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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Cosmic Love









E que dizer do concerto de Florence and the Machine? Sem palavras. É que nem sequer vou tentar.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Waiting for the DEAD that CAN DANCE





Don't fade away

My brown-eyed girl

Come walk with me
I'll fill your heart with joy
And we'll dance through our isolation
Seeking solace in the wisdom we bestow
Turning thoughts to the here and everafter
Consuming fears in our fiery halos

Say what you mean
Mean what you say
I've heard that innocence
Has led us all astray

But don't let them make you and break you
The world is filled with their broken empty
Dreams
Silence is their only virtue
Locked away inside their silent screams

But for now
Let us dance away
This starry night
Filled with the glow of fiery stars
And with the dawn
Our sun will rise
Bringing a symphony of bird cries

Don't bring me down now
Let me stay here for awhile
You know life's too short
Let me bathe here in your smile
I'm transcending
The fall from the garden

Goodnight




Ontem cumpri um velho sonho com 27 anos.

Chamar velho a um sonho é apenas uma figura de retórica para sublinhar o tempo que estive à espera para ver um concerto dos Dead Can Dance (DcD). Na verdade, não há sonhos velhos... há sim sonhos por cumprir. E enquanto tivermos uma dessas pequenas centelhas a pulsar dentro de nós, essa semente conterá em si mesma o segredo da eterna juventude.

Sim, é verdade, desde os meus 16 anos que adoro DcD, e muito especialmente a forma como ele uniram mundos tão distintos como a música erudita, os tons negros do gótico, os drones do darkwave, a luz da pop, o tribalismo da world music, as paisagens contemplativas e cinemáticas dos cantares hungaros, a filigrana folk, os sons medievais e sei lá mais o quê de referências.
A música do DcD faz parte integrante da banda sonora da minha vida. Tranporta-me para outros lugares... recantos mágicos, misteriosos, escondidos da poeira do tempo e da espuma dos dias. É música com cheiro a incenso e especiarias, com o toque da seda dos véus persas,

e com uma paleta cromática que oscila entre o Luto e a Luz.

E não será assim a vida?

O concerto, como não poderia deixar de ser, foi memorável. Sobre um cenário austero, destituído da artificialidade de efeitos especiais gratuitos, ou de efeitos de luz que só servem para nos desviar a atenção do essencial - a música - Lisa Gerrard teve a presença diáfana e hipnotizante de uma deusa grega, com uma voz que arrancou lágrimas até ao mais empedernido dos corações. Brendan Perry, por seu lado, fez as despesas da expressividade corporal e interacção com o público, e mostrou ter, sem grandes surpresas da minha parte, uma das mais belas vozes masculinas que já moraram nos meus ouvidos. Yin e o Yang... são assim os DcD.

Quanto aos temas, oscilaram entre o último álbum "Anastasis" e os álbuns que lançaram sobre a égide da editora de culto 4 AD. Dos muitos momentos altos, destaco o divinal "Sanvean: I'm Your Shadow", que é qualquer coisa do outro mundo,  "Cantara", épico até dizer chega, e uma versão absolutamente divinal do tema "Song To The Siren", que me fez tremer pelas bases (este tema, da autoria de Tim Buckley, foi mais tarde tornada famosa pelo This Mortal Coil).

Única nota negativa... não tocaram o tema "Don't fade away" E é por ser uma das muitas músicas que faz ressoar a minha alma, que a apresento aqui.

Apaguem as luzes, acendam uma vela, fechem os olhos, encaracolem os dedos dos pés

e deliciem-se!

