Não sei qual vai ser a vingança dela quando lhe tirarmos estes adereços. Na dúvida o melhor é fechar a gaveta onde tenho a roupa interior à chave.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Vida de Cão(dela)
Não sei qual vai ser a vingança dela quando lhe tirarmos estes adereços. Na dúvida o melhor é fechar a gaveta onde tenho a roupa interior à chave.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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23:00
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Skye
sábado, 26 de março de 2011
Eu quero envelhecer assim
Eu, por mim, não me importava nada de envelhecer assim.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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15:10
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O caminho faz-se a andar
São aproximadamente 50 km , 2 horas de viagem (i.e., 100 km em 4 horas diárias) em 4 transportes públicos (TP).
E já que falo de números, em 9 anos, e durante quase 9000 horas já percorri aproximadamente 220.000 km em transportes públicos, o que significa que já dei quase 6 voltas ao nosso planeta (que tem um perímetro aproximado de 40.000 km). E isto só contabilizando o tempo em que trabalho no Barreiro, porque desde os 18 anos que ando de transportes, e sempre aproximadamente à mesma distância casa - trabalho.
Enquanto faço uma pequena pausa para tomar um frasco de anti-depressivos do tamanho da minha cabeça pelos números acima referidos, quem neste momento me está a ler irá pensar uma de duas coisas: ou sou masoquista, ou estou com excesso de tempo livre. No que se refere à primeira razão, talvez até haja um fundo de verdade. Quanto à segunda razão, muito pelo contrário. Nuca tive tão pouco tempo livre na minha vida. Na verdade, tenho neste preciso momento uma ilustração aqui mesmo ao meu lado que sei me roubará umas boas 10 horas. Ao fazer este post, estou na verdade a "fugir com o rabo à seringa", ou, em termos mais técnicos, a procrastinar.
Sabem, não obstante as greves, as avarias, a filas, os apertões e empurrões, o calor infernal no Verão, os ares condicionados avariados, os atrasos, as discussões, os temporais (quem já fez a travessia do Tejo de barco num dia tempestuoso sabe do que estou a falar), o stress dos horários, os suicídios (é muito triste, mas ocorrem em determinados períodos do ano, o que dava um bom estudo sociológico), o andar carregado de tralha, a imbecilidade de alguns funcionários, na verdade, gosto muito de andar de TP.
Durante um ano da minha via, decidi dar o benefício da dúvida ao carro, mas depressa cheguei à conclusão ter sido uma das coisas estúpidas e caras que decidi fazer. Sinceramente, não consigo perceber onde está o conforto em estar fechado num cubículo com 2 m2, cercado por todos os lados por um mar de chapa, plástico, vidro, CO2 e buracos de ozono, onde a única coisa que posso fazer é observar o senhor da fila da direita a degladiar-se para arrancar os pêlos dos ouvidos, a senhora da fila da esquerda a fazer prospecção e introspecção nasal, o casal do carro de trás a tentar interpretar em buzinadelas "A Cavalgada das Valquírias" de Wagner, e, á frente, uma manada de energúmenos que, com o enorme sentido cívico que caracteriza os portugueses, tudo fazem para furar a fila e enganar tudo e todos, pisando traços contínuos e fazendo todo o tipo de manobras perigosas enquanto exercitam orgulhosamente o dedo médio e pensam no quanto são espertos e os outros, por oposição, parvos. E, muito especialmente, não tenho a mais pequena pachorra para todos aqueles que se dedicam a defender animosamente o ambiente, a ecologia, a mobilidade sustentável, os TP, a bicicleta, o andar a pé, num fervilhar de discursos e palestras e iniciativas cheios de boas intenções, mas que, por nenhuma razão em especial, nunca puseram os pés num TP em percursos casa-trabalho curtos e bem servidos de transportes, e quem nem mesmo os preços de ourivesaria dos combustíveis e um país que se está a afundar parecem querer fazer mudar de ideias, e que usam como alibi a ideia de que os TP não funcionam, cegos para o facto de que é exactamente o excesso de carros que provoca muitos dos problemas nos TP.
