
Gosto muito do trabalho de Lisa Rienermann, e muito especialmente deste trabalho de pesquisa para encontrar letras na interrelação entre o céu e a paisagem urbana.
Paulo Galindro






Ontem, durante o lançamento do livro "Hoje não quero dormir" na Livraria Histórias com Bicho, os nosso queridos amigos Mafalda Milhões, Pedro Maia e Matilde fizeram-nos uma enorme surpresa. Ofereceram-nos um presente em forma de cubo. Rasgado o papel de embrulho, uma caixa de cartão esburacada e lá dentro... bem! Lá dentro estava um lindíssimo porquinho-da-índia branco e creme, previamente baptizado de Cuquedo. Como podem ver é muito mais assustador que o seu homónimo da história. Escusado será dizer que hoje foi uma festa cá em casa, com o João e o Miguel a lutarem entre sí para ver quem lhe pegava primeiro, e nós no meio a impedir que eles transformassem a pobre criatura - que ainda é bébé - numa bola anti-stress com dois anos de uso por um corretor da Bolsa de Valores de Wall Street .
Comprámos uma gaiola para o rapazito, alguns adereços e comida. Fizemos ainda uma casa em lego, num belo exercício de arquitectura minimal e modular.
Graças a uma simpática empregada de uma loja de animais, tivemos um mini-curso de Porquinhos-da-índia onde ficámos a saber coisas tão importantes como o facto de eles serem completamente loucos por salsa, não absorverem a vitamina C, adorarem feno e que podem crescer até aos 25 cm e pesar 1,2 kg. Na net, e como já me tinha óbviamente apercebido, estes simpáticos bicharocos nem são suínos (claro!) nem são da Índia (!?!?!), mas sim do Peru (!?!?!?). O melhor é verem aqui.
O joão está completamente siderado. Desde que a Ruth se transmutou numa estrela que ele desejava ter um destes animais de estimação. Confesso que estava muito apreensivo. mas a sua felicidade quebrou todas as barreiras. E a responsabilidade vai-lhe fazer bem.
Paulo Galindro



Imagem retirada do site http://www.clarklittlephotography.com, de Clark Little


O Universo do meu pai, António Galindro, em 09.4.11
Recentemente comprei um brinquedo novo, que já há muito tempo que andava a namorar: um skate longboard. Tem 1,20m de comprimento e já me deu muitos momentos de puro prazer a deslizar. São momentos muito Zen, mesmo correndo o risco de me espalhar ao comprido no asfalto. Desliza que se farta, e a sensação é muito similar ao surf. Quanto ao video que apresento neste post, a sua má qualidade de imagem deve-se à velocidade que atinjo, que é cerca de 130 km/h(1).
Paulo Galindro
(1) É só uma mentirinha. Só atingi a velocidade de 112 km/h. A máquina fotográfica é que está um pouco disfuncional.
O Miguel é uma criança que gosta muito de levar um material ou uma técnica ao limite. Para quê ficar-se pelos pinceis, se pode utilizar os seus dedos, os braços, o peito, o nariz e a orelha esquerda para atingir os seus objectivos. Quem me dera ter esta frescura quando estou a pintar. É por isso que quando me convidam para ir a um colégio falar um pouco sobre os livros que ilustrei, sobre o meu método de trabalho, se alguém me pergunta o que é um ilustrador eu respondo que é um crescido que passa muitas horas a tentar desenhar tão bem como quando era criança!.





Teus Olhos
Teus olhos são a pátria do relâmpago e da lágrima,
silêncio que fala,
tempestades sem vento,
mar sem ondas,
pássaros presos,
douradas feras adormecidas,
topázios ímpios como a verdade,
outono numa clareira de bosque onde a luz canta no ombro duma árvore e são pássaros todas as folhas,
praia que a manhã encontra constelada de olhos,
cesta de frutos de fogo,
mentira que alimenta,
espelhos deste mundo,
portas do além,
pulsação tranquila do mar ao meio-dia,
universo que estremece,
paisagem solitária.
Octavio Paz, in "Liberdade sob Palavra
Paulo Galindro

Num acto de grande coragem, recorrendo a um traço com forte inspiração no estilo japonês Manga, Mauricio ousou intervir numa fórmula de sucesso extremamente rentável e fez crescer os nossos personagens, que apesar de manterem a sua essência foram sujeitos a ajustes nos seus traços comportamentais e aos laços que os uniam, que nem sempre agradaram a todos, especialmente os mais puristas (ver aqui) . Esta nova fórmula tornou-se um caso tão sério, que já teve honras de capa da famosa revista brasileira SAX - Style, Arts and Xtras, para a qual Mauricio de Souza desenhou uma versão mais adulta (?!) da nossa querida mónica e o seu famoso vestido vermelho:
