domingo, 26 de setembro de 2010

Sinergias+S3: Antecipação



















Fotografias de Paulo Galindro



Aconteceu na passada sexta-feira. Sinergias+S3...

5 artistas plásticas
Natalina, Julieta, Eva, Raquel e Teresa

+

4 músicos
Marc, António, Paulo e Ricardo

=

muita química.

Estes foram os momentos que antecederam o Momento.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Uma ilustração para ajudar a Ajudaris 2: "Os nossos dias no Jardim Escola"

"Os nossos dias no Jardim-escolar"
Técnica mista sobre MDF
43x19 cm

Esta ilustração é o contributo da Natalina para a Associação Ajudaris, que irá publicar um livro com todos os trabalhos dos ilustradores intervenientes. Todos os lucros da venda deste livro irão reverter para diversas iniciativas desta associação cujo objectivo, como já disse aqui, "(...) é a promoção de diversas actividades de carácter social e humanitário, que contribuam para o atenuar dos graves problemas existentes na Sociedade actual, indo actuar em áreas tão específicas como a do auxílio no combate à pobreza persistente e às novas formas de exclusão social, bem como, visando a criação e manutenção de diversas Respostas Sociais."
a história que calhou à Natalina ilustrar foi escrita pelas crianças dos bibes amarelos, encarnados e azuis da Infantil do Jardim-escola João de Deus, no Porto (curiosamente, foi esta a escola onde ela tirou o curso de Educadora-de-Infância, em Lisboa)


Os nossos dias no Jardim Escola 

Era uma vez uns meninos de todos os tamanhos: pequenos, médios e grandes. O Guilherme, o Tomás, a Julieta, a Gabriela e muitos outros que queriam a mãe e que choravam, e que quando a mãe se ia embora diziam: “queremos a nossa mãe”.
Quando choravam, a Helena dizia: “não chores que eu chamo a tua mãe”. Uns meninos choravam, mas outros não choravam.
Cresceram mais um bocadinho e deixaram de chorar para começarem a brincar e a jogar.
No bibe amarelo comiam bolachas, dormiam, brincavam, picotavam, ouviam histórias, jogavam jogos e viam filmes.
Cresceram mais um bocado e foram para o bibe Encarnado.
Gostam da Sofia e fazem actividades como: o terceiro e o quarto Dom de Fröebel, fazem construções com legos, com madeiras, com algarismos, fazem dobragens e tantas coisas mais.
Também gostam de ir às visitas e gostaram muito de ir ao Museu do Carro Eléctrico.
Finalmente, vamos para o bibe Azul e a Rosa apresentou-nos a Cartilha. Começámos a fazer os cadernos e depois de os acabar fazemos cópias. À tarde temos matemática.
Quando um grupo acaba a Cartilha ganha balões ou smarties.
Aprendemos o A, E, I, O, U e as consoantes (cêke, rêre e sezêxe).
Lemos livros e temos Inglês e aulas de Música e Ginástica.

Coisas de Pai Babado





Há uns dias atrás, o Miguel, que faz 4 anos em Outubro, presenteou-nos com duas manifestações da sua criatividade. A primeira delas, um bilhete, um pequeno bilhete em que ele me escreveu uma mensagem (é espantoso como já se percebe perfeitamente a presença de letras, ainda que de forma embrionária) que diz mais ou menos isto: "O meu pai é o homem mais lindo do mundo, e o mais forte, e o mais charmoso e também o mais espectacular do universo!"*. O segunda é um desenho simplesmente delicioso de uma figura humana que me surpreendeu muito pelo seu grau de sofisticação e rigor. Está simplesmente lindo.

(*) Nota final: Estava a brincar. na verdade, quando pedi ao Miguel para me dizer o que está escrito no bilhete, ele leu o seguinte "O pai é um piolho e uma pulga!". Ora toma lá e  embrulha! Educamos os nosso filhos para isto. Só faltou mesmo dizer que o aspecto símio da sua obra de arte retratista se inspirou directamente na minha cara! aiaiaiai!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Uma ilustração para ajudar a Ajudaris: "A menina invulgar"

"A menina invulgar"
Técnica mista sobre MDF
43x19 cm




Pelo segundo ano consecutivo, vários ilustradores contribuiram voluntariamente com o seu trabalho na angariação de fundos para a Associação Ajudaris, uma associação sem fins lucrativos cujo objectivo é a promoção de diversas actividades de carácter social e humanitário, que contribuam para o atenuar dos graves problemas existentes na Sociedade actual, indo actuar em áreas tão específicas como a do auxílio no combate à pobreza persistente e às novas formas de exclusão social, bem como, visando a criação e manutenção de diversas Respostas Sociais. A cada um dos ilustradores coube ilustrar um conto escrito por um grupo de crianças de uma determinada escola, a publicar em livro. Este ano, a minha história foi esta:

"A menina invulgar"
Um conto escrito pelos alunos do 4º ano do Colégio de Nossa Senhora da Bonança