É verdade que se torna muito cansativo, e por vezes desesperante. Quem me conhece sabe os efeitos que em alguns dias - especialmente a partir da 4ªs feiras - tem em mim, mas mesmo assim, adoro andar de TP. Permite-me ler muitos bons livros, desenhar e pintar (todos os trabalhos de ilustração que fiz até agora nasceram nos TP), ouvir música, dormir, sonhar acordado, deliciar-me com a paisagem e com nascer e pôr do sol gloriosos, mudar de trajecto, conhecer pessoas, ouvir pessoas, falar com pessoas, atender telefonemas dos meus amigos, beber um café, assistir no meu telemóvel a inúmeras e inspiradoras conferências TED, andar a pé, manter a linha, amar o coração, apanhar chuva, sentir o vento que vem do rio, dar o meu humilde contributo para que o mundo não perca as cores, ou, porque não, fazer absolutamente nada enquanto alguém me conduz ao trabalho.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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quinta-feira, 24 de março de 2011
Verdadeiramente inspirador... obrigatório ver!
Verdadeiramente inspirador. Na verdade, uma das coisas mais inspiradoras que cruzou a minha vida nos últimos tempos, de uma das poucas pessoas que admiro... Steve Jobs, o senhor Apple.
Obrigado, David Pires, pela partilha deste Mantra. És um amigão.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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19:31
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Bonjour
"A dúvida é o principio da sabedoria."
Khalil Gibran
![]() |
"A dúvida é o principio da sabedoria."
Aristóteles
"A tristeza é um muro entre dois jardins"
"A tristeza é um muro entre dois jardins"
Khalil Gibran
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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segunda-feira, 21 de março de 2011
Bonjour Tristesse
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| "Bonjour Tristesse" por Paulo Galindro, Lápis sobre Moleskine, 2005 |
São muito os sinais enviados pelo meu corpo de que algo já vai muito mal, e que mais tarde ou mais cedo vai ter de ocorrer um salto quântico. Mas o quê? E como, num país que tal como eu, aos poucos se está a afundar e onde todos lutam para conservar o emprego?
Hoje sinto-me assim, só, perdido, desmotivado, profundamente triste, e, acima de tudo, desesperançado. E essa é mesmo a parte pior... não saber onde anda a minha fé. Mas sei que se continuar neste ritmo avassalador, mais cedo ou mais tarde a minha vida até agora plena da cor de arco-íris, tornar-se-á um monte de ruínas com 8 escalas de cinza. E o processo já começou.
Perdoem-me este momento, mas escrevo de mim para mim, na esperança que o espaço entre estas linhas esconda uma luz, nem que seja a de um pequeno pirilampo cansado, de que agora tanto necessito.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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Karaté e um cinturão novo
Este Sábado foi dia de estágio de Karaté para o João (cinto castanho) e o Miguel (cinto branco com 1 risca amarela). Para o Miguel foi também o dia de mudança de cinto (para branco com 2 riscas amarelas). Devido à diferença de idades tive que esperar 4 horas para que chegasse a vez do grupo do João. Durante este tempo deu tempo para desenhar (eles e eu), fazer macacadas no insuflável (eles... e eu roído de inveja), dormir (o Miguel) e fazer um pequeno teste com uma aplicação do meu telemóvel chamada Timelapse, e que promete ser uma óptima ferramenta para fazer os vídeos "making of" (ver vídeo).
E por falar em insufláveis, escusado será dizer que o Miguel ficou insuflado de orgulho pela mudança de cinto.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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domingo, 20 de março de 2011
Super Lua
A lua estava grande... não tão grande como imaginava, mas grande o suficiente para alimentar ainda mais o fascínio que tenho por esta esfera omnipresente na nossa vida, mas que na maior parte das vezes nem damos por ela.
Por isso mesmo, fotografá-la foi hoje um pouco mais fácil...
Gosto da ideia que a Lua influencia a minha vida. Mesmo que possa não não ser uma verdade cientificamente comprovada, eu sei que influencia e muito. Desde que comecei a fazer surf, tornei-me mais consciente dos ritmos da natureza, muito especialmente das fases lunares e das marés, e quando isso acontece, é como se viajasse no tempo, ao tempo em que o ser humano vivia em total harmonia com o universo.
Talvez o nosso maior problema seja esse... habituámo-nos à ideia de que vivemos totalmente separados da natureza que nos rodeia, como se dela fossemos meros observadores passivos. E isso está tornar-nos neuróticos, alienados e acima de tudo orfãos.
Querem voar até à lua?
