quarta-feira, 11 de março de 2009

Fleet Foxes

Simplesmente adoro este disco. Os Fleet Foxes fazem música Folk enganadoramente simples e ingénua, barroca q.b., intimista, psicadélica, freak, planante e sonhadora... uma mistura doce e alucinogénica entre Paul Simon, Neil Young, Bob Dylan, Beach Boys, uma garrafa de bom vinho e um pôr-do-sol inesquecível. E esta é a banda sonora perfeita para isso... para um pôr-de-sol glorioso (e no caso de se levar uma manta bem quente, um céu estrelado fabuloso e um nascer-do-sol arrasador) na companhia da pessoa amada, tudo devidamente humedecido por uma, ou duas garrafas de Esporão Private Selection Garrafeira 2003 tinto (35 euros, que segundo a crítica especializada, vale cada cêntimo), uma boa selecção de queijos e finalizado por um diospiro com canela.

P.S. Já agora, sintam um pouco o gosto desta maravilhosa banda neste vídeo:


Fleet Foxes - He Doesn't Know Why from Grandchildren on Vimeo.

...neste:


Mykonos from Grandchildren on Vimeo.

e, já agora, neste também:


White Winter Hymnal from Grandchildren on Vimeo.


Paulo Galindro

terça-feira, 10 de março de 2009

Her morning elegance


Oren Lavie - Her morning elegance from Bruno Garcia on Vimeo.

Hoje tropeçámos neste video. O cantor chama-se Oren Lavie, e o álbum tem o bonito título "The opposite side of the sea". Não o conhecemos, mas adoramos o tema e o vídeo é uma verdadeira pérola. A doçura da sua voz faz lembrar a de Erlend Øye, vocalista dos Kings of Convenience.

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher


Confesso que não simpatizo muito com os dias de qualquer coisa, especialmente se os mesmos envolverem alguma hipocrisia, comemorando-se algo ou alguma coisa que de uma forma ou de outra, ainda não foi conquistado.
No entanto, tendo como mote esta maravilhosa pintura de Sandro Botticelli "O nascimento de Vénus" gostaria de prestar aqui uma homenagem a esse ser maravilhoso, complexo, contraditório, belo, sensível, enigmático, imperfeitamente perfeito, misterioso, desejável, assustador, mágico, intuitivo, instavelmente seguro e emocionalmente explosivo que o Universo (é favor substituir esta palavra pela divindade que mais se adaptar às suas crenças filosófico - religiosas), num momento de Divina Inspiração, resolveu criar.

Paulo Galindro

sábado, 7 de março de 2009

Hoje faço 8 Anos


Pois é! Sou o maior... faço 8 anos!


Por que você é flamengo
E meu pai botafogo?
O que significa"impávido colosso"?
Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme?
Por que os dentes caem?
Por onde os filhos saem?
Por que os dedos murcham
Quando estou no banho?
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo?
Quanto é mil trilhões

Vezes infinito?
Quem é Jesus Cristo?
Onde estão meus primos?

Well, well, well
Gabriel...
Well, Well, Well, Well...

Por que o fogo queima?
Por que a lua é branca?
Por que a terra roda?
Por que deitar agora?
Por que as cobras matam?
Por que o vidro embaça?
Por que você se pinta?
Por que o tempo passa?
Por que que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que que a gente morre?

D o que é feita a nuvem?
Do que é feita a neve?

Como é que se escreve
Re...vèi...llon

Well, Well, WellGabriel...(4x)

"8 anos" de Adriana Calcanhotto


João Galindro

sexta-feira, 6 de março de 2009

Coraline



Hoje fomos ver, com o o nosso filho João, que amanhã fará 8 anos, o filme "Coraline". Baseado no famoso conto de Neil Gaiman com o mesmo nome, e realizado pelo Henry Selick - que também realizou "O estranho mundo de Jack" - Este filme já foi rotulado como filme de terror para crianças. Não nego que se trata de um filme por vezes bastante assustador, especialmente para crianças até aos 6 anos. Aliás devo até afirmar que em alguns pontos, pode mesmo deixar incomodados alguns adultos (eu me confesso... fui um deles!). O facto de ser totalmente filmado em 3D, de raíz, ainda amplifica mais a imersão na ambiência do filme, que tem uma atmosfera mágica, captando na perfeição o universo infantil, com os seus medos e aspirações.
A animação está magistral, especialmente se tivermos em conta tratar-se de uma animação de volumes clássica, frame a frame.

Simplesmente adorámos!

E o João? bem... por incrível que pareça, não nos parece muito perturbado. No entanto só o poderemos comprovar amanhã de manhã, quando acordarmos e verificarmos se durante a noite veio enroscar-se entre nós.

Paulo Galindro

quinta-feira, 5 de março de 2009

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 8

Uma mala de conserva


Objecto de culto e de desejo, esta mala foi especialmente desenhada para a nossa querida personagem, pelo grande Louis Vui'Atum. Com um design exclusivo, já percorreu o mundo inteiro, levando no seu interior livros e mais livros, e também alguns objectos mágicos.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Hoje Não Quero Dormir II


Já agora damos um espreitadela por trás. Se quiserem ver mais, vão ter mesmo de o comprar.

Paulo Galindro

Hoje Não Quero Dormir


Finalmente o primeiro livro ilustrado pela Natalina. Ainda é um bébé, acabadinho de sair da gráfica. A tinta ainda está fresca, e eu sou capaz de jurar que me cheira a biscoitos acabados de fazer. A história é de Alexandre Honrado.
Para saborear ao cair da noite, ao levantar da manhã, ou a qualquer outra hora do dia... sem quaisquer contra-indicações.
Aterrará nas livrarias dentro de aproximadamente duas semanas.

Paulo Galindro

terça-feira, 3 de março de 2009

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 7


Continua a minha demanda em encontrar o desenho ideal para a mala de viagem da nossa personagem. Vai ser uma lata de atum, isso já está perfeitamente delineado. E quero que tenha um aspecto vintage, antiquado. Vai estar cheia de livros, mas também terá alguns objectos inesperados. Já começo a sentir-me confortável com esta nova proposta. Penso que na nova proposta já estarei em condições de alcançar os meus objectivos

Paulo Galindro

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 6


Como referi num post anterior, "(...) esta criatura é uma contadora de histórias, viajou pelo mundo inteiro. Qualquer contador de histórias que se preze tem uma mala de viagem cheia de livros, adereços e surpresas. E esta nossa amiga não será obviamente excepção.". Com estes esboços, tenho estado à procura da solução ideal para este adereço. Tenho no entanto algumas certezas... vai ser "feita" a partir de uma lata de conserva de atum (das antigas) e vai estar cheia de livros.
Uma observação de última hora... lembrei-me agora mesmo que a tampa destas latas abre-se sempre na diagonal. Tenho de incorporar esse pormenor nos meus próximos desenhos.

Paulo Galindro

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 5


Este ultimo desenho é até ao momento, o que mais se aproxima da versão final. No entanto esta aproximação é apenas no papel, uma vez que se trata de uma personagem que será ampliada para uma dimensão vertical do tronco de aproximadamente 1 metro (por isso já dá para imaginar as dimensões dos cogumelos), o que significa que, durante a execução da ilustração na parede, muitos características e pormenores que aqui não estão ainda previstos, irão decerto aparecer.Neste desenho surgem já algumas das características que, desde sempre, persegui no desenho: uma criatura híbrida, mistura de duende/ gnomo / fada / insecto; um forte carácter vegetalista, pagão e panteísta; um ar doce, frágil, maternal e delicado e acima de tudo, a concepção de um ser pleno de magia. As antenas, a rodela de laranja como gargantilha, o chapéu feito a partir de uma vagem de ervilhas envolvida por uma tiara de frutos silvestres, o vestuário feito a partir de uma patchwork de remendos foram estratégias a que recorri no sentido de atingir os meus objectivos.Como grande evolução desta nova proposta, chamo ainda a atenção para as asas da personagem... deixaram de ser "meras" asas iguais a tantas outras já vistas neste tipo de criaturas, e tornaram-se páginas de um livro. Este conceito será reforçado pela digitalização em alta definição de páginas de um livro – ainda a seleccionar – que serão posteriormente manipuladas e deformadas em Photoshop até atingir a forma desejada, e finalmente, ampliadas para a sua dimensão final.Esta criatura é uma contadora de histórias, já viajou pelo mundo inteiro. Qualquer contador de histórias que se preze tem uma mala de viagem cheia de livros, adereços e surpresas. Esta não será obviamente excepção. O passo seguinte será a criação de uma mala de viagens a partir de uma lata de atum em conserva. Mas isso fica para um novo post neste blogue.

