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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Com a cabeça, o corpo (e tudo o resto) na Lua





Nos próximos dias estaremos na Lua, num parque de campismo mesmo nas margens do Mare Tranquillitatis. Contamos ainda dar uns mergulhos no Mare Serenitatis, mas só se as radiações cósmicas e os ventos solares o permitirem. Em caso de necessidade - o apocalipse, um terramoto de proporções bíblicas,  o armagedão, invasão de extraterrestres, uma praga mundial de carrapatos ou qualquer outra coisa de importância semelhante - sintam-se à vontade para nos contactar. Para tal, enrolem a mensagem numa pedra e atirem-na com suficiente força. Se precisarem de apoio técnico, contactem a Nasa.

Até já Amigos!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A arte do Miguel

"O pai com a prancha de surf"


"O pai"


"A mãe"


"O pai a fazer surf numa onda"


"O pai"


"O pai com o Miguel às cavalitas"


Recentemente, o Miguel - o nosso filhote de 3 anos - contraiu uma pneumonia que me obrigou a ficar com ele em casa em regime de internato, como ascetas numa montanha em busca do Nirvana. Como é óbvio, tive de apelar continuamente à minha imaginação no sentido de lhe dar estímulos para ele se entreter, tarefa que nos últimos dias se revelou infrutífera, pois ele já se arrastava pela casa imerso num tédio do tamanho do Oceano Pacífico. Felizmente soubemos ontem que ele está totalmente curado, pelo que gostaria de comemorar este momento apresentando aqui alguns dos muitos desenhos que ele produziu durante este mau momento.

Paulo Galindro

segunda-feira, 8 de março de 2010

8+1=9






E já lá vão 9 anos desde o dia em que, precisamente às 7:00 da manhã, os teus pequeninos pulmões se encheram de ar e de vida, e os nossos corações se encheram de ti.

Parabéns, meu querido João pelo teu momento sagrado. E muito especialmente, parabéns a ti, Natalina, pelo teu milagre. Adaptando o sentimento que Carl Sagan  tão bem descreveu  no início da sua obra-prima "Cosmos", gostava de vos dizer que, na vastidão do espaço e na imensidade do tempo, é uma alegria para mim partilhar um planeta e uma época convosco.

Paulo Galindro





domingo, 21 de fevereiro de 2010

Paulo e Natalina em Barcelona













Tenho andado um pouco arredado do universo bloguista pois nos últimos dias eu e a Natalina fizemos uma viagem tantas vezes sonhada, planeada e adiada... Barcelona. Foram 5 dias absolutamente inesquecíveis. Poucos dias, mas suficientes para nos apaixonarmos completamente por esta magnífica cidade. Nem me atrevo a calcular quantos quilómetros fizemos a pé... sim, porque é assim que se conhece verdadeiramente uma cidade, a percorrer as suas ruas, uma a uma, o nariz  a dançar freneticamente ao som das belas imagens, do cheiros e sabores e dos toques que se deixam descobrir perante os nossos sentidos. E Barcelona é mesmo isso, uma imensa sinfonia de estímulos sensoriais que percorre os seus chãos, as suas paredes, os seus tectos e os seus céus. Metro a metro esta cidade foi nos seduzindo para sempre. Visitámos monumentos, exposições, galerias de arte, andámos por ruas larguíssimas e outras tão estreitas que mal cabia uma bicicleta. Morremos de amor pela cacofonia mágica de Gaudí, e Miró e Picasso ainda nos arrancaram algumas lágrimas. Comemos tapas, e ouvimos "O concerto de Aranjuez" de Rodrigo no reino das colunas / árvores do Parc Guell. Pelo meio, conhecemos as suas tradições carnavalescas, falámos com pessoas de uma criatividade absolutamente estonteante e caçámos graffitis (Barcelona é conhecida internacionalmente pelos seus graffitis). Ah! E fiquei com uma enorme bolha no pé.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

2+1=3



Parabéns filhote Miguel, por mais um degrau na escada da tua vida. Já lá vão três.
Hoje o dia foi todo teu!

Paulo Galindro

terça-feira, 8 de setembro de 2009

De volta!


Pois é! Cá estamos... tudo o que é bom ou acaba depressa, ou é pecado, ou então faz mal. E neste caso as férias foram-se num instante. Acabou-se a omnipresença dos grande horizontes, acabaram-se os mergulhos num mar-chá de 24º de onde não apetecia mais sair, acabou-se a total despreocupação de tirarmos a areia dos pés, acabaram-se os sons matinais do burro e do tractor, acabaram-se as sinfonias dos animais nocturnos sob um glorioso céu nocturno, acabaram-se as observações binoculares da abóboda celeste e muito especialmente do planeta Júpiter e das suas luas que estavam absolutamente brilhantes, acabou-se a presença constante das osgas e das aranhas e das melgas e das moscas e das formigas, acabaram-se os dedos doridos de tanto treinar guitarra, acabaram-se as sestas com "Os Pilares da Terra" devidamente apoiados sobre o meu nariz e também os churrascos despreocupados de quem não tem jeito nenhum para os fazer.

