segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Life goes on!



Bom, a vida continua! Há uma semana que nada se produz cá no reino do pintarriscos, e há tanta coisa a fazer. Só alguns exemplos:
  • Redefinir este blogue de forma a não estar constantemente a recorrer à linguagem HTML cada vez que quero adicionar, por exemplo, um novo contacto;
  • Conceber um novo blogue que irá funcionar como loja, onde iremos ter desde ilustrações até todo o tipo de objectos concebidos pela Natalina (e devo dizer que são mesmo muitos e cada vez mais variados, como por exemplo cachecóis - de que falarei aqui mais tarde - e malas de napa, idem), passando por artigos em saldo.
  • Refazer o site, tornando-o mais simples, directo e leve, mantendo no entanto a banda sonora gentilmente cedida pela banda islandesa MÚM (sim, é mesmo verdade! A viverem na altura num farol a 600 km da terra habitada mais próxima, deram-me autorização por mail a utilizar os temas mágicos que estão no site);
  • Acabar o manual de violino para crianças que estou a ilustrar / paginar há cerca de um ano para cá... um projecto que se revelou muito mais complexo do que alguma vez poderia imaginar, e de que falarei aqui no blog nos próximos tempos;
  • Dar início à intervenção na Biblioteca Municipal da Carnaxide, da qual já se falou aqui no blog, e de que muito vamos falar e mostrar nos próximos tempos;
  • Etc...etc...etc...etc...etc...
Nota final:
A imagem acima apresentada não é uma aventura do pintarriscos no universo de Pollock. É apenas um pano de flanela onde limpámos os pincéis durante o trabalho de execução do Colégio Miúdos Radicais, do qual ainda falarei neste blogue. Gostámos tanto do efeito que se encontra em lugar de destaque na nossa casa.

Por Paulo Galindro

Luz


Luz!

Fiat lux!

Por Paulo Galindro

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Dor & Luz


Ontem foi o passado.
Amanhã será o futuro.
Hoje é uma benção,
por isso lhe chamam o PRESENTE.

Bill Keane


Praia de Carcavelos,8.30 A.M. A água está tão gelada... meu Deus, como está gelada! Sinto os todos meus ossos doerem, alguns deles nem me lembro de os ter estudado na aulas de Ciência da Natureza. Uma placa de fibra de vidro branca decorada com flores havaianas azuis
e um fato de neoprene de 4mm. Eis tudo o que tenho neste preciso momento.

E, na verdade, neste preciso não preciso de mais nada. Agora, aqui, quero estar só com a chuva que cai, com as ondas que como dragões imensos passam sob mim (e às vezes sobre mim!), com o sal que me endurece a pele, e com o sol que por vezes se deixa ver por entre algumas janelas das nuvens.

Neste momento, neste preciso segundo em que consigo montar um destes dragões, sou verdadeiramente feliz porque sou simplesmente eu. Com todas as minhas qualidades e defeitos, com tudo o que de bom e de mau me define.

Hoje é Domingo e perante o céu tempestuoso desta praia sinto que finalmente a minha tempestade pessoal está a atenuar-se.
Amanhã decerto estarei muito, mesmo muito melhor.
e no dia seguinte, mais ainda.
lá longe outras tempestades poderão se aproximar. Mas o que é que isso interessa.
A vida é mesmo assim! É simplesmente tudo aquilo que nos acontece enquanto esperamos que algo nos aconteça.

No horizonte da minha memória, os últimos batimentos cardíacos dela - que se escoaram lentamente por entre os meus dedos - e o último olhar que ela me ofereceu antes do seu derradeiro momento, transformam-se lentamente em milhares de imagens de profunda felicidade, de momentos únicos e irrepetíveis passados na sua companhia, que por serem isso mesmo são tão tragicamente belos.

Foi um processo duro, muito duro,
mas podemos finalmente deixar-te ir.

Adeus, amiga!

Por Paulo Galindro

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Dor IV


h... aruti mureu, foi póxéu!"
Miguel,
espontaneamente,
sem ainda ninguém lhe ter explicado nada!

Por Paulo Galindro

Dor III


... na natação com o meu filhote Miguel.
Ele já sente a pulsação da água,
sei porque os movimentos dos pés e das mãos estão mais harmoniosos,
já flutua,
e mergulha sozinho
E ri-se, ri-se com a boca e os olhos cheios de água.
É um prazer imenso para ele e isso é o mais importante.
Céus, como a pele dele é macia...
e o cheiro... reconhecia-o de olhos vendados.
Nunca o senti tão dentro do meu coração como hoje.
A morte tem destas coisas,
põe-nos em contacto com a vida,
na sua forma mais poderosa.
Amar a morte para amar a vida,
eis o principio basilar do Budismo.
Nunca o percebi tão bem como hoje!