PS: Podem ver a reportagem da revista Blitz aqui

segunda-feira, 11 de março de 2013

João e Marc tocam Ludovico Einaudi



Há uns meses atrás, o meu pequeno grande João começou a ter aulas de música com o meu grande, grande amigo Marc Parchow.
Marc é ilustrador, editor na Qual Albatroz, multi-instrumentalista, anjo da guarda dos albatrozes, especialista em fauna e flora de aquários zen, companheiro de ondas, agricultor de hortas de janela e afins, expert em tudo e mais alguma que possam imaginar e acima de tudo, tem um jeito do caraças para os miúdos. Um verdadeiro homem renascentista, portanto. Não sei se já assistiram a alguma sessão dele numa qualquer escola ou biblioteca... é completamente impossível não sairmos de lá com um enorme sorriso de meia lua tatuada na cara tal é a overdose de energia positiva que dali vem.
Tal como já disse, o João começou a ter aulas de guitarra com o Marc. Mas devido á visão holística que o Marc tem da música, cedo começou a experimentar outros instrumentos.
O João é um miúdo musical. A música é omnipresente cá em casa, em todas as suas formas de expressão. Adora Jazz, Bossa Nova (chama-lhe Música de Chuva, porque sempre ligou estes géneros musicais à chuva e aos piqueniques na sala, no aconchego da lareira) e música clássica. São por isso raras as vezes em que não fico profundamente emocionado com surpresas destas.

Obrigado Marc, por este momento.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Buéréré de Amor




Não há nada que possa ser feito que não possas fazer
Nada que possa ser cantado que tu não possas cantar
Nada que deva ser dito, mas podes aprender as regras do Jogo
É tão fácil

Não há nada que possa ser construído que não possas construir
Nada que possa ser salvo que não possas salvar
Nada a fazer, mas podes aprender a ser tu mesmo
É tão fácil

Não há nada que possas conhecer que não seja já conhecido
Nada que possas ver que não tenha sido mostrado
Não há um lugar onde possas estar que não seja o lugar onde deverias estar.
É tão fácil

Tudo o que tu precisas é de Amor
Bué de Amor
Toneladas de Amor!
Amor como se não houvesse amanhã!

sábado, 30 de junho de 2012

Punk Redux



João

Ricardo
Jorge
Marc


Francisco




No passado dia 27, quarta-feira, fomos à FNAC do Colombo para assistir ao malfadado jogo Portugal - Espanha, que infelizmente perdemos da forma mais injusta possível. Mas ver o jogo neste espaço foi só uma consequência, até porque prefiro ver este tipo de eventos em casa. Sempre podemos fazer figuras mais ridículas do que aquelas que nos são permitidas num espaço cheio de livros e discos a olharem para nós. A verdadeira razão foi o lançamento de mais um livro do Menino Triste - "Punk Redux" - da autoria do nosso grande amigo João Mascarenhas, por quem eu nutro uma grande admiração, tanto a nível pessoal como profissional. Trata-se de uma banda desenhada editada pela Qual Albatroz, que nos fala dos primórdios do movimento Punk, em Inglaterra. E digo-vos desde já que qualquer semelhança entre o personagem principal e o autor não é pura coincidência. Aliás, a única coisa que os separa é mesmo que um deles é contornado com uma linha preta. Tudo o resto é igual. Até mesmo a história é autobiográfica. Acreditem ou não, o João só não fez parte de uma banda chamada Siouxie and the Banshees por puro acaso. Mas para saberem os pormenores terão mesmo de ler o livro.

Tal como já tinha acontecido noutras paragens entre Damon Albarn and Jamie Hewlett (e que resultou nos Gorillaz), o lançamento do livro foi um casamento perfeito entre o universo de papel e o universo sonoro.  Inspirados pela temática do punk e do Do It Your Self, João Mascarenhas (voz), Ricardo e Jorge (guitarras), Marc (baixo) e Francisco (bateria) criaram os The Sad Boys (que nome perfeito para uma banda!), e em palco tocaram 4 covers de temas punk que se tornaram obras de culto:


PUNK – Gorillaz
Ça plane pour moi – Maeder (Plastic Bertrand)
Woo Hoo – The 5678’s
Should I Stay or Should I Go – Clash
PUNK – Gorillaz (encore)

O vídeo que apresento acima, é do encore, onde tocaram PUNK, dos gorillaz (bem a propósito).


