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terça-feira, 2 de dezembro de 2014
A fallen angel from the Skye
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Skye
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Run Baby Run
Quando vou correr com a Skye, é raro o dia em que ela não encontra um ramo que possa transportar ao longo dos 10 km que costumamos correr juntos, no paredão de Oeiras. Não pode ser um ramo qualquer... Quanto maior e mais pesado melhor. Já a vi transportar ramos com um comprimento superior à largura do paredão, o que como é óbvio funciona como uma vassoura que varre tudo o que encontra pela frente (ciclistas e corredores incluídos). Este filme mostra um desses momentos.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
3 anos e um monte de pêlo no chão
Hoje a Skye faz 3 anos. De acordo com as tabelas de conversão, deve ter o equivalente a uns 28 anos humanos. Mas só de acordo com essas tabelas, porque em termos de doidice, não é muito diferente de quando tinha 3 meses e media uns meros centímetros, e tinha este aspecto.
Mas acima de tudo... é uma amiga do caraças. Mais inseparável que uma sombra.
Na verdade, já nem me lembro como é que é viver numa casa sem pêlos no chão. Sem o barulho das unhas dela no chão. Sem a sua omnipresença aconchegante e silenciosa. Sem a molas da roupa roídas. Sem os sons que faz quando sonha. Sem a imagem dela na varanda à espera que eu saia do autocarro quando venho do trabalho. Sem as muitas centenas de quilómetros que já corremos juntos. Sem a lambidelas nos dedos dos pés e no nariz quando adormecemos no sofá. Sem os passeios nocturnos e a luzinha que usa nas costas. Sem as aspiradelas que ela faz ao chão sempre que jantamos e das quais nem uma partícula de comida que ali caia se escapa. Sem as fungadelas quando está zangada. Sem a companhia que me faz quando vou fazer surf, ao ponto de até já ter ido ter comigo lá longe no mar, enquanto eu esperava a próxima onda. Sem as sessões de "SKYEte" no paredão de Oeiras onde eu e o meu skate somos puxados por ela até velocidades proibidas pelo Código de Estrada. Sem aqueles momentos em que chegamos a casa e nos apercebemos que ela fez alguma traquinice pela forma como se cola ao chão e vai fugindo para baixo da mesa. Sem os valentes cagaços que já nos pregou em termos de saúde, e as noites mal dormidas de preocupação. Sem a loucura quando os putos puxam por ela e a casa mais parece saída de um filme surreal de Fellini. Sem as idas à sucapa ao lixo.
Sem os dias em que já me perguntei onde é que estava com a cabeça para voltar a ter um cão.
E acima de tudo, sem os dias em que percebi exactamente onde estava com a minha cabeça e o meu coração quando decidi voltar a ter um cão, o enrolei numa toalha, e fiz uma surpresa aos miúdos, que tinham acabado de sair da escola.
"É um mano?!?!?!?"... perguntaram desconcertados na altura, quando viram o vulto escondido.
Sim, João e Miguel... de certo modo foi um mano... ou melhor... uma mana!
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
Prometido é devido II
E pronto... já está entregue. Esta é a imagem para a posterioridade com a equipa do Centro Veterinário Anjos de Assis, que fazem tudo o está ao seu alcance para que os os nossos melhores amigos estejam presentes na nossa vida, tanto tempo quanto possível e tendo sempre como limite intransponível a dignidade do animal. O meu amigo Miguel Carreira, Director Clínico, eterno low-profile e sequioso de anonimato, lá arranjou maneira de ficar por detrás do cone da Skye, que por pouco não lhe tapava um enorme sorriso.
Este instante de pura e deliciosa felicidade infantil desenhou-me uma pergunta cá por dentro:
Haverá presente melhor para nós mesmos do que darmos aos outros o melhor de nós mesmos?
A resposta é um redondo e sonoro...
... Não!
