz o efeito da chuva de cor. Nada mais "simples". algumas (muitas) dezenas de pequenos canudos de plástico (daqueles que se usam em electricidade), cheios com tintas de muitas cores, e devidamente fechados nas extremidades com fita-cola. Depois foi só colá-los a uma ripa de madeira. Mais tarde, seriam furados de um doa lados, colocado no topo da tela, e perfurados uma vez mais na extremidade contrária, para ver a magia acontecer. Na verdade, não correu exactamente como eu desejava, por isso estou em pulgas por voltar uma vez mais a este método, até atingir exactamente a tempestade de cor perfeita.






























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