quarta-feira, 14 de abril de 2010

IluXStrações






SSão ilustrações tamanho XS (13 x 17 cm, mais coisa menos coisa) mas feitas com muito carinho pela Natalina, com papel, pedaços de tecido descobertos aqui e ali, caneta e outras coisas mais... e só custam 5 euros (+ portes de envio).
Se quiserem encomendar, é fácil... basta enviarem-nos um mail, ligarem-nos para o telemóvel, fazerem sinais de fumo, meterem-se connosco no Facebook ou, caso nenhum destes sofisticados meios funcione, atirarem uma garrafa para o Rio Tejo com uma mensagem lá dentro.
Agora vou colocá-las na montra da nossa loja virtual.

Paulo Galindro

domingo, 11 de abril de 2010

Amor aos livros




Já muitas vezes tentei explicar o quanto amo os livros, e não consigo. A última tentativa foi no evento XI Mora Caiada de Contos, onde no passado dia 7 tive o privilégio de dar uma palestra. E porquê? Porque o amor, seja qual for a sua expressão, não se explica. Pelo menos assim pensava eu até dar de caras com este vídeo.

Paulo Galindro

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Dia da Árvore

Dia Mundial da Árvore
Técnica mista sobre MDF
21 x 30 cm

Esta ilustração é uma das 6 ilustrações a realizar por mim para a capa do destacável "Rebentos" que integra a publicação bimestral "Folha Viva", uma revista de ambiente do Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio de Coina, produzida pela Divisão de Sustentabilidade Ambiental da Câmara Municipal do Barreiro. Como é óbvio, todas as ilustrações terão como tema o ambiente. Esta em particular ilustra o Dia Mundial da Árvore - 21 de Março - o dia em que a referida publicação ficou disponível.


Paulo Galindro

domingo, 4 de abril de 2010

Em Itália #5: Terra de Siena queimada


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Agora percebo a razão do nome do famoso pigmento que deu origem à cor Terra de Siena Queimada. Siena é uma jóia feita de um 1.000.0000 de tons ocres, castanhos, verdes, amarelos... uma patine de cores queimadas pela passagem dos tempos e do tempo.
É uma cidade tão pequena que se pode conhecer num dia, e no entanto, percorrer as suas ruas labirínticas  é uma fonte de prazeres sensoriais inesgotável... sinto que poderia aqui viver um ano e continuar a ser uma surpresa deambular por aqui. Mas desenganem-se se pensam em grandes revelações visuais ou em monumentos inesquecíveis... Siena é feita de pequenos pormenores, de recantos que só se desvendam a quem os merecer... é feita de cheiros, dos aconchegos das suas lojas de produtos alimentares.... é feita de toque, de texturas e irregularidades, de paredes tortas e janelas que as furam, aperaltadas com flores, estendais e cortinas que nos convidam a conhecer quem vive por detrás delas. É feita de subidas e descidas tão íngremes que quase precisamos de um Sherpa para as subir ou descer, respectivamente. E é feita de caracóis. Isso mesmo... caracóis. Há figuras de caracóis por todo o lado. Ainda não descobri o porquê, talvez seja um símbolo para a cidade, decorrente da sua história. Mas para mim, basta-me a ideia de que a melhor forma de usufruir este tesouro, é mesmo percorrer o empedrado das suas ruas ao ritmo de um caracol.

Assim terminámos a nossa pequena visita a este belíssimo país. Daquilo que tínhamos programado, algumas coisa ficaram por ver. Mas não nos importamos porque sabemos com toda a certeza de que voltaremos aqui.

Paulo Galindro

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Em Itália #4: Mais um pouco de Florença











Peço perdão por repetir um pouco o conteúdo do post anterior, mas a Basílica di Santa Maria Del Fiori tocou tanto a minha sensibilidade de arquitecto e de ilustrador que não poderia deixar de o fazer. Para que possam fazer uma ideia um pouco mais aproximanada da grandeza desta obra, apresento mais umas fotografias dos frescos da cúpula, mas com uma definição e dimensão maiores. Deste modo, se clicarem nas respectivas imagens podem visualizá-las com muito mais detalhe. No que se refere à escala da pintura, que nas fotografias nunca é muito clara a não ser que apareça uma pessoa que permita a comparação (e neste caso só se fosse o Homem-aranha), saibam por exemplo, que as personagens que ilustram a base da cúpula devem ter aproximadamente 3,50 metros, sendo que a sua dimensão vai reduzindo à medida que se aproximam do ponto mais alto, junto ao óculo (que representa a ascensão ao céu) para um efeito perspéctico de cortar a respiração.
Tendo eu já executado alguns (muito humildes) murais, apenas em alguns deles a ilustração se desenvolveu um pouco pelo tecto, que nunca apresentou um pé-direito superior a 3 metros e uma área superior a 12 m2. E posso afirmar que é extremamente difícil: em pouco tempo o sangue deixa de circular no braço e este começa a perder sensibilidade e a pesar 1000 kg, o pescoço começa a doer e a pintura começa a ressentir-se. Nesse momento tudo o que queremos é acabar rapidamente o trabalho e juramos a pé juntos que nunca mais nos meteremos noutra igual. Agora imaginem o que é pintar um tecto com 3600 m2 a uma altura de aproximadamente 25 andares, durante 11 anos.

Uma nota final.... dizer que esta basílica tem uma cúpula é apenas uma força de expressão... na verdade, são duas cúpulas... uma exterior e uma interior, com um espaço percorrível pelo meio, como se pode ver nas fotografias acima. É uma sensação estranha percorrer este espaço intersticial, que de tão opressivo é impróprio para cardíacos e claustrofóbicos, sabendo que sob os nossos pés se estende uma superfície curva pintada com o Juizo Final, e sob as nossas cabeças, quase a tocar-lhes, uma superfície curva que nos protege do céu.

Paulo Galindro

quarta-feira, 31 de março de 2010

Em Itália #3: Florença



























Talvez por temos chegado de carro a esta cidade, a primeira impressão que tivemos foi extremamente negativa. Um meio urbano caótico, barulhento, sujo e muito pouco amigável para os peões. Aliás, no capítulo da condução, por mais incrível que pareça, os italianos são muito mais agressivos e desrespeitadores do que os portugueses. Não exagero ao afirmar que mete mesmo muito medo atravessar numa passadeira onde não haja sinais luminosos, e Florença foi o exemplo máximo disso.
Capital da região da Toscânia e Berço do Renascimento italiano, o seu centro histórico, como não poderia deixar de ser, é deslumbrante. O seu traçado transparece a nobreza da sua história, e a monumentalidade dos templos o poder da igreja. E quando digo monumental, o melhor será dizer MONUMENTAL... A Basílica di Santa Maria Del Fiori é descomunal. Com 153 metros de comprimento, 38 metros de largura na nave central e 90 metros no transepto, o seus arcos atingem 23 metros de altura, e o cume da cúpula cerca de 90 metros. Os frescos da cúpula - que representam cenas do Juizo Final - foram iniciados por Giorgio Vasari e terminados por Federico Zuccari. É uma pintura com 3600 m2 e demorou cerca de 11 anos a ser finalizada. Tê-la visto tão de perto após subirmos 500 degraus foi inesquecível, e uma arrebatadora lição de humildade para quem faz uns meros rabiscos nas paredes.


Paulo Galindro
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