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Prometido é devido
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| "Sala de Espera" por Paulo Galindro Técnica mista sobre painel de MDF 1.22x0.61m Maio de 2013 |
Este foi um compromisso que fiz comigo mesmo em Fevereiro de 2009, quando a nossa querida Ruth se crepusculou. Nesse dia que cá por casa recordamos com um enorme sentimento de perda, mas também de gratidão por termos sido honrados com a experiência de partilhar um pouco da nossa curta existência neste mundo louco e cheio de contrastes com um ser tão luminoso. A Ruth era de facto um Ser de Luz, sem asas é certo - pelo menos daquelas que conseguimos ver nas aves e nos anjos barrocos - mas com pêlo em quantidade suficiente para colmatar essa falha biológica. Foram muitas as vezes que olhei para ela, e pressenti que numa qualquer outra vida, a Ruth talvez tenha sido um ser humano maravilhoso que ao reencarnar nasceu como um ser ainda mais evoluído.
Nesse momento muito triste prometi a mim mesmo que prestaria duas homenagens, através daquilo que melhor sei fazer... Ilustração: à nossa amiga Ruth, e ao meu grande amigo Miguel Carreira, que também é o melhor veterinário que conheço. E esta constatação estende-se a toda a equipa dele, que o acompanha no Centro de Medicina Veterinária Anjos de Assis, no Barreiro. De facto, ainda que represente para nós uma viagem algo longa cada vez que lá vamos, é só nesta equipa que confiamos sem reservas. E acreditem, quando realmente amamos um animal, essa confiança é imprescindível e a única coisa que nos resta, quando naquele preciso momento que ninguém que sequer imaginar, nos dizem que o melhor para a nossa melhor amiga é a eutanásia... a solução mais misericordiosa e humana face a um sofrimento incomportável e sem solução.
4 anos se passaram, e muita coisa aconteceu, das quais destaco a promessa de que jamais voltaríamos a ter um cão, e mais tarde o amor à primeira vista com uma bolinha branca e preta com pouco mais de 20 cm chamada Skye, que tratou de nos mostrar de forma nada subtil que nunca deveremos dizer nunca.
Recentemente a Skye teve um acidente que lhe lhe podia ter custado a pata frontal direita: numa manhã quente de domingo e sem que eu pudesse evitar, a Skye atirou-se para dentro de um espelho de água de um jardim perto da nossa casa. No momento em que vi uma auréola da sangue a espalhar-se em torno dela, percebi que algo estava errado. Muito errado. Dois cortes - um deles muito grave - de um pedaço de vidro, custou-lhe um dedo da pata frontal esquerda, que gangrenou mais tarde e resultou num ENORME problema só sanável com uma quantidade enorme de medicamentos e alguma sorte. E uma vez mais, pude comprovar que a equipa do Miguel Carreira foi a melhor coisa que podia ter acontecido à Skye. Decidi por isso, em modo de profundo agradecimento por todos estes anos, fazer a tal ilustração que acima referi e mostro. A Ruth, como não poderia deixar de ser (afinal, foi ela o verdadeiro mote desta ilustração) aparece por lá, mas só será visível aos mais atentos.
Demorou aproximadamente 20 horas a ser executada, e no final fica uma enorme sensação de paz interior por ter cumprido uma promessa perante a nossa grande amiga, no momento em que fechava os olhos. O Miguel Carreira não faz a mais pequena ideia que amanhã à noite irá receber este presente, e espero sinceramente que se alguém porventura o conhecer, não vá denunciar os meus intentos.
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| "Skye watching the Sky" por Paulo Galindro Ilustração digital em iPad Abril de 2013 |
Entretanto, a Skye já saiu da zona de perigo. Ainda carrega ao pescoço um malfadado cone, que ela já não pode ver nem que o mesmo se transformasse num cone de queijo flamengo revestido a lâminas de presunto com 9 meses de cura. Cá por casa já a comparámos a um abajur, a um copo de Martini com uma azeitona preta e branca lá dentro, a uma grafonola e a um aspirador. No entanto, há umas noites atrás, enquanto a catraia fazia um cócózito (que foi devidamente apanhado com um saco, como aliás todos os donos de animais deveriam fazer) e olhava atenta para cima, para um céu estrelado e um luar gloriosos, dei por mim a pensar que ela afinal parece um...
... radiotelescópio.
Com esta ilustração tentei congelar esse momento mágico, uma imagem que só por si já valia uma história inteira.
... radiotelescópio.