Ficaram as saudades, e a certeza de que tudo isto é mais belo por isso mesmo, por ter um fim.
Mal vejo a hora de ter novamente as minhas mãos sujas de tinta.

Paulo Galindro

sábado, 22 de agosto de 2009

Off



A partir de amanhã estaremos off, offline, desligados, apagados e desconectados do mundo.
Por favor, contactem-nos apenas se um meteoro do tamanho do Sobral de Monte Agraço estiver para colidir com o nosso planeta, não menos do que isso. E mesmo que isso venha a acontecer, façam-no apenas se houver hipóteses de sobrevivência, caso contrário, não quero nem saber e o meteoro que vá para as couves.

Até lá, a única tecnologia de ponta que quero tocar é a do interruptor da lâmpada de cabeceira, e mesmo essa estou a pensar seriamente em trocá-la por uma vela ou até mesmo um pirilampo.
Quanto às ilustrações, acho que nem riscos na areia vou fazer.

Até lá, como dizia o nosso saudoso Raul Solnado, "façam o favor de ser felizes!"

Paulo Galindro

sexta-feira, 17 de julho de 2009

36+1=37


Parabéns a você,
nesta data querida,
muitas felicidades,
muitos anos de vida,
hoje é dia de festa,
cantam as nossas almas,
para a menina Natalina,
Uma salva de palmas!

eeehhhhh! Viiiiva! Iuuuuh! (Clap! Clap! Clap! Clap)


Parabéns meu amor! E agora, mais um presente:
"Tu és o sol que me aquece no Verão
Tu és a luz que me ilumina o coração
Tu és para mim, como o nascer da manhã
Tu és assim, tu és o sol

Abraçar todo o teu ser é divino
Faz-me voar para lá da condição
É como acordar num dia fresco e bonito
Querer amar faz bater o coração

Tu és o sol que me aquece no Verão
Tu és a luz que me ilumina o coração
Tu és para mim, como o nascer da manhã
Tu és assim, tu és o sol

Viajar na terra da fantasia
Sonhar com fadas e varinhas de condão
Quero acordar num dia fresco e bonito
Quero amar e quero acreditar

Tu és o sol que me aquece no Verão
Tu és a luz que me ilumina o coração
Tu és para mim, como o nascer da manhã
Tu és assim, tu és o sol

No teu olhar eu viajo para longe
Até chegar, és a minha oração"

Tu és o Sol
Sara Tavares



Paulo Galindro

domingo, 21 de junho de 2009

Ill Dolce Fare Niente



Após uma manhã em que todos dormimos até às 13:15 (?!?!?!?!?!Céus como é possível, eu que costumo acordar às 7.00 h... escusado será dizer que fiquei como uma imensa dor de cabeça), o João e o Miguel ainda quiseram experimentar essa nobre arte de não fazer absolutamente nada, e que os italianos tão bem definiram como Ill Dolce Fare Niente. Mais tarde, quando o sol se tornou mais amigo, a facção masculina cá de casa foi à praia testar esse conceito na areia.

É bom redescobrir o prazer Zen em passar um dia a fazer absolutamente nada (tenho de pedir aos meus filhos para me darem um workshop), especialmente quando, para a semana vou dar início à ilustração das paredes da Biblioteca Municipal de Carnaxide, e simultaneamente, estou em velocidade de cruzeiro para terminar as Ilustrações / paginação do manual de violino para crianças.

Paulo Galindro

segunda-feira, 15 de junho de 2009

2 Rodas: Parque das Nações







É um imenso prazer passear no Parque das Nações em cima de duas rodas. Como se pode depreender da primeira foto, de todos o Miguel foi quem ficou mais cansado. Mais fotos aqui.

Paulo Galindro

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Declaração de amor aos homens da minha vida!




"Não sei...
Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar."

Cora Coralina, pseudónimo de Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas, poetisa brasileira

Os nossos filhos são Espelhos de nós mesmos. Os seus olhos reflectem tudo o que temos cá dentro, o bom e menos bom.

