quarta-feira, 29 de julho de 2009

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 14


Dia#6

Esta fase não correu nada, mesmo nada bem. Na verdade, demorou 3 dias a ser completada e não apenas um, como falsamente o subtítulo deste post indicia. Subdividindo-se em 5 etapas, foi exactamente nas primeiras duas que tudo correu menos bem.
Tendo terminado a pintura do céu, transferi a minha atenção para o computador, mais precisamente para a aplicação CorelDraw. Esta etapa consistiu essencialmente em juntar todos os esboços finais previamente digitalizados (ver aqui e aqui) num único desenho - um ambiente de trabalho com as dimensões exactas da parede de intervenção -, encontrar-lhes as escalas perfeitas entre si e também do conjunto face à área de intervenção e, por fim, dispô-los no espaço virtual nas suas posições finais.
A etapa seguinte foi a impressão em grande formato do resultado final, e foi exactamente aqui que surgiram os problemas que, nos 3 dias seguintes, iria tentar desesperadamente resolver: na teoria o desenho deveria ser impresso em três painéis que juntos como um puzzle, fariam a imagem final do conjunto. Na prática, não consegui imprimir nem um desses painéis, nem na minha impressora, nem em qualquer outra. Basicamente é como se o desenho não existisse.
Fragilidades do mundo moderno.
Após horas na net mergulhado em fóruns de discussão, e quando já pensava contactar o Vaticano para me enviar um exorcista especializado em possessões demoníacas de hardware informático, encontrei finalmente a solução para o problema (para pormenores técnicos, é favor contactar-me).
As etapas seguintes consistiram essencialmente na montagem dos três painéis num só e na colocação de folhas de papel químico formato A2 na sua parte posterior (um trabalho profundamente chato, mas muito mais aborrecido seria passar com uma barra de grafite).
Finalmente, numa operação que teve mais a ver com artes circences do que com ilustração de paredes, todo o conjunto na colocado na sua posição final para posterior decalque, que atendendo às horas avançadas, só o farei na próximo dia.

A voz celestial da minha querida e divina Maria Callas embalou-me os sentidos durante a execução das últimas 3 etapas desta fase. "Romantic Callas" é uma colecção das melhores árias interpretadas pela diva, de um vasto repertório de óperas abrangendo compositores como Puccini (o meu preferido), Bizet, Berlioz e Verdi. Simplesmente adorável e uma boa porta de entrada para o universo da ópera. Basta ouvirem a ária "Un bel di, vedremo" de "Madame Butterfly"... garanto-vos arrepios em partes do vosso corpo até aí desconhecidas.

Paulo Galindro

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 13





Dia#5

"No início tudo era imperfeito,
escuro,
sem cor,
triste
e monótono.

No primeiro momento,
Aquele-que-pinta-e-que-tem-a-cabeça-lisa-como-uma-maçã
corrigiu os erros,
tapou as imperfeições,
alisou o que não era liso.

No segundo dia,
tudo pintou de branco,
e tudo se iluminou.

No terceiro dia,
tudo pintou de azul,
e todos os elementos se harmonizaram.

Ao quinto dia
Ele pintou as nuvens
estratiformes, cumuliformes, cirriformes
todas as formas serviram
para Ele tornar o céu mais belo.
Nesse dia Ele sentou-se,
descansou
e contemplou o que tinha feito.

No sexto dia,
Ele regozijou-se com a sua obra.
Mas ainda não tinha acabado..."

Excerto do capítulo "As crónicas do início de tudo"
do "Enciclopédia Cósmica da Grande obra d´Aquele-que-tudo-pinta-e-que-tem-a-cabeça-lisa-como-uma-maçã"
Tomo VII, página 13734


Quando nos sentimos em baixo nada como sair e pintar um céu cheio de nuvens. Foi o que eu fiz ontem.
O passo seguinte será oferecer vida a este novo mundo.
Algures no horizonte longínquo, flutuaram os sons etéreos e atmosféricos de Hammock, com os álbuns "Kenotic" e "Raising Your Voice Trying to Stop an Echo", banda sonora perfeita para um momento mágico em que, a brincar aos deuses, e criamos um céu infinito.