Reagir...



...viver...

Que saudades!


Por Paulo Galindro

Dor II





E, no entanto,
hoje de manhã,
lá longe, na linha onde acaba o mundo,
o Sol ergue-se novamente em toda a sua glória!

Reagir...

Viver...

Por Paulo Galindro

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Dor




Céus... como esta casa é grande!
E o silêncio....




... é ensurdecedor!

Socorro!

Por Paulo Galindro

Uma luz na escuridão

Há no entanto, nos momentos de dor, luzes que mesmo que pequenas, nos ajudam a avançar na escuridão.

Perante o manto de tristeza que cobriu a nossa casa e as nossas faces molhadas de lágrimas, o meu filho João, com 7 anos, mostrou-nos o quanto os adultos são tontos e ignorantes face ao ciclo da vida:

"- Deixa lá mãe...", enquanto lhe dava palmadinhas nas costas, "não chores mais, a vida é mesmo assim!"

Palavras para quê!

Por Paulo Galindro

Requiem por uma AMIGA


Ela não era um cão.
Vivia num corpo de um cão,
comia comida de cão,
dormia como um cão,
ia ao lixo como um cão,
durante a noite fazia barulhos estranhos como um cão (e até como uma pessoa, pois ela ressonava!),
e fazia as necessidades como um cão.

Mas não, ela não era um cão,
pelo menos um "cão normal".
A alma da ruth é uma alma muito antiga e sábia.
Já deve ter estado cá um milhão de vezes.
Diria até que a Ruth já foi uma pessoa,
depois evoluiu e reencarnou como um animal.

A Ruth mostrou-nos:

a humildade perante a dor,
o amor incondicional,
o perdão incondicional,
a devoção eterna,
a bondade,
o silêncio (sim a Ruth não gania nem ladrava, mesmo perante dores imensas)
...

Hoje penso, aliás, SEI
sem entrar no mundo da religião,
que a Ruth sempre foi, é e será um anjo da guarda
que nos foi gentilmente oferecida pelo Universo
para nos ensinar a divina trindade:

a vida
o amor
e a morte.

Eu, no meu caso, sei precisamente o que ela me veio ensinar! Só espero ter aprendido.

Descansa em Paz, AMIGA!
Um dia, quem sabe, talvez possa passear contigo outra vez.


Por Paulo Galindro

Elegia

Foi uma decisão difícil,
demorou a ser tomada.
Aguardámos pacientemente que se operasse um milagre.
O milagre não chegou... e a natureza seguiu o seu curso,
previsível,
silenciosa,
perfeita.
A esperança dissipou-se,
desfez-se em mil fragmentos que se perderão no eterno ciclo da vida e da morte.


Hoje, pelas 10 horas, a nossa querida Ruth passará finalmente para o outro lado,
e o seu sofrimento...
esse ficará para trás.

Dói a alma e o coração!

Por Paulo Galindro

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Viagem no tempo III

Hoje recebi este SMS do meu filho João com 7 anos:

"Meu amigo Pai, queria te mandar muitos beijinhos. Adeus". Exactamente assim, sem erros nem omissões, puro com um cristal.

Senti-me um "cota" com 38 anos mas com um coração transbordante de alegria, com se tivesse nascido hoje mesmo (e o cabelo... nada! como quando nasci!)

Por Paulo Galindro

Viagem no tempo II

Amiina - Souvenir (OMD cover) (BL Rewind2)

E já que estamos em maré de viagens no tempo, oiçam esta cover do tema "Souvenir" dos Orchestral Manoeuvres In The Dark (OMD) pelos Amiina, companheiros de viagem dos Sigur Rós. Sinto-me novamente com 16 anos, mas com um toque de 38 (mas continuo sem cabelo!)

Esta é uma das razões porque amo música!

Por Paulo Galindro

Love is Blindness + I can´t help falling in love



Zoo TV. Foi em 15 de Maio de 1993, e eu estive lá (com um pouco mais de cabelo!). Foi um dos melhores concertos a que assisti, juntamente com Sigur Rós, Massive Attack e Ludovico Einaudi.
Hoje tropecei nestes dois temas, e senti-me novamente com 23 anos (mas com menos cabelo e ainda menos juizo!)