Com esta ilustração tentei congelar esse momento mágico, uma imagem que só por si já valia uma história inteira.
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sábado, 3 de novembro de 2012
Anjo da guarda
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| "ClaraFila" Por Paulo Galindro Acrílico sobre pedaço de madeira flutuante Novembro de 2012 |
Anjo da Guarda,
minha doce companhia,
guarda a minha alma
de noite e de dia
Já aqui falei muitas vezes da Skye. Não me alongarei mais sobre o furacão que há 2 anos atrás nos entrou pela casa adentro, e nos revirou tudo do avesso. Metaforicamente, emocionalmente e fisicamente.
Quero apenas falar-vos um pouco do que é correr com esta menina.
Com a Skye, já corri aproximadamente 1100 km. Sempre no paredão de Oeiras. É muito tempo passado a correr com uma criatura que não é da minha espécie. Durante este tempo de esforço partilhado, são muito os laços que se foram criando, ao ponto de quase já nem precisar de lhe dar ordens. Sei exactamente os sítios onde ela irá os xixis, os cócós (devidamente apanhados e deitados no lixo, ao contrário do que fazem muitos humanos que por ali se arrastam). Sei quais os cantos que ela irá cheirar, os pontos em que ela irá ficar para trás até a deixar de ver e aqueles que ela irá correr que nem uma desalmada, muito à frente de mim (sabe-se lá porquê... talvez sejam variações no campo magnético da terra ou as emanações de algum antigo cemitério índio que por ali existiu).
Ela tem sido a minha única companhia. Estou tão habituado à sua silenciosa omnipresença que receio até que se algum dia participar numa qualquer corrida não farei nem 1000 metros se ela não estiver lá comigo.
98% dos quilómetros que corremos foram feitos à noite, algumas dessas vezes já perto da meia-noite. Como devem calcular, a essa hora não há muitos malucos como eu a correr. A Skye é, nesses momentos de solidão, um verdadeiro anjo-da-guarda. Não daqueles anjos-da-guarda assexuados e irreais das igrejas barrocas, mas sim um verdadeiro anjo-da-guarda, de carne e osso, daqueles que todos nós temos na nossa vida mas nem sempre nos apercebemos. Não voa, é certo. Também não toca harpa nem dispara setas (o único gadget que tem é uma luzinha daquelas que os espeleólogos usam na cabeça e que se vê a centenas de metros) mas a sensação de segurança que me transmite a sua presença é imensa, mesmo nas noites de grande tempestade, que são aquelas em que mais gosto de correr. Vá-se lá saber porquê, mas correr com vento, chuva a potes, ondas enormes a espalhar espuma e sal pelo paredão dá-me uma paz de espírito e um silêncio interior que não consigo atingir quando tento meditar no conforto o sofá.
A Skye tem uma fixação por paus, canas, garrafas de plástico. Enfim, qualquer coisa que ela possa morder enquanto corre. Pode estar completamente exausta, mas se porventura vislumbrar um bocado de madeira algures ela irá buscá-lo onde quer que esteja e vai andar com ele na boca até se fartar. Vai brincar com ele, atirá-lo ao ar e apanhá-lo em pleno voo, mordê-lo até não restar mais do que umas lascas. Pode ser um pedaço de madeira pequeno com algumas gramas, ou ter quase dois metros e pesar 2 quilos, o que provoca grande confusão e gargalhadas em quem porventura se cruzar connosco.
Pode até ser uma folha de palmeira, que como uma vassoura gigante, varre tudo o que encontra pela frente (pessoas inclusive).
Recentemente, a Skye encontrou o pedaço de madeira que apresento acima. Transportou-o na boca durante praticamente toda a nossa corrida, que são cerca de 10 km. Quando cheguei ao carro e ela me atirou para os pés, reparei que este pedaço de madeira velho, meio podre - com 62 cm e quase um quilo - e que talvez tenha flutuado milhares de quilómetros pelos oceanos, quem sabe desprendido de um qualquer galeão afundado há séculos, apresentava um desenho de veios lindíssimo, que nesse preciso momento me inscreveu nos olhos a imagem de uma deusa, a quem eu decidi chamar ClaraFila, uma das 12 deusas da floresta. E isto decidi eu também. Trouxe-a por isso para casa, e decidi pôr a descoberto o que os meus olhos já tinham visto.