Era uma vez uma linda árvore onde nasciam frutos e pássaros de várias cores. Num dia normal, igual aos outros, nasceu um pássaro novo: a sua cor era verde.
Passaram vários anos e o pássaro foi crescendo. Aprendeu a cantar, dançar, falar, andar e a voar.
Numa sexta-feira, a árvore, que era a mãe do pássaro, foi às compras. Nessa altura, o pássaro estava a dormir e acordou com bastante fome. Não havia nada para comer, pois era a mãe que lhe dava a comida. Olhou à sua volta e viu uma bela pêra caída no chão. Não sabia se a pêra era boa, mas com a fome que tinha, não hesitou. O sabor da pêra era estranho.
– Mmmm... que sabor é este? Sabe a... a... já sei! A uma espécie de côco com baunilha! Mas se tirar a parte amarga, até é bom! – gritou o pássaro.
De repente, sentiu algo estranho a acontecer. Olhou para as águas do rio e viu uma linda menina com cabelos verdes e olhos azuis.
Logo a elogiou:
– Olá! Que linda és! Como te chamas? E por que é que dizes tudo o que eu digo? Como é que sabes o que vou dizer a seguir?
De repente apercebeu – se que era o seu reflexo que via nas águas e depressa exclamou:
- Espera, sou eu!!!!!! O que é que se passa comigo? Sou uma miúda! Mas pelo menos ainda continuo a saber voar! Tenho de ir contar à mãe.
A dona árvore chegou das compras cheia de sacos. Mal viu a menina em frente ao espelho, disse:
– Olá, o que fazes aqui?
– Mãe, sou eu, o teu filho! - respondeu o pássaro.
– Mas o que te aconteceu, filho? – disse a mãe árvore preocupada.
– Estava cheio de fome e vi uma pêra, então comi-a. Sabia-me a côco com baunilha. Quando acabei de comer, transformei-me em menina! – gritou o pássaro aflito.
– Não te preocupes, filho ou filha, eu vou sempre amar-te da forma que és! – disse a mãe orgulhosa.
Passados alguns anos a menina pássaro ia todos os dias sentar-se num ramo da sua mãe e conversar com ela.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sinergias+S3... Lady's Night


Uma vez mais, a música irá perder-se de amores pelas tintas e os pincéis. Um novo evento Sinergias+S3 irá acontecer no próximo dia 24 no edifício Somafre, em Telheiras. E desta vez será uma viagem pela sensibilidade feminina. A Natalina irá participar, e também a Julieta Franco (a mãe do universo "Era uma vez um sonho"), a Teresa Trigalhos, a Raquel Terena e a Eva Dias. Apareçam... estão todos convidados. E a entrada é gratuita.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eu e os Alfaiates dos Livros



As férias já voaram em perseguição do sol de Verão, que aos poucos se aproxima do horizonte. E é do horizonte que já se sente uma brisa de meia estação que eu confesso, adoro. E com esta brisa começam a surgir novidades, e eu já tenho a primeira delas. Há uns meses atrás, fui contactado por uma empresa de consultoria editorial que me propôs uma relação de parceria enquanto ilustrador. Trata-se de um colectivo que há muito eu já seguia através do blog Blogtailors, e que é sobejamente conhecido por quem ama os livros e todo o universo que os rodeia. Deste modo, é com um imenso prazer que informo que a partir deste momento, a minha muito modesta e ainda curta carreira de ilustrador passará a ser representada pela Booktailors - Consultores Editoriais, mais especificamente na pessoa de Paulo Ferreira, o meu agente e com quem me orgulho muito trabalhar.


BOOKTAILORS - CONSULTORES EDITORIAIS

Rua Nova do Almada, 59, 3º andar
1200-288 Lisboa
Portugal
T: +351 21 346 12 66
E: info@booktailors.com

terça-feira, 31 de agosto de 2010

É doce fazer o Nada - Parte 4









































São Torpes, 28 de Agosto de 2010


O surf é tudo aquilo que está antes, durante e depois do surf.
São os preparativos. É o acordar cedo.
É o carregar da prancha pela escada abaixo, por não caber no elevador.
É a preparação de sandes de atum e afins.
É a viagem.
É o destino.
É a angústia de não haver ondas.
É a angústia de haver ondas grandes de mais.
São as brincadeiras com os miúdos.
São os pêlos das pernas arrancados ao vestir o fato.
É o wax peganhento devido ao calor.
É a primeira água que entra dentro do fato e que nos arrepia a pele.
São os amigos, os grandes amigos.
São as conversas sobre tudo e sobre nada, em cima das pranchas.
É o gesto de adeus que os meus filhos me fazem a partir da areia. 
São as figuras tristes que fazemos.
É o escaldão na careca.
São as grandes ondas que fazemos sem saber como.
São os peixes que por vezes saltam a um metro de nós.
É o andar enrolado na onda sem saber onde fica o sol e o céu.
É o nariz a pingar como se um oceano inteiro coubesse lá dentro.
É a pele salgada (céus, como gosto de a manter assim, temperada, durante várias horas).
São os pêlos das pernas arrancados ao despir o fato.
É o sentimento de profunda harmonia com o mar, com o universo.
É o querer voltar.


É bom fazer o Nada - Parte 3


























O 2º dia em Sevilha foi passado no parque temático Isla Magica. foram 11 horas de pura e intensa diversão. Há brinquedos para todas as idades, gostos e corações. Eu, por mim, prefiro os que envolvem descargas de adrenalina a rodos.
O calor foi muito, mas a água é omnipresente. E a água em movimento é o elemento que mais gosto de fotografar.
Complicado foi o final do dia, em que tivemos de fazer quase 500 quilómetros para voltar a casa, isto depois de termos sido sacudidos, esticados, empurrados, revolteados, abanados e revirados do avessos.
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