Por Paulo Galindro

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O rapaz do pijama às Riscas




Este é o livro que me escolheu, neste preciso momento. E quem sou eu para pôr em causa a sua vontade.
Uma história, que face à loucura que assolou a humanidade neste periodo (e assola!), tem tando de improvável como de possível. foi adaptado ao cinema. Ver o trailer aqui.
Um tema que infelizmente, ainda é recorrente e bem actual no Século XXI.

por Paulo Galindro

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Imaginação?


Imagine there's no heaven,
It's easy if you try,
No hell below us,
Above us only sky,
Imagine all the people
living for today...

Imagine there's no countries,
It isnt hard to do,
Nothing to kill or die for,
No religion too,
Imagine all the people
living life in peace...

Imagine no possessions,
I wonder if you can,
No need for greed or hunger,
A brotherhood of men,
imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer,
but Im not the only one,
I hope some day you'll join us,
And the world will live as one

John Lennon

Talvez um dia, para os meus filhos, esta não seja apenas mais uma letra de uma canção, cheia de boas intenções.

Por Paulo Galindro

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Até sempre, João Aguardela

João Aguardela (1969-2009)... Tinha praticamente a minha idade.
A música portuguesa perdeu uma das suas figuras mais originais, criativas e singulares. Fundador dos Sitiados e mentor dos projectos Megafone, Linha da Frente e mais recentemente A Naifa, foi um dos pioneiros na busca de uma fusão harmoniosa entre a música popular portuguesa - nas suas mais variadas vertentes - e as novas tendências, do rock à música electrónica.


Até sempre João Aguardela (...)

por Paulo Galindro

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Hoje é um bom dia para ouvir...

... Dead Can Dance ao vivo no The Mayfair Theatre, em Santa Mónica, Califórnia, em 1993. A voz de Lisa Gerrard arrepia-me completamente,dos pés à cabeça. Uma voz épica e cristalina cheia de mistério e de emoção que mergulha de cabeça na música tradicional da Bulgária, e que já serviu de pano de fundo a muitos filmes sobejamente conhecidos, dos quais destaco o belíssimo "A domadora de baleias". Para aqueles que tiveram o privilégio de assistir a este concerto, este poderá ter sido um dos seus momentos mais sublimes. Eu por mim, não vou dizer mais nada sob pena de reduzir a meras palavras aquilo que irão assistir de seguida:


por Paulo Galindro

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Externato Olias


Localizado na Amoreira, este externato nasceu há 36 anos, tendo granjeado ao longo dos anos uma grande reputação, com um Projecto Educativo único que tem vindo a transformar-se e a adaptar-se à evolução dos tempos modernos, conseguindo distinguir-se positivamente, na pessoa dos seus alunos, com provas de sucesso dadas todos os anos. O desafio deste projecto consistiu, por isso mesmo, na adaptação de uma nova imagem ao nome do externato, que por razões óbvias se pretendeu inalterável e que teve origem no nome do fundador do externato. Esta foi provavelmente a intervenção mais exigente em termos fisicos, já que grande parte da ilustração foi realizada em cima de um andaime de dois andares, com uma estabilidade muito periclitante...um verdadeiro trabalho impróprio para cardíacos.
Olias é um nome gordo, cheio, redondo. Foi este o mote para a nascimento do elefante Olias. Um elefante extremamente ágil e irrequieto, com uma sede de aprender que só encontra paralelo na sua mítica capacidade de memória (uma capacidade inerente a qualquer elefante que se preze). Sempre acompanhado pelo seu grande amigo Gaspar - um rato muito brincalhão cujo principal hobby consiste em assustar Olias (qualquer elefante que se preze tem medo de ratos) - adora artes plásticas e praticar atletismo, muito especialmente nas modalidades de salto à vara e em altura.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Tropeção

Hoje de manhã, tropecei nesta música na rubrica "Repeat" da Rádio Radar. Não me saiu mais da cabeça o dia todo, e agora está em modo repeat no meu computador. Já a devo ter ouvido umas 30 vezes, e promete continuar. Podem ouvi-la aqui, é de Samuel Úria e chama-se "Barbarella e Barba Rala". Já foi considerada por muitos uma das mais belas música cantadas em português.

Por Paulo Galindro

Hoje é um bom dia para ouvir...

... as famosas Cello Suites composta por Johann Sebastian Bach, magnificamente tocadas pelo violoncelista Mstislav Rostropovich em 1991, na Basílica de Santa Madalena, em Vézelay, França.
O Violoncelo é um dos meus instrumentos preferidos, e este DVD foi uma das melhores compras que fiz o ano passado. Experimentem, mesmo aqueles que juram que não gostam de música clássica. E já agora, subam o volume do som e experimentem o efeito dos graves deste instrumento no vosso corpo. É inesquecível.

Por Paulo Galindro
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