E não! Antes que me perguntem, não fumei nem bebi nada.
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Parabéns Skye
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| Ela era assim... |
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| ... depois assim... |
| ... e agora, é assim! |
Há dois anos atrás, nascia no Montijo esta criatura linda - Afrodite (*) - que 2 meses depois, já como Skye, mudaria profundamente, e para sempre, a nossa vida. Uma tatuagem de pelo, língua, loucura, amizade incondicional e energia infinita que não deixa indiferente ninguém.
Já aqui tinha feito uma breve descrição sobre esta criatura... que tomarei a liberdade de repetir:
A Skye tem uma bateria interminável;
Gosta muito de fazer jogging comigo;
Gosta de puxar-me a mim e ao meu skate (e acreditem, a velocidade que atingimos mete medo... muito medo!)
Adora jogar ao disco (é impressionante os saltos que dá para abocanhá-lo em pleno voo) e futebol;
Já comeu um comando de televisão e quase a totalidade de uma das pilhas (no dia seguinte as fezes pareciam uma calculadora com as teclas de borracha todas baralhadas), alguns brinquedos dos miúdos e uma embalagem de adoçante;
Adora crianças e pespegar beijinhos aos mais incautos (e quando digo beijinhos, é uma forma muito simpática de falar... na verdade são lambidelas épicas e muito, muito molhadas);
Gosta de correr;
Gosta de correr atrás de praticantes de skate, de patins em linha e também ciclistas (e parece gostar ainda mais daqueles que dizem um bom par de palavrões ao verem a fera correr desalmadamente na sua direcção);
É meiga, melga e marota;
Ás vezes é mais inteligente que um golfinho, outras mais burra que uma galinha careca decapitada (mas isso não me preocupa... eu também sou assim!)
Não é lá muito obediente
e solta gases com discrição (sonora apenas).
Ah! E está linda de morrer!
Gosta muito de fazer jogging comigo;
Gosta de puxar-me a mim e ao meu skate (e acreditem, a velocidade que atingimos mete medo... muito medo!)
Adora jogar ao disco (é impressionante os saltos que dá para abocanhá-lo em pleno voo) e futebol;
Já comeu um comando de televisão e quase a totalidade de uma das pilhas (no dia seguinte as fezes pareciam uma calculadora com as teclas de borracha todas baralhadas), alguns brinquedos dos miúdos e uma embalagem de adoçante;
Adora crianças e pespegar beijinhos aos mais incautos (e quando digo beijinhos, é uma forma muito simpática de falar... na verdade são lambidelas épicas e muito, muito molhadas);
Gosta de correr;
Gosta de correr atrás de praticantes de skate, de patins em linha e também ciclistas (e parece gostar ainda mais daqueles que dizem um bom par de palavrões ao verem a fera correr desalmadamente na sua direcção);
É meiga, melga e marota;
Ás vezes é mais inteligente que um golfinho, outras mais burra que uma galinha careca decapitada (mas isso não me preocupa... eu também sou assim!)
Não é lá muito obediente
e solta gases com discrição (sonora apenas).
Ah! E está linda de morrer!
Parabéns Skye!
(*) Afrodite era de facto, o seu nome de nascimento. Mudámos para Skye, em homenagem à ilha com o mesmo nome, na Escócia, onde a minha promessa de não ter mais cão nenhum após a morte da Ruth começou, aos poucos, a diluir-se, ainda que de uma forma inconsciente. Skye é um bom nome, com duplo sentido, e melhor de tudo, curto. Mas a Skye é tão pinga amor, ternurenta e melga nas manifestações de amor para com os seres humanos em geral, que já várias vezes me perguntei se terá sido uma boa opção não manter o seu nome de origem... Afrodite, a deusa do Amor.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
A pequena central nuclear já fez um ano
É minha a impressão, ou o tempo está a passar mesmo muito depressa. Vou começar a monitorizar as horas, minuto e segundos pois acho que estamos a ser enganados. É que a Skye acabou agora mesmo de fazer 1 ano.
1 ano ?!?!?!?!?