Paulo Galindro

quinta-feira, 23 de julho de 2009

"Então queres ser escritor?"

se não sai de ti a explodir
apesar de tudo,
não o faças.
a menos que saia sem perguntar do teu
coração da tua cabeça da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.
se tens que estar horas sentado
a olhar para um ecrã de computador
ou curvado sobre a tua
máquina de escrever
procurando as palavras,
não o faças.
se o fazes por dinheiro ou
fama,
não o faças.
se o fazes para teres
mulheres na tua cama,
não o faças.
se tens que te sentar e
reescrever uma e outra vez,
não o faças.
se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças.
se tentas escrever como outros escreveram,
não o faças.

se tens que esperar para que saia de ti
a gritar,
então espera pacientemente.
se nunca sair de ti a gritar,
faz outra coisa.

se tens que o ler primeiro à tua mulher
ou namorada ou namorado
ou pais ou a quem quer que seja,
não estás preparado.

não sejas como muitos escritores,
não sejas como milhares de
pessoas que se consideram escritores,
não sejas chato nem aborrecido e
pedante, não te consumas com auto-
-devoção.
as bibliotecas de todo o mundo têm
bocejado até
adormecer
com os da tua espécie.
não sejas mais um.
não o faças.
a menos que saia da
tua alma como um míssil,
a menos que o estar parado
te leve à loucura ou
ao suicídio ou homicídio,
não o faças.
a menos que o sol dentro de ti
te queime as tripas,
não o faças.

quando chegar mesmo a altura,
e se foste escolhido,
vai acontecer
por si só e continuará a acontecer
até que tu morras ou morra em ti.

não há outra alternativa.

e nunca houve.

"Então queres ser escritor?"

Charles Bukowski
(Tradução de Manuel A. Domigos, a partir do original)


Imagens para quê... aqui, mil palavras valem muito mais do que uma imagem! Um poema impressionante, adaptável a qualquer actividade criativa que nos exija total paixão e devoção. Nada menos do que isso!

Paulo Galindro

terça-feira, 21 de julho de 2009

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 12



Dia#4

Hoje foi um dia particularmente difícil. Estou com uma tremenda de uma constipação e sinto-me extremamente cansado, mas mesmo assim decidi acabar de vez esta fase estéril de criatividade, mas fundamental, de preparação da superfície de trabalho.
Mas antes tive de lidar novamente com o deserto de pó que entretanto, se depositou no chão. Vassoura e aspirador foram as minhas armas, numa batalha inglória que acabei por perder, já que o pó de estuque parece ter hábitos de procriação. Acabei por me render às evidências... mesmo que a nossa espécie um dia se venha a extinguir, o pó, esse ficará cá para sempre.
Da faxina passei à pintura. Apliquei uma camada de primário que irá servir de base à ilustração. Agora sim, vou poder dar início àquilo que mais gosto de fazer e que faz as delícias de qualquer criança... riscar e pintar paredes!
No ar movimentam-se as notas musicais dos álbuns "The back room" e "An end as a start" dessa magnífica banda que são os Editors.

Para mim, ter o corpo envolvido em música e as mãos sujas de tinta são a melhor terapia.

Paulo Galindro

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Com a cabeça na lua



Exactamente 1 ano antes de eu ver pela primeira vez a lua - e o sol, e as estrelas e tudo o resto que tornam esta vida tão bela - já o Homem tinha pisado a sua superfície estéril e árida que, como puderam facilmente constatar, não era feita de queijo (pelo menos do comestível). No entanto, ainda hoje, quando vejo essas imagens tão mágicas, emociono-me tão facilmente como se as tivesse assistido em directo. De facto, é uma falsa memória que faz parte integrante mim, de tão forte que é, que juro a pés juntos que já por cá andava há alguns anos quando este "(...) pequeno passo para o Homem, mas um passo gigantesco para a Humanidade" foi dado.
Já muito se falou sobre a veracidade deste feito... para mim pouco me importa! O que me interessa é a capacidade de o sonho nos levar tão longe quanto o desejarmos.

Céus, e como eu gostava de ir lá!

Se algum dia surgir a oportunidade de um português se tornar astronauta farei questão de concorrer, mesmo que use dentadura e já tenha uma excursão de 3ª idade à Serra de Estrela marcada na agenda.

Paulo Galindro

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 11


Dia#3 (de manhã)

Durante esta manhã, acabei a aplicação da massa de reparar nas juntas dos painéis de madeira. Com esta fase terminada, resta-me esperar que a massa seque completamente para que se possa passar à fase da lixadora. Prevejo uma tempestade de pó de proporções faraónicas.
Talvez logo à noite volte à carga. Logo se vê o meu estado de espírito.
O meu IPod debitou toda a manhã os dois álbuns dos Snow Patrol, mais precisamente o "Eyes open" e "A hundred million suns". Digam o que disserem os críticos, gosto desta banda irlandesa. Juntam emoções e electricidade de uma forma muito harmoniosa. Uma curiosidade... segundo consta, anda a fazer a primeira parte dos U2.