Através de vocês encetei uma peregrinação dentro de mim, para descobrir facetas que nem eu mesmo conhecia. Sei que sou despistado, distraído, desligado, pessimista, com a cabeça na lua e os pés a 10 cm do chão. Por vezes flutuo ao sabor da mais leve brisa como um grão de pólen, outras arrasto-me pela vida como se fosse Atlas com o mundo às costas. Raramente, muito raramente, tenho os pés bem assentes na terra. Como um animal a perseguir a sua própria cauda, ou mesmo o coelho de "Alice no país das Maravilhas", vivo constantemente atarefado entre os vários mundos que ajudei a criar e em que vivo simultaneamente - Pai, marido, ilustrador, arquitecto, pintarriscos e tudo o resto. Faço muitas coisas que me dão um prazer inconfessável, e nesse aspecto sou um privilegiado. No entanto, muita da minha energia vital se escoa neste processo diário de desligar e ligar diferentes interruptores que muitas das vezes se contradizem entre si... um processo turbulento que confesso não domino, antes sou dominado, e que me tira o tempo, o sono, a paciência, o vagar e o brincar. Ainda não aprendi nem apreendi o equilíbrio e a harmonia entre os opostos, o deixar fluir a vida e a aceitar essa fluidez com um sorriso de sol nos lábios. Tal como muitas vezes no mar onde gasto muitas forças a lutar contra a corrente, assim acontece na minha vida. Tenho 38 anos, e um tudo imenso para aprender, mas de uma coisa tenho a certeza, João e Miguel, vocês foram o que de mais importante me aconteceu em toda a minha vida. Duas bênçãos nascidas de um grande amor que entraram de rompante na nossa vida e para as quais não existe qualquer manual de instruções que nos prepare.

Sei que para vocês o Pai é muitas vezes inalcançável, rezingão, chato, cansado, impaciente, autoritário, barulhento, resmungão, grande, pequeno, forte, fraco, muitas vezes ausente, e que parece gostar muito de ralhar. Mas acreditem, no turbilhão dos meus dias vocês são:
o meu Farol de Alexandria, a minha Gruta de Ali Bábá, o meu Tesouro do Barba Ruiva, a minha Arca da Aliança, a minha Atlântida, o meu Eldorado, os meus mestres Jedi, a minha ilha de Avalon, os meus Espelhos Mágicos, a minha Terra do Nunca, o meu Santo Graal, o meu Mundo de Aventuras, a minha Eternidade e Imortalidade, a minha lenda pessoal.

São simplesmente o mais próximo que alguma estarei do Divino!


Muito obrigado por tudo o que me ensinaram e ainda me vão ensinar. É um prazer para sempre renovado partilhar convosco este planeta e este tempo.


Um beijo-elefante e uma carícia-formiga...

Amo-vos!


Pai Paulo
Nota Final: Os créditos das fotografias vão todos para a Mãe Natalina.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Caçador de talentos

Hoje descobrimos talentos novos cá em casa...


Em pontas, o Miguel revela orgulhosamente talento para o Bailado Moderno, numa coreografia que poderia ser assinada por Olga Roriz, e intitulada "Blues contemplativo para talher de plástico azul dissonante perdido em gaveta aberta cheia de talheres de metal e palhinhas para beber o leite".



Armado com lápis de cera, o João apresenta uma proposta interessante de apropriação das paredes da casa de banho, numa reinterpretação pós-moderna e abstracta da sua mãe e de um dragão (Freud iria adorar!), com fortes influências de um trompe l'oeil neo-barroco com pozinhos de cubismo.

Nada mau para um dia só!


Paulo Galindro

domingo, 19 de abril de 2009

O verdadeiro Cuquedo






Ontem, durante o lançamento do livro "Hoje não quero dormir" na Livraria Histórias com Bicho, os nosso queridos amigos Mafalda Milhões, Pedro Maia e Matilde fizeram-nos uma enorme surpresa. Ofereceram-nos um presente em forma de cubo. Rasgado o papel de embrulho, uma caixa de cartão esburacada e lá dentro... bem! Lá dentro estava um lindíssimo porquinho-da-índia branco e creme, previamente baptizado de Cuquedo. Como podem ver é muito mais assustador que o seu homónimo da história. Escusado será dizer que hoje foi uma festa cá em casa, com o João e o Miguel a lutarem entre sí para ver quem lhe pegava primeiro, e nós no meio a impedir que eles transformassem a pobre criatura - que ainda é bébé - numa bola anti-stress com dois anos de uso por um corretor da Bolsa de Valores de Wall Street .
Comprámos uma gaiola para o rapazito, alguns adereços e comida. Fizemos ainda uma casa em lego, num belo exercício de arquitectura minimal e modular.
Graças a uma simpática empregada de uma loja de animais, tivemos um mini-curso de Porquinhos-da-índia onde ficámos a saber coisas tão importantes como o facto de eles serem completamente loucos por salsa, não absorverem a vitamina C, adorarem feno e que podem crescer até aos 25 cm e pesar 1,2 kg. Na net, e como já me tinha óbviamente apercebido, estes simpáticos bicharocos nem são suínos (claro!) nem são da Índia (!?!?!), mas sim do Peru (!?!?!?). O melhor é verem aqui.

O joão está completamente siderado. Desde que a Ruth se transmutou numa estrela que ele desejava ter um destes animais de estimação. Confesso que estava muito apreensivo. mas a sua felicidade quebrou todas as barreiras. E a responsabilidade vai-lhe fazer bem.

Paulo Galindro

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