Uma nota final... o Francisco e o Ricardo têm  apenas... 13 anos.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sassetti


Como me faltam as palavras, tomarei a liberdade de usar as do Pedro Abrunhosa:



"Pareceu-te um dia bom para nos deixares, Bernardo. O sol apetecia e as fotos, que tanto amavas, chamavam-te para a beira da falésia. Como viveste, também foi no precipício que derradeiramente te apeteceram os imensos dons com que brilhaste. Há vinte e cinco anos que te conhecia e nunca julguei dizer-te Adeus sem ser no final de um dos muitos concertos feitos juntos. Trocámos notas, riso, pensamentos, vitórias e fracassos. Sempre te achei um pequeno génio escondido num corpo grande e numa bondade estonteante. Diferente de tudo, de todos, da Música que eras por dentro, foste Diferente ao nos deixares tão sós, tão perto do medo, tão frágeis. Diferente foste ao partir tão cedo, Bernardo. Esperar-te-ei sempre, a romperes pela porta do estúdio, a ocupares com as tuas imensas mãos o piano que nunca soou tão bem, a inundares de Vida e ruptura este mundo que tanto necessitava agora de ti. Descansa enfim, meu Amigo. Há pianos onde estás, tenho a certeza."

Pedro Abrunhosa






Descansa em Paz... a mesma que sinto quando oiço a tua música.

:´(


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Washed out


Washed Out "Within and without"

Ando a ouvir isto em modo repeat nos últimos dias. Para quem gosta de mergulhar numa cascata sonora cintilante e cristalina. Música perfeita para um Verão que, por enquanto, tarda em aparecer.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Correr que nem um desalmado



É isso mesmo que tenho feito nos últimos meses... correr que nem um desalmado. Eu e a minha amiga Skye. Dia sim, dia não, faça chuva ou faça sol, eu e ela armamo-nos até aos dentes para uma corrida de 10 km que, normalmente, faço em aproximadamente 1 hora. Eu com os sapatos de correr, o IPhone e a aplicação Runkeeper (que monitoriza tudo, até as calorias que gasto). Ela com a trela e a coleira, alguns petiscos motivacionais e 4 ou 5 saquinhos para os cócós... sim, porque não há nada mais triste do que ver cócós de cão espalhados pelo chão, especialmente quando o chão pertence ao passeio marítimo de Oeiras, vermelho, imaculado, e usado todos os dias por milhares de malucos que, como eu, gostam de correr como se tivessem a Troika a persegui-los.

Já aqui disse que a Skye parece um reactor nuclear norte-coreano descontrolado, e mantenho a minha palavra. Farto-me de correr, ao ponto de a minha língua se entrelaçar com os meus atacadores, e quando eu penso que o mesmo está a acontecer com ela, eis que passa uma bicicleta ou um skate e ela desata a correr, comigo atrás a ser arrastado sem dó nem piedade, como se fosse uma pobre lata atada a um carro de um casal recém casado com pressa de chegar à noite de lua-de-mel.

Mas uma luz surgiu ao fundo do túnel (e não é um comboio!). Recentemente descobri na Skye um talento escondido óptimo para a cansar ainda mais (não sei se posso dizer isto desta forma, porque ela é incansável). A Skye adora nadar, especialmente se for atrás de um pau atirado por mim. Nada como se não houvesse amanhã. É rápida, é ágil, destrambelhada e acima de tudo, corajosa. Tão corajosa que qualquer dia ainda tenho de a ir buscar porque já não consegue voltar.

Um dia, quem sabe, ainda a ponho em cima da minha prancha de surf.

Para finalizar este post dedicado à corrida, tal como em todas as minhas outras actividades, a música também aqui é absolutamente fundamental. Desde que comecei esta actividade, a minha banda de eleição têm sido os VNV Nation, e raro foi o dia em que não foram eles a debitar decibeis para o interior dos meus ouvidos. Esta é uma das bandas mais representativas de um movimento musical cujo nome diz tudo: EBM - Electronic Body Movement, na vertente Futurepop. A sonoridade electrónica desta banda é planante, ambiental, atmosférica, com ritmos mais ou menos acelerados, e que dá particular importância às letras, num formato que se aproxima muito da estrutura de canção. Ou seja, funciona na perfeição para a actividade física intensa, mas também para momentos mais contemplativos e intimistas.
Deixo-vos aqui dois vídeos de duas das minhas powersongs... aquelas músicas que nos momentos em que juro que não aguento mais, me insuflam de uma energia quase infinita. E para tal, nesses momentos de desespero, basta carregar num botão no visor da aplicação.


Olá, eu sou o Paulo Galindro, e estou viciado em endorfinas.


Vnv nation - the farthest star por Beata1112

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Palavras para quê?








Há coisas que por serem tão boas, perdem algo de muito especial se as tentarmos explicar.
Contrariando a ideia de muita gente que me conhece que acha que falo pelos cotovelos, esta é uma daquelas raras vezes em que vou ficar bem calado, bem quietinho.

Assim


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terça-feira, 24 de maio de 2011

O que é "The National", é bom



É hoje o grande dia... o dia de ver uma das minhas bandas de culto. São os "The National", e vão actuar às 22:00 no Campo Pequeno. Os bilhetes foram um presente de natal. Um presente que nos deixou durante estes 5 meses a sofrer por antecipação. Esperam-se arrepios, emoções à flor da pele, luz e trevas, poesia, energia a rodos, momentos mais delicados que cristais de neve e acima de tudo, música fabulosa, épica e arrebatadora. Imperdível.

sábado, 14 de maio de 2011

Groove






Esta semana tenho estado em casa... ordens do médico, ainda no rescaldo da semana passada. Não vou dizer que não soube bem pois estaria a mentir. Este tempo extra inesperado permitiu-me resolver algumas pontas soltas que tinha cá por casa. No entanto, devo admitir que já estava a ficar um pouco farto, ainda por cima com o sol lindíssimo que tem estado lá fora, cujo raios apenas me tocaram na pele nos momentos em que  levei a Skye à rua (neste aspecto também foi bom, porque finalmente consegui fazer com que ela faça os cócós e os xixis na rua... agora só falta mesmo conseguir que ela os deixe de fazer em casa).
A minha fase de eremita terminou oficialmente ontem, e esse momento não poderia ter sido celebrado da melhor forma... tive  meu baptismo de fogo na música, pois os meus amigos Marc, Ricardo, António e Paulo (também conhecidos por Karma Colective) convidaram-m a tocar com eles ao vivo, aos comandos de uma aplicação para o IPad chamada FunkBox, e que se tornou conhecida por ter sido utilizada pela banda Gorillaz  para gravar o último álbum "The Fall" (aliás, a banda de Damon Albarn utilizou um monte de aplicações para IPad, Iphone e outras coisas começadas por I maiúsculo para gravá-lo). Trata-se de uma aplicação que emula as principais caixas de ritmos que fizeram a história da música moderna. Posso dizer que a minha estreia musical não poderia ter sido mais ritmada, entre grooves e beats, planantes umas vezes, desvairados noutras. Foi no mínimo embriagante, e assim que me for possível, partilharei aqui convosco a gravação do espectáculo, em som e imagem.

Este concerto enquadrou-se numa exposição comemorativa dos 20 anos de artes plásticas da ESAD - Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, e que está a decorrer no Edifício XXI no Pólo Tecnológico Lisboa - Carnide. Por se tratar de um edifício ainda em construção, revelou-se um espaço perfeito para albergar as peças em exposição, como podem ver nas fotografias abaixo.



























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