Dia#3 (à noite)

Acabei por vir novamente cá, acabar de vez com esta fase que de criativo não tem nada. A parede já está completamente seca, e tal como previ de manhã, fiquei mesmo no centro de uma tempestade de pó. E é simplesmente inacreditável a quantidade de pó fino que uma pequena máquina de lixar consegue produzir em alguns minutos. Pó nas orelhas, na careca, no olhos e nariz (mesmo com os óculos e máscara que estão na fotografia acima, e que me dão um ar de serial killer de um filme de terror de série B), na barba, nos braços e em alguns outros sítios inconfessáveis. Acho que até a minha alma está branca. E foi exactamente o pó que esteve na origem de um acidente, que só não teve um desfecho mais grave por sorte e algum sangue frio. O chão que é cinzento, estava completamente branco devido ao pó. Como consequência, o escadote - que sendo de grandes dimensões ajuda-me a alcançar os respeitáveis 3.5 m do pé-direito - perdeu o atrito, e eu, que estava lá bem em cima, dei por mim a escorregar pela parede abaixo. Só tive tempo para me pôr em pé em cima dos estreitos degraus, e largar as mãos para não ficar entalado. Apesar da pancada no chão ter sido tremenda o que me provocou algumas escoriações, fiz ainda algumas feridas no joelho e nas mãos. A nível do material e estraguei a máquina de lixar, fundi a lâmpada de 500 w de um dos projectores (na qual só não me queimei por uma grande sorte... estes projectores atingem temperaturas muito altas). De qualquer forma não me posso queixar. Podia ter sido muitíssimo pior.
Consegui acabar completamente esta fase. Agora só me resta esperar que o pó assente para dar uma limpeza na sala. Amanhã volto cá!
Quanto à banda sonora, talvez inspirado pela poeirada que tive de enfrentar, optei pelos The Black Angels e o album "Directions to see a ghost". Para mim, um dos melhores álbuns deste ano. Sem dúvida alguma.

Paulo Galindro

sexta-feira, 17 de julho de 2009

36+1=37


Parabéns a você,
nesta data querida,
muitas felicidades,
muitos anos de vida,
hoje é dia de festa,
cantam as nossas almas,
para a menina Natalina,
Uma salva de palmas!

eeehhhhh! Viiiiva! Iuuuuh! (Clap! Clap! Clap! Clap)


Parabéns meu amor! E agora, mais um presente:
"Tu és o sol que me aquece no Verão
Tu és a luz que me ilumina o coração
Tu és para mim, como o nascer da manhã
Tu és assim, tu és o sol

Abraçar todo o teu ser é divino
Faz-me voar para lá da condição
É como acordar num dia fresco e bonito
Querer amar faz bater o coração

Tu és o sol que me aquece no Verão
Tu és a luz que me ilumina o coração
Tu és para mim, como o nascer da manhã
Tu és assim, tu és o sol

Viajar na terra da fantasia
Sonhar com fadas e varinhas de condão
Quero acordar num dia fresco e bonito
Quero amar e quero acreditar

Tu és o sol que me aquece no Verão
Tu és a luz que me ilumina o coração
Tu és para mim, como o nascer da manhã
Tu és assim, tu és o sol

No teu olhar eu viajo para longe
Até chegar, és a minha oração"

Tu és o Sol
Sara Tavares



Paulo Galindro

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 10


Dia#2

Continuação dos trabalhos de preparação da superfície onde será executada a ilustração. Massa de reparação, espátula e um monte de paciência marcam esta fase do trabalho, que é tão aborrecida como fundamental.

Banda Sonora: The Doors com "Waiting For The Sun" por ser noite alta, Pelican com "Australasia" por precisar de muita energia e Underworld com "Dubnobasswithmyheadman", porque o ritmo é a melhor forma de ultrapassar esta fase.

No próximo dia conto com a finalização desta etapa, ficando as paredes prontas a receber o primário.


Paulo Galindro

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 9


Dia #1

Ainda com a adrenalina no sangue, e o espírito a saltitar de nuvem em nuvem, vi finalmente reunirem-se as condições para dar início ao trabalhos de concepção / ilustração da Sala do Conto da BMC. Confesso que não gosto muito destes primeiros dias de confusão e indeterminação, já que há sempre alguma coisa que falta levar para o espaço de intervenção. É um momento de organização e realização de todas aquelas pequenas tarefas que não se vêem no trabalho final, mas que lhe são absolutamente fundamentais para a sua qualidade e expressão final: Isolar com fita adesiva tudo aquilo que não quero pintar por descuido; tapar o chão junto ao plano de trabalho com um plástico; cobrir as juntas dos painéis de madeira com fita de fibra de vidro para posterior aplicação de massa tapa-fendas (de forma a que estas imperfeições não sejam perceptíveis sob a ilustração); tratar da iluminação da superfície de trabalho (dois projectores de halogéneo de 500 W cada que emitem mais calor que o sol do meio-dia em Tróia); instalar permanentemente o tripé num lugar estratégico de forma a conseguir obter as melhores imagens possíveis da progressão do trabalho (para a elaboração de uma animação frame-a-frame). Ah! e, por fim, colocar as colunas de som, que, ligadas ao meu IPOD, serão as minhas grandes companheiras de viagens sonoras nos próximas semanas.

