terça-feira, 31 de agosto de 2010

É bom fazer o Nada - Parte 3


























O 2º dia em Sevilha foi passado no parque temático Isla Magica. foram 11 horas de pura e intensa diversão. Há brinquedos para todas as idades, gostos e corações. Eu, por mim, prefiro os que envolvem descargas de adrenalina a rodos.
O calor foi muito, mas a água é omnipresente. E a água em movimento é o elemento que mais gosto de fotografar.
Complicado foi o final do dia, em que tivemos de fazer quase 500 quilómetros para voltar a casa, isto depois de termos sido sacudidos, esticados, empurrados, revolteados, abanados e revirados do avessos.

É doce fazer o Nada - Parte 2




















Visitámos Sevilha durante um dia.
Pé-ante-pé, percorremos alguns quilómetros da cidade
Porque é só assim que se conhece uma cidade,
devagar, com vagar e a divagar.
Ficámos maravilhados.
Sevilha foi uma enorme surpresa.
Imponente, confortável, sedutora, sensual,
e quente... muito quente.
46º Celsius de um calor que vem de África,
uma temperatura que há noite, por todos os cantos da cidade, se transmuta em dança e música.
As Sevilhanas e o Flamenco entranham-se melhor por aqui.

No fim, como é óbvio, ficou por ver e sentir muita coisa.
Mas isso é bom, pois fica a vontade de voltar.

Nota final: Há uns anos atrás, fiz uma pesquisa sobre a origem do meu último nome. Entre muitas coisas, e após diversos contactos, descobri que Galindro (ou Galindo, a raiz é exactamente a mesma) é um nome de origem espanhola e que está profundamente ligado à história do México (o que não é necessariamente um boa notícia, pois os primeiros colonos deste país foram os expatriados, os condenados e os indesejados da Europa). E de facto, nestes dois países e em muitos outros países da América Central e do Sul, o nome Galindro é comum. O que não estava nada á espera é da surpresa que o beco - que surge na quarta fotografia - me reservava.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

É doce fazer o Nada - Parte 1

















Cabanas de Tavira, Agosto de 2010




"To see a world in a grain of sand,
And a heaven in a wild flower,
Hold infinity in the palm of your hand,
And eternity in an hour.(...)"

William Blake in "Auguries of Innocence"


É doce fazer o Nada,
e termos tempo para fazer o Tudo.
É doce deixar que o horizonte nos ocupe 360 graus da geografia da alma,
e que grãos de areia nos preencham cada canto do corpo.
É doce repararmos nos pequenos Nadas
que estão ali desde sempre,
e que ali ficarão para sempre á nossa espera,
até que tenhamos novamente tempo
para fazer
Nada

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Com a cabeça, o corpo (e tudo o resto) na Lua





Nos próximos dias estaremos na Lua, num parque de campismo mesmo nas margens do Mare Tranquillitatis. Contamos ainda dar uns mergulhos no Mare Serenitatis, mas só se as radiações cósmicas e os ventos solares o permitirem. Em caso de necessidade - o apocalipse, um terramoto de proporções bíblicas,  o armagedão, invasão de extraterrestres, uma praga mundial de carrapatos ou qualquer outra coisa de importância semelhante - sintam-se à vontade para nos contactar. Para tal, enrolem a mensagem numa pedra e atirem-na com suficiente força. Se precisarem de apoio técnico, contactem a Nasa.

Até já Amigos!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

"(...) eu (...)"






"Inútil definir este animal aflito.
Nem palavras,
nem cinzéis,
nem acordes,
nem pincéis
são gargantas deste grito.
Universo em expansão.
Pincelada de zarcão
desde mais infinito a menos infinito."


António Gedeão, in ‘Movimento Perpétuo’


No meu 40º aniversário, uma grande GRANDE amiga ofereceu-me o livro "As pequenas memórias" do saudoso José Saramago. Lá dentro, num marcador de cartolina verde, ela escreveu este poema de António Gedeão, por considerar que define na perfeição a minha essência.

Todos os dias o leio como se de uma mantra se tratasse. E todos os dias me sinto profundamente identificado com o seu sentido.

Acertaste em cheio amiga!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...