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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sábado, 19 de março de 2011
Dia do Pai e uma lua muito gorda
![]() |
Uma interpretação do conto de Italo Calvino, incluído no livro “Cosmicómicas” Acrílico sobre tela, por Paulo Galindro, em 2003 |
Pois é... hoje é o Dia do Pai. O oficial, já que os outros 364 dias também o são. Mas também é um dia especial por uma outra razão: a lua hoje vai estar grande e gorda lá no céu, lá pelas 19:00. A causa deste fenómeno chama-se Perigeu Lunar, ou seja, devido à sua órbita elíptica, a lua vai estar mais próxima da terra cerca de 50.000 quilómetros. A última vez que isto aconteceu foi em 1993, e a próxima será em 2029 quando eu tiver 59 anos. Por isso meus amigos, preparem os binóculos, telescópios, microscópios, estetoscópios, estroboscópios e fotocópios, peguem nos vossos filhotes se os tiverem (se não os tiverem, peguem na vossa companheira e aproveitem este momento ultra-romântico para os fazerem) e vão até um lugar sem poluição luminosa prestar homenagem a este lindo astro. Eu por mim lá estarei, até porque tenho um verdadeiro fascínio por aquela que de acordo com o Zodíaco e o meu signo, é a verdadeira culpada das minhas repentinas mudanças de humor. Levarei também uma garrafa de vinho, uma base de corte e uma faca de cortar queijo, pois esta é uma oportunidade única de degustar o tão famoso queijo lunar.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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01:20
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Dia do Pai
Amanhã é Dia do Pai. Mas esse dia foi comemorado hoje na escola dos meus filhos. De manhã com o Miguel, onde me coube a mim contar uma história para uma sala apinhada de pais, que não obstante o PEC de Sócrates, lá conseguiram tirar um tempinho nos respectivos empregos (espero que nenhum deles tenha sido despedido por uma razão tão fútil como é a de assistirmos a um evento especialmente criado para nós pelos nossos filhos).
À tarde voltei novamente à escola, desta para assistir ao evento criado pela turma do João para nós (uma vez mais a sala estava apinhada de pais), que foi nada nada menos do que um bombardeamento de poesia escrita por cada uma das crianças (que todos os bombardeamentos deste mundo fossem assim), que nos deixou a nós, pais, "com os olhos molhados devido ao pólen que começa a andar pelo ar devido à primavera que está aí à porta". Pelo meio ainda tive para fazer uma das coisas que mais gosto... passear em Carcavelos, junto ao mar e às ondas, com a Skye e o Miguel, num dia que devia ter sido inteiramente dedicado ao livro que estou a ilustrar (aliás, tirei vários de dias de "férias" no meu local de trabalho exactamente para isso) mas que acabou num gigantesca procrastinação. Que se lixe... soube bem! Ontem passei o dia todo em frente ao computador, desde as 8 horas da manhã até às duas da manhã só para paginar um livro.Ah! E recebi também deles o novo livro ilustrado pela Rébecca Dautremer - a minha ilustradora preferia e aquela que mais me inspira -, "Diário secreto do Pequeno Polegar"que é uma verdadeira obra de arte.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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sexta-feira, 18 de março de 2011
Já cheira a Primavera
![]() |
| O Miguel e o leão-marinho do Zoo de Lisboa, em 2008, num momento de intensa intimidade |
Hoje mesmo soube que o meu filho Miguel passou o dia todo de ontem a dar beijos na boca às meninas da turma, e de acordo com informações prestadas pela educadora e a auxiliar, nenhuma ficou de fora neste bombardeamento. Ora aí estão os primeiros sinais de que a a minha estação preferida está a chegar.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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quinta-feira, 17 de março de 2011
AvisEstórias - VII Encontro de Contadores de Histórias
Ontem, debaixo de um céu absolutamente inesquecível, viajei 177 km para participar no evento AvisEstórias - VII Encontro de Contadores de Histórias (um enorme agradecimento à organização do evento pelo convite). Estar com pessoas, aprender com elas e poder eventualmente transmitir-lhes algo novo é uma das coisas que mais gosto de fazer enquanto ilustrador. Com sensivelmente 60 minutos de duração, e perante uma plateia com cerca de uma centena de participantes, a minha apresentação incidiu essencialmente em todo o processo de ilustrar um livro, desde o exacto momento em que leio pela primeira vez a história, até às técnicas que utilizo na execução das ilustrações finais. E se é verdade que uma imagem vale por 1000 palavras, 1 filme vale por 1000 imagens, No final, apresentei 2 pequenos filmes com todo o processo de execução de uma ilustração.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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12:23
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quarta-feira, 16 de março de 2011
Já era de esperar
Já sabia que, mais tarde ou mais cedo isto iria acontecer. Hoje vi uma ilustração a tocar trompete na Rua Augusta. Alguém tem um contacto de um bom psiquiatra?
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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segunda-feira, 14 de março de 2011
10 anos e um filme de cowboys
Este Sábado foi dia de comemoração do 10º aniversário do João com os amigos. O programa foi uma ida ao cinema para ver o "Rango". Apesar de eles (os 7 rapazes) terem gostado muito deste filme (mais do que as 4 meninas, que a certa altura começaram a fazer trancinhas uma às outras), considero que os adultos irão apreciá-lo muito mais. É uma tremenda homenagem de quase 2 horas ao género do "Western Spaghetti" imortalizado pelo Sergio Leone e Clint Eastwood, mas com alguma filosofia, dramas existenciais, misticismo e surrealismo à mistura. É sujo, politicamente incorrecto, empoeirado, tex-mex, marcadamente masculino, por vezes psicadélico e com um montes de personagens cheios de expressividade. Em suma, é bom que se farta. Só tenho pena de não ter visto a versão original, com o camaleónico Johnny Depp a vestir a pele de um camaleão cheio de dúvidas existenciais.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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domingo, 13 de março de 2011
Concurso de escrita hipercriativa: Ponto de situação
Não consegui conter a minha curiosidade, e fiz uma contagem parcelar dos voos que cada uma das 4 histórias finalistas do concurso de escrita hipercriativa recebeu. O prazo de votação é o dia 31 de Março, pelo que este post serve apenas para fazer um ponto da situação. Para que fique claro, os meus critérios de contagem foram:
Assim sendo, os resultados actuais são os seguintes, pela ordem de sempre:
1ª história
"O pintor da noite" de Ana Paula Oliveira
67 pessoas gostaram no FB + 25 comentários no FB + 42 comentários no blog = 134 votos
2ª história
"Passeio" de Célia Fernandes
7 pessoas gostaram no FB + 2 comentários no FB + 0 comentários no blog = 9 votos
3ª história
"Sobrinha Ervilha" de Dalila Romão
50 pessoas gostaram no FB + 12 comentários no FB + 27 comentários no blog = 89 votos
4ª história
"Neptuno infinito" de João Carlos Lages
30 pessoas gostaram no FB + 12 comentários no FB + 27 comentários no blog = 69 votos
Nada está decidido. Continuem a votar, pois posso garantir-vos que esta é uma daquelas poucas coisas que ainda não pagam imposto.
- Contabilizar as pessoas que carregaram no botão "Gosto" do Facebook (FB), à excepção do autor do respectivo texto;
- Contabilizar os comentários no FB, à excepção do autor do respectivo texto, interacções repetidas por uma mesma pessoa, ou comentários cujo conteúdo seja dúbio face ao facto de se gostar ou não do conto em referência, e eventuais comentários feitos por mim por uma qualquer razão;
- Contabilizar o número de comentários feito neste blogue, nas mesmas condições que o ponto anterior.
Assim sendo, os resultados actuais são os seguintes, pela ordem de sempre:
1ª história
"O pintor da noite" de Ana Paula Oliveira
67 pessoas gostaram no FB + 25 comentários no FB + 42 comentários no blog = 134 votos
2ª história
"Passeio" de Célia Fernandes
7 pessoas gostaram no FB + 2 comentários no FB + 0 comentários no blog = 9 votos
3ª história
"Sobrinha Ervilha" de Dalila Romão
50 pessoas gostaram no FB + 12 comentários no FB + 27 comentários no blog = 89 votos
4ª história
"Neptuno infinito" de João Carlos Lages
30 pessoas gostaram no FB + 12 comentários no FB + 27 comentários no blog = 69 votos
Nada está decidido. Continuem a votar, pois posso garantir-vos que esta é uma daquelas poucas coisas que ainda não pagam imposto.
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00:50
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sexta-feira, 11 de março de 2011
O Cão e o Gato (ou melhor, o Migato)
O miguel, ou melhor, o Migato, e a Skye. Ao contrário dos cães e dos gatos, estes dois têm uma amizade mais forte do que o casco de um porta aviões. Há um elo invisível entre os dois que nos fascina.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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11:33
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segunda-feira, 7 de março de 2011
10 dedos cheios de vida
![]() |
| O João há 9 anos atrás. |
![]() | |
|
10 anos
10 dedos cheios de
introversão,
inteligência,
timidez,
amigos,
preguiça,
perguntas,
sensibilidade,
bom gosto,
fascínio,
momentos bons,
alguns momentos menos bons,
vitórias,
algumas derrotas,
tontices,
pouco juízo,
irreverência,
beleza interior,
sono,
trapalhadas,
curiosidade,
vida,
sinceridade,
algumas mentirinhas,
e acima de tudo,
para nós,
10 dedos de puro deleite.