Na minha mente, consigo visualizar o projecto totalmente concluído com uma nitidez tridimensional e fotográfica quase sobrenaturais . Tudo o que tenho de fazer é deixar os meus sentidos serem guiados por essas imagens. Este é um, dos meus segredos... mas não o revelem a ninguém!

Paulo Galindro

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sonho 4: Voar



"Diz lá como fazes - Pediu John que era um rapaz prático, esfregando os joelhos.
- Pensas só em coisas maravilhosas, e elas elevam-te no ar - explicou Peter.
Voltou a demonstrar-lhes.
- Assim é muito depressa - comentou John - Não podias fazer mais devagar?
Peter exemplificou das duas maneiras, devagar e depressa.
- Já percebi, wendy - gritou John, mas logo verificou que não .
Nenhum deles era capaz de voar um centímetro, embora Michael já estivesse a aprender palavras de duas sílabas e Peter não distinguisse um A de um Z.
Claro que este estivera a brincar com eles, porque ninguém pode voar se não lhe espalharem por cima pó de fadas. Felizmente, tal como dissemos, ele tinha uma das mãos suja desse pó, e soprou um bocadinho sobre cada um deles, com o melhor dos resultados.
- Agora sacudam os ombros assim e levantem voo.
Estavam todos em cima das camas e o valente Michael foi o primeiro a tentar. Não tencionava, de facto, levantar voo, mas conseguiu e lançou-se no ar, atravessando o quarto.
- Eu voei! - gritou quando estava em pleno ar.
John ergueu-se no ar e encontrou wendy perto da casa de banho.
- Que maravilha!
- Que formidável!
- Olhem para mim!
- Olhem para mim!
- Olhem para mim!
"

J. M. Barrie in "Peter Pan"




Existirá melhor forma de começar o trigésimo nono ano da minha vida do que Voar?

Foi isso mesmo que fiz esta manhã... Voar! Um velho sonho de infância. A 13500 pés de altitude (aproximadamente 4200 metros), saltei de um avião cheio de sonhadores como eu, e que, tal como eu, no preciso momento em que se sentaram à porta do avião com toda a certeza pensaram se não seria mais sensato estar sentado numa esplanada a beber um café e a comer um mil-folhas. Posso no entanto garantir que se alguma dúvida existiu durou apenas uma fracção de segundo, pois o que aconteceu a seguir foi uma experiência absolutamente magistral, alucinante e, por isso mesmo, inesquecível: Durante aproximadamente 50 segundos - que para mim não tiveram qualquer tradução em termos quantitativos, já que o tempo se dilatou e contraiu ao ritmo das emoções - caí em queda livre a uma velocidade de 200 km/h. Como se não bastasse, depois do paraquedas abrir, ainda estive no ar uns bons 10 minutos, onde deu para tudo, desde fazer uma série de "quase loopings" absolutamente desvairados, ziguezaguear de uma forma insana, rir em gargalhadas desbragadas, deliciar-me com a paisagem alentejana, pilotar eu próprio o paraquedas, emocionar-me até às lágrimas, e por fim, aterrar tão suavemente como uma pena.

Fica a certeza de que repetirei esta experiência!


Paulo Galindro

sábado, 11 de julho de 2009

38 + 1 = 39



39 anos,
novinhos em folha,
acabadinhos de estrear
e prontos a usar e abusar.

Sinto que vou adorar cada minuto!

Paulo Galindro

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sonho 4: Voar


No próximo Domingo, dia 12 de Julho, pelas 11 horas, serei tão leve como um pássaro. Começarei o meu "voo" a 4.200 metros de altitude, e durante 50 segundos atingirei a velocidade de 200 km/h . Depois, durante 10 minutos, planarei como uma pequena nuvem sobre o patchwork da planície alentejana. E por agora mais não direi!