Como é que é possível se ainda há uns dias atrás ela cabia dentro de sapato.
Pois é... a brisa transformou-se num vendaval:
A Skye tem uma bateria interminável;
Gosta muito de fazer jogging comigo;
Gosta de puxar-me a mim e ao meu skate (e acreditem, a velocidade que atingimos mete medo... muito medo!)
Adora jogar ao disco (é impressionante os saltos que dá para abocanhá-lo em pleno voo) e futebol;
Já comeu um comando de televisão e quase a totalidade de uma das pilhas (no dia seguinte as fezes pareciam uma calculadora com as teclas de borracha todas baralhadas), alguns brinquedos dos miúdos e uma embalagem de adoçante;
Adora crianças e pespegar beijinhos aos mais incautos (e quando digo beijinhos, é uma forma muito simpática de falar... na verdade são lambidelas épicas e muito, muito molhadas);
Gosta de correr;
Gosta de correr atrás de praticantes de skate, de patins em linha e também ciclistas (e parece gostar ainda mais daqueles que dizem um bom par de palavrões ao verem a fera correr desalmadamente na sua direcção);
É meiga, melga e marota;
Ás vezes é mais inteligente que um golfinho, outras mais burra que uma galinha careca decapitada (mas isso não me preocupa... eu também sou assim!)
Não é lá muito obediente
e solta gases com discrição (sonora apenas).
Ah! E está linda de morrer!
E para observarem o longo caminho percorrido, ela era assim (podem ver mais imagens e filmes aqui):
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
E por falar em nadar...
E por falar em nadar... o blockbuster mais esperado deste Verão. Não perca, num cinema perto de si.
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Correr que nem um desalmado
É isso mesmo que tenho feito nos últimos meses... correr que nem um desalmado. Eu e a minha amiga Skye. Dia sim, dia não, faça chuva ou faça sol, eu e ela armamo-nos até aos dentes para uma corrida de 10 km que, normalmente, faço em aproximadamente 1 hora. Eu com os sapatos de correr, o IPhone e a aplicação Runkeeper (que monitoriza tudo, até as calorias que gasto). Ela com a trela e a coleira, alguns petiscos motivacionais e 4 ou 5 saquinhos para os cócós... sim, porque não há nada mais triste do que ver cócós de cão espalhados pelo chão, especialmente quando o chão pertence ao passeio marítimo de Oeiras, vermelho, imaculado, e usado todos os dias por milhares de malucos que, como eu, gostam de correr como se tivessem a Troika a persegui-los.
Mas uma luz surgiu ao fundo do túnel (e não é um comboio!). Recentemente descobri na Skye um talento escondido óptimo para a cansar ainda mais (não sei se posso dizer isto desta forma, porque ela é incansável). A Skye adora nadar, especialmente se for atrás de um pau atirado por mim. Nada como se não houvesse amanhã. É rápida, é ágil, destrambelhada e acima de tudo, corajosa. Tão corajosa que qualquer dia ainda tenho de a ir buscar porque já não consegue voltar.
Um dia, quem sabe, ainda a ponho em cima da minha prancha de surf.
Para finalizar este post dedicado à corrida, tal como em todas as minhas outras actividades, a música também aqui é absolutamente fundamental. Desde que comecei esta actividade, a minha banda de eleição têm sido os VNV Nation, e raro foi o dia em que não foram eles a debitar decibeis para o interior dos meus ouvidos. Esta é uma das bandas mais representativas de um movimento musical cujo nome diz tudo: EBM - Electronic Body Movement, na vertente Futurepop. A sonoridade electrónica desta banda é planante, ambiental, atmosférica, com ritmos mais ou menos acelerados, e que dá particular importância às letras, num formato que se aproxima muito da estrutura de canção. Ou seja, funciona na perfeição para a actividade física intensa, mas também para momentos mais contemplativos e intimistas.
Deixo-vos aqui dois vídeos de duas das minhas powersongs... aquelas músicas que nos momentos em que juro que não aguento mais, me insuflam de uma energia quase infinita. E para tal, nesses momentos de desespero, basta carregar num botão no visor da aplicação.
Olá, eu sou o Paulo Galindro, e estou viciado em endorfinas.
