Simplesmente adoro este disco. Os Fleet Foxes fazem música Folk enganadoramente simples e ingénua, barroca q.b., intimista, psicadélica, freak, planante e sonhadora... uma mistura doce e alucinogénica entre Paul Simon, Neil Young, Bob Dylan, Beach Boys, uma garrafa de bom vinho e um pôr-do-sol inesquecível. E esta é a banda sonora perfeita para isso... para um pôr-de-sol glorioso (e no caso de se levar uma manta bem quente, um céu estrelado fabuloso e um nascer-do-sol arrasador) na companhia da pessoa amada, tudo devidamente humedecido por uma, ou duas garrafas de Esporão Private Selection Garrafeira 2003 tinto (35 euros, que segundo a crítica especializada, vale cada cêntimo), uma boa selecção de queijos e finalizado por um diospiro com canela.P.S. Já agora, sintam um pouco o gosto desta maravilhosa banda neste vídeo:
Fleet Foxes - He Doesn't Know Why from Grandchildren on Vimeo.
...neste:
Mykonos from Grandchildren on Vimeo.
e, já agora, neste também:
White Winter Hymnal from Grandchildren on Vimeo.
Paulo Galindro














Durante o processo criativo, por vezes acontecem destas coisas. Inicialmente um duende masculino (será que os duendes, tal como os anjos, não têm sexo? … ou melhor, género?). Foi sempre esta a minha ideia quando fechava os olhos e visualizava o espaço de intervenção. No entanto, o lápis ganhou vida, e dos traços de carvão nasceu um outro ser…




Esta foi uma das primeiras abordagens à ilustração que irá figurar neste espaço: um duende com um enorme e antigo livro ao colo conta uma história em cima de um enorme cogumelo. Aliás, em prol da verdade, o cogumelo não é enorme, quem se encontra neste espaço é que vai ser muito pequeno.


A ideia base subjacente à intervenção proposta assenta na transposição, para este espaço, da ambiência vivida numa clareira de um qualquer bosque, numa clara homenagem a um tipo de espaço que inúmeras vezes surge nas histórias infantis (e não só!). Não se trata no entanto de uma clareira qualquer, mas sim de um espaço entre as ervas e as flores, onde o infinitamente pequeno surge a uma escala muito humana. Num abrir e fechar de olhos, quem transpuser o pórtico de entrada deixará de estar no espaço de biblioteca, e ver-se-á aconchegado por entre ervas, flores e cogumelos enormes, onde pululam aqui e ali alguns insectos que assistem surpreendidos ao repentino surgimento no seu espaço secreto desse povo bípede de estranhos costumes chamado Humanos. 