(Neste preciso momento, a minha maçã de adão andou para cima e para baixo, emitindo um som gutural do tipo "glup")

Paulo Galindro

domingo, 5 de julho de 2009

Na Rádio



Amanhã, às 14 h, estarei nas instalações para RTP para uma entrevista em directo - de 2 horas - no programa "Atelier" da RDP África (frequência 101.50 FM) de Mafalda Serrano, onde falarei de tudo um pouco e um pouco de tudo... ilustração, pintura de paredes, métodos de trabalho, música, livros, coração, café, diospiros com canela e tudo o mais que me vier à cabeça.
P.S.: Para todos aqueles que gostavam de ouvir mas não vão poder, podem sempre fazê-lo no arquivo de programas da RTP.

Paulo Galindro

terça-feira, 30 de junho de 2009

Bella



Este filme é belo! Simples e belo! Uma história de amor urbana e profundamente humana, de um realismo desconcertante. Não há efeitos especiais, subterfugios visuais, maneirismos ou montagens alucinantes... são apenas emoções e sentimentos em estado líquido! E mais não digo... o melhor é verem-no, garanto-vos de que vão gostar. Depois, se quiserem, deixem aqui a vossa opinião!

"Se queres fazer rir Deus, conta-lhe os teus planos!"

Paulo Galindro

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O João e os insectos

As crianças são mesmo assim. Durante o ano - especialmente no Natal e no aniversário - recebem montes de presentes, os quais, depois de algumas horas de atenção, são arrumados e esquecidos (e por vezes até trocados por uma simples mola de roupa ou até pelo laço do seu embrulho)... até que um dia!...
Foi o que aconteceu ao livro "UAU! Fantástica Enciclopédia Visual" publicado em Portugal pela Livraria Civilização Editora. O João recebeu este fabuloso e apelativo livro no Natal, e depois andou esquecido algum tempo. Agora passa horas a desfolhá-lo, a a observá-lo até com uma lupa, para que nenhum pormenor lhe escape. E foi através desta obra que o João descobriu recentemente a entomologia e a ilustração cientifica. Ele simplesmente adora desenhar à vista os insectos que povoam o livro, com um rigor no detalhe que me surpreende.
Será que temos aqui um seguidor de Pedro Salgado?

Adoro ver o João assim entusiasmado!

Paulo Galindro

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Natalina e o Marcelo

Pois é! Esta foi a grande surpresa de Domingo. O livro "Hoje não quero dormir!!!" de Alexandre Honrado e ilustrações da Natalina foi um dos livros seleccionados por Marcelo Rebelo de Sousa no seu programa "As escolhas de Marcelo".

Paulo Galindro

domingo, 21 de junho de 2009

Ill Dolce Fare Niente



Após uma manhã em que todos dormimos até às 13:15 (?!?!?!?!?!Céus como é possível, eu que costumo acordar às 7.00 h... escusado será dizer que fiquei como uma imensa dor de cabeça), o João e o Miguel ainda quiseram experimentar essa nobre arte de não fazer absolutamente nada, e que os italianos tão bem definiram como Ill Dolce Fare Niente. Mais tarde, quando o sol se tornou mais amigo, a facção masculina cá de casa foi à praia testar esse conceito na areia.

É bom redescobrir o prazer Zen em passar um dia a fazer absolutamente nada (tenho de pedir aos meus filhos para me darem um workshop), especialmente quando, para a semana vou dar início à ilustração das paredes da Biblioteca Municipal de Carnaxide, e simultaneamente, estou em velocidade de cruzeiro para terminar as Ilustrações / paginação do manual de violino para crianças.

Paulo Galindro

Solstício de Verão & Serão de Contos



Ontem demos as boas vindas ao solstício de Verão - e também à grande Luisa Ducla Soares - aqui! Foi uma noite ao ar livre muito serena, com muito chá e bolachas à mistura, e com a luz do sol a teimar em manter-se no horizonte até horas impróprias.
E que bom que é estarmos novamente no Verão!


Paulo Galindro

Segurança na net

Soube disto através do blogue da Dora Batalim, mas o tema da segurança na net é tão importante que gostaria de o reforçar aqui. A Google lançou recentemente um motor de busca totalmente vocacionado para os surfistas virtuais de palmo e meio (até 10 anos). Com esta nova ferramenta, as crianças que navegam na net estão muito mais seguras já que incorpora filtros que impedem o acesso a sites de conteúdos menos próprios.

Paulo Galindro

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pregadeiras






Finalmente, e após 23.456.342 pedidos de muitas fãs, a Natalina decidiu dar início a uma nova fornada destas pequenas bonecas de pano (não medem mais de 8 cm, perninhas incluídas, à excepção da última que apenas mede 4,5 cm) que se pregam ao peito e pegam ao coração. Das 20 que fez, apenas consegui fotografar estas já que as outras foram imediatamente adoptadas! E estas também só estarão cá em casa mais um ou dois dias.

Paulo Galindro

segunda-feira, 15 de junho de 2009

C.S.I. São Domingos de Rana


"Continuam as buscas para encontrar estes dois indivíduos. Desaparecidos desde ontem, foram pela ultima vez fotografados juntos na famosa Fruit Summer Fest 2009 (fotografia acima), numa residência em São Domingos de Rana, município de Cascais. A polícia de investigação forense recolheu provas no local, tendo sido encontrados vestígios de sais minerais, vitaminas A e Complexo B, algumas cascas e inúmeras pevides. Uma fonte fidedigna informou este jornal que os resultados das análises ao ADN revelaram que os referidos vestígios pertencem aos indivíduos desaparecidos. Todos os participantes na festa (identificados pela polícia através da fotografia acima), assim como os proprietários da referida residência foram interrogados, tendo estes últimos sido constituídos arguidos, por suspeita de duplo homicídio."

Notícia retirada de "O Diário do Dia", 15 de Junho de 2009
Paulo Galindro

2 Rodas: Parque das Nações







É um imenso prazer passear no Parque das Nações em cima de duas rodas. Como se pode depreender da primeira foto, de todos o Miguel foi quem ficou mais cansado. Mais fotos aqui.

Paulo Galindro

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Imprensa

Aqui, uma pequena reportagem sobre a oficina que dei no 2º Encontro Nacional de Ilustração no Masculino, em S. João da Madeira (sobre o mesmo, ver este meu post)

Paulo Galindro

Soul Report: Chuva de Verão

Hoje, quando saía do comboio no Cais do Sodré, choveu muito. Choveu sobre o meu corpo vestido de verão. É tão bom quando isso acontece. É bom ver os pingos a evaporarem rapidamente da minha roupa, dos meus braços, da minha cara. Nunca se chega a estar verdadeiramente molhado.
Não, não me que quero abrigar da chuva, o que quero é abrir os braços para que nenhum pingo se desperdice no chão. Mas também gosto quando isso acontece. Pingos no chão perfumam a terra, e o cheiro da terra molhada inebria-me.

Gosto muito de Sol e adoro chuvas de Verão.


Paulo Galindro

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Declaração de amor aos homens da minha vida!




"Não sei...
Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar."

Cora Coralina, pseudónimo de Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas, poetisa brasileira

Os nossos filhos são Espelhos de nós mesmos. Os seus olhos reflectem tudo o que temos cá dentro, o bom e menos bom.

Através de vocês encetei uma peregrinação dentro de mim, para descobrir facetas que nem eu mesmo conhecia. Sei que sou despistado, distraído, desligado, pessimista, com a cabeça na lua e os pés a 10 cm do chão. Por vezes flutuo ao sabor da mais leve brisa como um grão de pólen, outras arrasto-me pela vida como se fosse Atlas com o mundo às costas. Raramente, muito raramente, tenho os pés bem assentes na terra. Como um animal a perseguir a sua própria cauda, ou mesmo o coelho de "Alice no país das Maravilhas", vivo constantemente atarefado entre os vários mundos que ajudei a criar e em que vivo simultaneamente - Pai, marido, ilustrador, arquitecto, pintarriscos e tudo o resto. Faço muitas coisas que me dão um prazer inconfessável, e nesse aspecto sou um privilegiado. No entanto, muita da minha energia vital se escoa neste processo diário de desligar e ligar diferentes interruptores que muitas das vezes se contradizem entre si... um processo turbulento que confesso não domino, antes sou dominado, e que me tira o tempo, o sono, a paciência, o vagar e o brincar. Ainda não aprendi nem apreendi o equilíbrio e a harmonia entre os opostos, o deixar fluir a vida e a aceitar essa fluidez com um sorriso de sol nos lábios. Tal como muitas vezes no mar onde gasto muitas forças a lutar contra a corrente, assim acontece na minha vida. Tenho 38 anos, e um tudo imenso para aprender, mas de uma coisa tenho a certeza, João e Miguel, vocês foram o que de mais importante me aconteceu em toda a minha vida. Duas bênçãos nascidas de um grande amor que entraram de rompante na nossa vida e para as quais não existe qualquer manual de instruções que nos prepare.

Sei que para vocês o Pai é muitas vezes inalcançável, rezingão, chato, cansado, impaciente, autoritário, barulhento, resmungão, grande, pequeno, forte, fraco, muitas vezes ausente, e que parece gostar muito de ralhar. Mas acreditem, no turbilhão dos meus dias vocês são:
o meu Farol de Alexandria, a minha Gruta de Ali Bábá, o meu Tesouro do Barba Ruiva, a minha Arca da Aliança, a minha Atlântida, o meu Eldorado, os meus mestres Jedi, a minha ilha de Avalon, os meus Espelhos Mágicos, a minha Terra do Nunca, o meu Santo Graal, o meu Mundo de Aventuras, a minha Eternidade e Imortalidade, a minha lenda pessoal.