Paulo Galindro

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 4



Durante o processo criativo, por vezes acontecem destas coisas. Inicialmente um duende masculino (será que os duendes, tal como os anjos, não têm sexo? … ou melhor, género?). Foi sempre esta a minha ideia quando fechava os olhos e visualizava o espaço de intervenção. No entanto, o lápis ganhou vida, e dos traços de carvão nasceu um outro ser…

... uma linda duende! Ou será uma fada? Ou será as duas coisas? Bem, nesta altura confesso que ainda não estava preocupado. Apenas sabia que, o que é que quer que fosse que se estava a manifestar no papel através do meu lápis, seria extremamente interessante levá-lo até ao fim sem quaisquer receios. O curioso é que a primeira manifestação desta criatura deu-se através do seu chapéu, uma linda vagem de ervilhas rodeada por uma tiara de framboesas / amoras. Daí para uma imagem extremamente feminina, foi apenas um passo.
Paulo Galindro

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 3

Nestes primeiros esboços, estudei a forma como se poderiam executar os biombos que irão isolar o espaço, e, simultaneamente, transmitir a ambiência pretendida. A execução aqui reveste-se de particular importância, não só por questões de segurança, mas também porque se pretende que estes elementos sejam facilmente transportáveis.Como solução final, optei por dois painéis de MDF assentes sobre uma estrutura também de madeira, formando uma moldura reforçada por uma trave oblíqua. Ao meio, duas ou três dobradiças em inox.

Esta foi uma das primeiras abordagens à ilustração que irá figurar neste espaço: um duende com um enorme e antigo livro ao colo conta uma história em cima de um enorme cogumelo. Aliás, em prol da verdade, o cogumelo não é enorme, quem se encontra neste espaço é que vai ser muito pequeno.

Paulo Galindro

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 2




A ideia base subjacente à intervenção proposta assenta na transposição, para este espaço, da ambiência vivida numa clareira de um qualquer bosque, numa clara homenagem a um tipo de espaço que inúmeras vezes surge nas histórias infantis (e não só!). Não se trata no entanto de uma clareira qualquer, mas sim de um espaço entre as ervas e as flores, onde o infinitamente pequeno surge a uma escala muito humana. Num abrir e fechar de olhos, quem transpuser o pórtico de entrada deixará de estar no espaço de biblioteca, e ver-se-á aconchegado por entre ervas, flores e cogumelos enormes, onde pululam aqui e ali alguns insectos que assistem surpreendidos ao repentino surgimento no seu espaço secreto desse povo bípede de estranhos costumes chamado Humanos.
Ao centro, sobre o chão relvado, uma toalha de piquenique e um cesto de vime cheio de livros convida os visitantes a sentarem-se em torno do contador de histórias, e deixarem que os seus os ouvidos se transformem em asas. E por falar em asas, um pequeno passarinho junta-se a esta celebração do imaginário e do encantamento À esquerda, contra um céu azul repleto de nuvens brancas / algodão, um imenso cogumelo vermelho pintalgado domina o horizonte mais próximo, aconchegando e protegendo ainda mais este espaço e quem nele se refugia. No topo deste cogumelo, um pequeno grande duende lê-nos mais uma das suas infinitas histórias, no seu livro de infinitas páginas. E no fim… no fim ninguém se lembrará de que não chegou a sair da Biblioteca Municipal de Carnaxide, nem que afinal não tem as dimensões de uma minhoca ou de uma abelha. Muito menos alguém se aperceberá de que, logo ali por detrás das ervas, ao fundo da clareira, se encontram objectos tão prosaicos como uma secretária, uma cadeira e um computador.
Paulo Galindro

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 1

Este projecto consiste num conjunto de intervenções que pretendem enriquecer a futura Sala do Conto da Biblioteca Municipal de Carnaxide, criando um ambiente estimulante e mágico, propício à formação de novos leitores. Como não poderia deixar de ser, o universo dos livros e da sua capacidade de nos transportar – num simples abrir de página – para lugares distantes e oníricos, será explorado, procurando deste modo tornar a visita à biblioteca numa experiência única e inesquecível, um verdadeiro convite a voltar… e voltar… e voltar...e voltar…e voltar… e voltar… e voltar…
Paralelamente, o contacto, in loco, das crianças com ilustrações originais de autor, executadas em técnica mista, com todos os pormenores e imperfeições (marcas de pinceladas, marcas digitais, camadas de tinta, borrões, etc.), normalmente não observáveis em simples fotografias ou impressões das mesmas, humanizará ainda mais todo o espaço da biblioteca, transformando-o literalmente num livro de histórias gigante.

Paulo Galindro

Aiaiaiaiaiaiaiaiaiai!

Devido a um problema técnico cientificamente conhecido por "Tontice", acabei agora mesmo de apagar - sem querer - 8 posts sobre a intervenção na Biblioteca Municipal de Carnaxide. Prometo que ainda hoje vou recuperá-los.

Paulo Galindro

O estranho caso de Benjamim Botão


The curious case of benjamin button from hake on Vimeo.

Grande... grande... grande,
e também épico,
glorioso,
trágico,
terno,
e mágico...

... como a vida.

Nunca me esquecerei deste filme.

Paulo Galindro

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ilusão óptica?

Sou mau fisionomista. É um facto. Consigo encontrar parecenças físicas entre o Mick Jagger, a Maria Callas e uma couve-flor. Na verdade, nunca acerto uma tentativa de relacionar objectivamente duas faces, sejam elas propriedade de quem for. E contudo, neste caso, parece-me uma daquelas raras vezes em que fará sentido afirmar que estes dois senhores são muito parecidos fisicamente. Terei razão, ou será mais uma partida da minha mente?

Eu acho que são mesmo muito parecidos, o que até nem chateia nada pois gosto muito dos dois senhores, muito especialmente do primeiro. O segundo ainda está em estágio na minha lista de preferências!

Paulo Galindro

Slumdog Millionaire


Slumdog Millionaire Trailer from vinber on Vimeo.

Hoje fomos ver o filme de que todos falam. Ficámos absolutamente sem palavras. E continuamos absolutamente sem palavras. E quando não há palavras, não há posts. Fica o nosso silêncio, que, neste caso, diz tudo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Sonhos

Não, não é o Complexo de Peter Pan. É apenas a noção do quanto a vida é finita, e de quanto o tempo que dispomos é escasso. Matematicamente, tenho 38 anos, mentalmente e fisicamente, sinto-me com menos uma década. E é verdade! Simplesmente adoro esta idade, nem mais nem menos do que todas as idades pelas quais passei.
A vida não é quantitativa, mas sim qualitativa. Não obstante este facto, posso afirmar que, em teoria e estatisticamente, estou sensivelmente a meio da minha vida. Tudo o que vier para além disso é lucro. Por isso, há cerca de 4 anos que prometi a mim mesmo cumprir todos os sonhos que fui coleccionando ao longo da minha existência. Alguns são irrealizáveis, mas não menos importantes. Outros são tão pequenos (mas não menos importantes!) que simplesmente seria um pecado não os cumprir. Alguns deles já os realizei, outros estão em vias de o ser: fazer surf (mesmo que sofrivelmente!), comprar uma guitarra (ainda vou aprender uns acordes!), fazer skate e patins em linha, escrever e ilustrar um livro (já lá vão dois, com promessas de mais no horizonte) são alguns dos eleitos. Pelo caminho ficou o passeio na superfície lunar e em órbita, assim como pilotar um jacto (ainda não desisti de nenhum deles!).

Hoje cumpri mais um… passear de bicicleta na areia da praia, e muito especialmente dentro de água. Partilhei este momento com o pequeno Miguel, o que tornou esta experiência ainda mais intensa.
Simples não é? Mas demorei 30 anos a fazê-lo!

Paulo Galindro
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