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segunda-feira, 28 de março de 2011
Vida de Cão(dela)
Não sei qual vai ser a vingança dela quando lhe tirarmos estes adereços. Na dúvida o melhor é fechar a gaveta onde tenho a roupa interior à chave.
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sexta-feira, 11 de março de 2011
O Cão e o Gato (ou melhor, o Migato)
O miguel, ou melhor, o Migato, e a Skye. Ao contrário dos cães e dos gatos, estes dois têm uma amizade mais forte do que o casco de um porta aviões. Há um elo invisível entre os dois que nos fascina.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Um reactor nuclear com 4 patas
Esta semana tive de ficar em casa por ter sido vítima, uma vez mais, de uma arma de destruição maciça chamada Enxaqueca. 4 dias de puro deleite com uma dor na minha têmpora esquerda (é sempre aí) que me deu vontade de experimentar pessoalmente a invenção de Joseph-Ignace Guillotin e pôr a cabeça à venda no Ebay, ao desbarato.
Por tudo isto, durante estes dias a Skye teve companhia o que até foi bom pois também ela ficou doente com uma gastrenterite. Mas nem por isso ela mostrou-se mais calma.
A Skye é isso mesmo, um reactor nuclear, ou numa abordagem mais poética, uma verdadeira força da natureza.
É destrambelhada como uma locomotiva a vapor sem travões,
desastrada como um debandada de elefantes numa loja da Vista Alegre
e rápida como um míssil intercontinental norte-coreano fora de controlo.
Mas também é mais doce do que baba-de-camelo.
Quando ela quer mimos, um pouco de atenção ou brincar, a 4 características atrás referidas fundem-se nesse momento, com resultados sempre imprevisíveis. Após focalizar o alvo da sua atenção, nada a consegue parar, salta-me para cima, mordisca-me compulsivamente as mãos (com os seus delicados dentes de leite afiados como agulhas de coser), salta como se não houvesse amanhã, e a sua cabeça aparece de repente por entre os meus braços e rouba-me os pincéis, e ladra, e atira-me a bola de borracha, e que morder-me as ilustrações, e ladra, e......
Chiça! Que grande MELGA!
Mas depois, fazemos as pazes, dou-lhe a atenção que ela quer, e ela lá vai à vida dela, contente, satisfeita, pelo menos durante os próximos 5 minutos.
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
A contar ovelhas
É mais do que sabido que entre muitas outras qualidades, os Border Collies são excelentes cães-pastor. Os vídeos que já vi com cães desta raça a organizarem meticulosamente enormes rebanhos de ovelhas (e até outros animais) são tão espantosos, que começo a acreditar que eles conseguem classificá-las por idade, sexo, data de nascimento, tom do pêlo, qualidade da lã, NIF, tom dos balidos (soprano, mezzo-soprano e contralto), QI e quantidade de euros depositados no BCA - Banco Crédito Agrícola.
No que se refere à Skye, ainda não sabemos se tem esta capacidade de discernimento na lidação com as hostes de Ovis Aries, mas já demonstrou um enorme talento a contá-las a saltar a cerca.
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Race with the Devil
Race with the Devil from Paulo Galindro on Vimeo.
Pergunto-me onde terá a Skye engolido o pedaço de urânio que lhe dá esta energia interminável? Não me lembro de termos feito qualquer viagem ao Irão ou à Coreia do Norte. Só espero que não lhe nasça um olho na testa ou uma orelha nas costas.
Pergunto-me onde terá a Skye engolido o pedaço de urânio que lhe dá esta energia interminável? Não me lembro de termos feito qualquer viagem ao Irão ou à Coreia do Norte. Só espero que não lhe nasça um olho na testa ou uma orelha nas costas.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Search and Destroy
Ter uma cachorrinha com 2 meses não é pêra doce. Ainda por cima se fôr uma Border Collie... uma raça sobejamente conhecida por ter uma taxa de energia (e já agora, de inteligência) muito acima da média. São os cócós de todas as formas e feitios que mais parecem ilhas num mar feito de chão (1). São os xixis nos lugares mais insuspeitos. São as dentadas nas esquinas de madeira que pinceladas inflamadas de Tabasco tentam a todo o custo evitar. São os cortinados rasgados que parecem ter saído de um filme de Hitchcock. São as pantufas feitas de pêlo de ovelha que mais parecem o Tim Burton ou o Robert Smith, de tão descabeladas que estão. É o piaçaba das casas-de-banho que aparece debaixo da mesa da sala. E são um sem número de peúgas, boxers e afins que apresentam danos colaterais graves. Mas sabem de uma coisa. Basta chegar a casa e assistir à maior explosão de alegria a preto e branco que já me foi oferecida em toda a minha vida para considerar que tudo o resto são peanuts. Tudo isto acompanhado com um bombardeamento de lambidelas que me deixam a cara mais hidratada que o rabinho de um bébé acabado de tomar banho.