São simplesmente o mais próximo que alguma estarei do Divino!


Muito obrigado por tudo o que me ensinaram e ainda me vão ensinar. É um prazer para sempre renovado partilhar convosco este planeta e este tempo.


Um beijo-elefante e uma carícia-formiga...

Amo-vos!


Pai Paulo
Nota Final: Os créditos das fotografias vão todos para a Mãe Natalina.

Feira do Livro





Confesso que este ano a Feira do livro passou-me completamente ao lado. Na verdade nem sequer me apercebi que a mesma estivesse a acontecer (e quem fala a verdade não merece castigo, não é verdade?). Também devo confessar que prefiro muito mais ir a uma boa livraria e perder-me lá dentro - nos livros e no tempo - do que ir à Feira do Livro, onde milhares de livros entram pelos meus olhos, numa cacofonia visual emoldurada pelo calor que normalmente se faz sentir nesta época do ano. Fico sem saber o que olhar, pegar, desfolhar ou comprar... e normalmente acabo por não comprar mesmo nada. Quanto aos descontos nos preços, à excepção dos livros do dia, também não os acho nada convidativos. Ou se compram mesmo muitos livros - uma ideia que normalmente entra em confronto com as traças que saem das carteiras abertas dos portugueses - ou então o dinheiro que se poupa em descontos não dá nem para pagar os comprimidos contra as enxaquecas que teimam sempre em aparecer-me quando visito este evento. Isto, como é óbvio, é apenas uma opinião pessoal que não pretende tirar qualquer mérito a tão importante evento, fundamental - desde que bem produzido - na promoção da leitura em todas as idades.

Em cima apresento fotografias do stand da editora "Livros Horizonte" que me foram enviadas pela minha amiga Manuela, funcionária dessa mesma editora, e que não obstante a sua qualidade (telemóvel) surpreenderam-me pelo seu conteúdo. Obrigado Manuela, pela sua constante atenção.

Post Scriptum: Pela Manuela, fiquei também a saber que "O Cuquedo" esgotou completamente, e que nas próximas três semanas sairá a segunda edição.
Paulo Galindro

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Cócó

Há alguns dias, dediquei aqui um post a uma vitória recente do meu filhote Miguel, no que às necessidades físicas de carácter liquido diz respeito. Pois bem, já que o querubim está em maré de pequenas grandes vitórias, é com um imenso prazer que informo que nesse glorioso dia que foi o 29 de Maio de 2009 D.C., Sua Majestade, Príncipe e Cavaleiro Miguel II "O Maroto" fez o seu primeiro Cócó no bacio real (vulgo penico), marcando oficialmente a sua demanda na busca pela independência desse objecto inestético, poluente e muito infantil chamado Fralda.

Cuecas ao poder!

A ilustração acima apresentada é de um livro fabuloso chamado "A arte do penico" e é da autoria do ilustrador Jean Claverie. Foi editado em Portugal pela editora Terramar. Recomendado a todos aqueles que se interessam pelas considerações filosóficas de uma criança em torno deste objecto de culto.

Por Paulo Galindro

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Sonho 3: Música

"Guitarra" por pablo Picasso em 1913


Eu amo música. Não interessa o género, o ritmo, o estilo ou qualquer outra gaveta onde se possa categorizá-la. Qualquer conjunto de notas musicais que faça ressoar as cordas da minha alma como se de um diapasão se tratasse, terá a minha devoção total, sem reservas. Isto não significa, como é óbvio, que as cordas que tenho dentro de mim vibrem com qualquer coisa que por instantes rapte os meus ouvidos. Na verdade, exijo da música muito mais do que esse pequeno delito. Exijo que me rapte todos os sentidos, os cinco e todos os outros que não se vêem. Exijo que me tome por inteiro e que me transporte para outros lugares, outros tempos, outras culturas. Exijo que me eleve e enleve. E quando isso acontece, "It´s a kind of magic".
Por tudo isto, decidi finalmente ser algo mais do quer mero agente passivo. Quero ser música... experimentá-la pessoalmente, sentir no peito notas produzidas por mim, por isso vou mergulhar no meu sonho de infância de aprender a tocar guitarra, e também alguma teoria musical. Não é uma cítara, violoncelo, contrabaixo ou saxofone, os meus instrumentos de eleição, mas tem um som lindo e aconchegante, é transportável e relativamente fácil de aprender.

