"I told you
That we could fly
'Cause we all have wings
But some of us don't know why"
That we could fly
'Cause we all have wings
But some of us don't know why"
Never Tear Us Apart
INXS
Tal como já aqui tinha informado, esta performance aconteceu ontem à noite, em Telheiras, numa sala do último andar / terraço gentilmente cedida para efeito por uma empresa, para um público muito maior em número do que eu poderia sequer imaginar. E devo dizer que para mim foi uma das experiências mais loucas, psicadélicas, xamânicas, ritualistas, primitivas, místicas e libertadoras que já vivi. Confesso que ao princípio senti-me extremamente nervoso e apreensivo, essencialmente por ser o único ilustrador ali presente. Todos os outros quatros artistas plásticos - Zoran, Paulo Braga, Francisco Ramos e Álvaro Santos - provêm de uma linha mais abstracta e gestual. Mas às primeiras notas musicais a minha alma abriu umas asas cuja envergadura nem eu conhecia e levantou voo para outras paisagens. Houve momentos em que a simbiose entre a a música e as tintas foi tão perfeita que quase me volatizei... nesses momentos podia jurar que quem olhasse para mim somente veria uma luz intensa.
Quanto à música, nascida da sensibilidade e amor de António Ribeiro, Ricardo Baltasar, Marc Figueiredo, Paulo Pedro, Panchito e Marcos, cobriu de uma forma dinâmica e progressiva, um espectro sonoro que foi desde sonoridades mais bluesy, passando por paisagens folk psicadélicas, visitando por vezes até os territórios mais negros do post-rock. Tudo em perfeita comunhão com o que se passava na parede de 4.5 x 2.5 metros.
A performance foi filmada e gravada, e assim que me for possível, colocarei aqui o filme.
Paulo Galindro





