É certo que por vezes nos chateamos, irritamos e ralhamos com ela por tudo e por nada, mas a vida é mesmo isto... é tudo aquilo que acontece enquanto esperamos que algo aconteça.
É bom! Muito bom mesmo!
(1) No que se refere às necessidades de carácter sólido e liquido, em abono de verdade devo dizer que 80% das mesmas são feitas em cima dos jornais que estão na varanda. E já agora, porque estas coisas são realmente importantes, a Skye gosta de fazer pontaria aos artigos que falam sobre política, e muito especialmente, sobre os nossos políticos. Prova irrefutável da sua inteligência.
(1) No que se refere às necessidades de carácter sólido e liquido, em abono de verdade devo dizer que 80% das mesmas são feitas em cima dos jornais que estão na varanda. E já agora, porque estas coisas são realmente importantes, a Skye gosta de fazer pontaria aos artigos que falam sobre política, e muito especialmente, sobre os nossos políticos. Prova irrefutável da sua inteligência.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Hide & Seek
Mais um vídeo da Skye. Aposto que se fosse ela a filmar-me não cometeria o erro que o tonto do dono cometeu, ao colocar a máquina fotográfica na vertical... resultado: um belo documentário perdeu-se para sempre. Aiai!
O cesto que aparece na imagem tem sido uma das brincadeiras preferidas da Skye, primeiro para destruir-lhe o fundo, depois para virá-lo ao contrário e fazer dele um esconderijo para os seus pequenos tesouros. Hoje mesmo, descobri debaixo do cesto alguns brinquedos dela, e três castanhas que descobriu no chão, depois do saco onde as mesmas estavam se ter furado umas horas antes. Passa horas nisto... procura... apanha... esconde.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Skye in the sky with diamonds
Nos últimos vi-me obrigado a ficar em casa por motivos de saúde. No entanto, há males que vêm por bem. Este facto tem-me permitido estar com a Skye permanentemente, o que tem ajudado muito na sua adaptação às regras da casa, e, simultaneamente, a esquecer-me dos motivos que me levaram a ficar em casa. Aos poucos, já vai demonstrando alguma obediência face a algumas ordens que lhe dou, ainda que se disperse muito e se esqueça rapidamente de tudo (aliás, outra coisa não seria de esperar de uma "criança" de 2 meses).
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domingo, 31 de outubro de 2010
Coleira!?!?!? Esquece lá isso, meu!
Um monte de xixi's fora do sítio.
Alguns cócós nos lugares mais imprevisíveis.
Algumas idas à planta-mor cá de casa para comer a terra e roer as folhas.
Ah!... todos os sapatos cá de casa têm a marca registada da Skye... uma linha de baba e os respectivos atacadores com as extremidades mordidas.
À noite, voltou a chorar durante uns 15 minutos, até desistir e adormecer.
Hoje comprámos-lhe uma coleira (às estrelinhas, não fosse ela a SKYe) para se habituar. Quando a colocámos, ela reagiu da forma acima apresentada... uma mistura de excitação com o brinquedo e de irritação com aquela coisa estranha que lhe metemos no pescoço e que lhe dá uma comichão tremenda.
Entretanto, Apesar de estarmos perfeitamente conscientes do desafio que vão ser os próximos tempos (bem... mais ou menos!), todos nós estamos incondicionalmente rendidos a esta nova amiga. Os miúdos estão completamente siderados, e até deram tréguas um ao outro. Ou será impressão minha.
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