A primeira aula já está marcada.
Paulo Galindro

sexta-feira, 22 de maio de 2009

XIXI


Perdoem-me o título meio estranho deste post, mas já que falamos das vitórias dessas pequenas e lindas criaturas que saíram de dentro de nós, e que infelizmente não trazem manual de instruções (suspeito mesmo que muitos dos manuais que estão à venda foram escritos por quem nunca os teve!) , gostaria de deixar aqui registado que o nosso Miguel (2 anos e 7 meses) já fez o seu primeiro xixi na sanita. As pinguinhas foram poucas e a muito custo, mas o orgulho irradiado pela sua cara foi imenso.

A ilustração acima é da autoria de um ilustrador e autor de BD Galego chamado Kiko da Silva, de que gosto muito. Um dos livros ilustrado por ele - e que tem o sugestivo e oportuno título "Cando Martiño Tivo Ganas De Mexar Na Noite De Reis", editado pela editora Kalandraka - foi um dos livros preferidos do João quando era mais pequeno. Devo ter lido umas 50.000 vezes.

Paulo Galindro

terça-feira, 19 de maio de 2009

Caçador de talentos

Hoje descobrimos talentos novos cá em casa...


Em pontas, o Miguel revela orgulhosamente talento para o Bailado Moderno, numa coreografia que poderia ser assinada por Olga Roriz, e intitulada "Blues contemplativo para talher de plástico azul dissonante perdido em gaveta aberta cheia de talheres de metal e palhinhas para beber o leite".



Armado com lápis de cera, o João apresenta uma proposta interessante de apropriação das paredes da casa de banho, numa reinterpretação pós-moderna e abstracta da sua mãe e de um dragão (Freud iria adorar!), com fortes influências de um trompe l'oeil neo-barroco com pozinhos de cubismo.

Nada mau para um dia só!


Paulo Galindro

segunda-feira, 18 de maio de 2009

2º Encontro Nacional de Ilustração no Masculino




Como se não chegassem as 800 milhas (cerca de 1287 quilómetros) percorridos neste últimos dias em terras de William Wallace, Robert de Bruce e da banda Snow Patrol (e em contramão, já que lá se conduz à esquerda), assim que pisei terras lusitanas tive logo de me fazer à estrada para participar no 2º Encontro Nacional de Ilustração no Masculino, em São João da Madeira (aproximadamente a 300 quilómetros de Lisboa). Mas a viagem valeu bem o esforço, já que foram 3 dias fabulosos onde tive a honra de conhecer muitos ilustres ilustradores cujo trabalho sempre admirei. Durante este período aconteceram inúmeras palestras, foram realizadas pelos ilustradores várias oficinas/workshops em escolas e para o público em geral, e foram lançados diversos livros. Dos laços que se criaram entre os ilustradores, surgiram imensas tertúlias onde se trocaram experiências, saberes e técnicas. Não podia ter sido melhor.

Tivemos a oportunidade de visitar algumas das várias fábricas de renome que povoam a região, das quais destaco a nossa querida Viarco, (uma viagem inesquecível no tempo); a Cartonagem Trindade, (uma verdadeira surpresa... uma empresa ultramoderna e dinâmica, extremamente conhecida internacionalmente, à qual muitas das marcas topo-de-gama que conhecemos recorrem para a execução das embalagens que emolduram os seus produtos) e a Fepsa (uma fábrica de feltros para a indústria de chapelaria, de onde saem os chapéus, - entre outros - para a Royal Canadian Mounted Police, para a comunidade Amish e para grande parte dos chapéus que povoam as cabeças texanas).

Um grande agradecimento a todos quantos se dedicaram de corpo e alma à realização deste evento, ao Sr. Carlos Manuel da Silva Coelho, Presidente da Junta de Freguesia, e à Sylviane Rigolet, Comissária do evento. Uma palavra de apreço para a Ana Lúcia, que foi incansável na coordenação de uma míriade de detalhes que um evento desta envergadura envolve.

Quero ainda agradecer a todos aqueles que me solicitaram a realização de um Workshop. De facto, o receio de não conseguir ter tempo para me preparar levou-me e recusar o convite para realizar workshops e palestras - uma decisão de, confesso, que me arrependi bastante. Foi pois com grande surpresa e comoção que assisti a um movimento espontâneo de um grupo de pessoas que manifestou o seu interesse em participar num workshop realizado por mim. E foi espontaneamente que acabaria por fazê-lo... em 3 horas tivemos a oportunidade de abordar um manancial de assuntos de interesse para todos os participantes (a maioria eram professores), e pude ainda realizar uma ilustração onde expliquei muitas das minhas técnicas. Um muito obrigado por este momento. Espero que tenham gostado.

Paulo Galindro
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