Tem sido uma viagem e tanto.
"The best is yet to come"
Parabéns João.
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22:27
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Para que não subsistam dúvidas
Meus queridos amigos. Apercebi-me que algumas mensagens que tenho recebido aqui e no Facebook a votar nos 4 contos referem o facto de que o prémio é a publicação de um livro. Não obstante considerar que qualquer um dos contos apresenta uma qualidade excepcional, passível de ser publicada, eu nunca disse que o prémio seria um livro. Se lerem as informações do concurso, o que eu digo é que o prémio é uma ilustração inspirada no conto vencedor. Espero que não subsistam quaisquer dúvidas quanto a isso.
Ah! E muito obrigado pela enorme adesão à votação... estou a ser inundado por mensagens por todos os lados.
Ah! E muito obrigado pela enorme adesão à votação... estou a ser inundado por mensagens por todos os lados.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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18:40
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domingo, 6 de março de 2011
"Neptuno Infinito" de João Carlos Lages
"Last, but not least", a última das 4 histórias finalistas do Concurso de Escrita Hipercriativa. O prazo para a vossa votação é o dia 31 de Março. Serão contabilizados os comentários neste blogue, e os "Gosto" no Facebook. Boa sorte!
Neptuno Infinito
É verdade.
Soube-o logo desde a primeira vez que te vi. E tu não porque andavas muito distraída a recolher búzios para a tua requintada colecção do MAR. Gostei infinitamente de ti.
Há coisas que demoram tempo a congeminar com outras para se tornarem … coisas com importância.
A doença que a História enferma já se locupletou à nossa custa, o que, para ser muito sincero, não me conserva lá muita felicidade.
O que importa?
É que tu existes, estás e és.
É que eu existo, estou e sou.
A colecção, a colecção, a colecção… a colecção?
Estamos cúmplices de um acto de sabotagem recíproco onde ainda não foi concretamente apurado quem disparou primeiro. Se tu. Se eu. Ou ainda… se alguém levou mesmo algum tiro.
O meu desejo é maior que o tempo e não me importo de esperar porque, vá para onde for, nunca me separarei de ti. Desde o início dos tempos, dos primórdios que a Natureza concede à alma a oportunidade de se encontrar com a sua congénere.
A vida não é mais importante que isto.
A vida foi um passeio à noite.
Numa noite de Verão, que só por ser de Verão, já faz com as paredes exteriores das casas e as fachadas dos prédios, o trânsito, as pessoas, a multidão, o barulho… pareça muito mais encantador. Nem as primeiras palavras ela disse. E o segredo de que é portadora, esse, largou o repouso e entregou-o a mim. Está cansada, triste e tem medo. Recolhe-se, uma vez mais, em longe.
Ela grita “é o fim, é o fim”.
Vive-se cada vez mais depressa num estado de letargia profundo e a cor de todos é o preto.
Nunca te deixarei. Não é uma promessa. É um destino, percebes?
Não há nada a fazer. Não podemos fugir um do outro. Eu pertenço-te. Sim?
Isto é uma viagem pelo tempo. Dura aqui e durará depois lá, mais tarde. Mas durará sempre.
As intenções são supérfluas. As palavras carregam um significado remoto do sentir.
Vale a pena pensar em ti.
A ausência não é ausência em nós. É distância.
Um dia tu chamas-me e eu apareço.
Tu levas-me e eu vou.
Tu pedes-me eu faço.
Dás e eu retribuo.
Apaga-se e acendemos.
Eternamente.
Feliz escolha a do marujo, que se abeirou da humilde criança e lhe sacrificou a guloseima em troca dos segredos de Neptuno. Mostrou-lhe o mar e o catálogo. Ela escolheu e levou o búzio cantante, que soprava ventos angelicais, sons e melodias que não há. E o capitão da barra levou-a então ao mar alto para de lá verem o farol.
Sempre do teu lado,
A navegar até ao outro porto
João Carlos Lages
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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20:11
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"Sobrinha Ervilha" de Dalila Romão
A 3ª história finalista do Concurso de Escrita Hipercriativa. Já sabem, o prazo para a vossa votação é o dia 31 de Março. Boa sorte!
Foi num jantar de família, que a sobrinha declarou:
Dalila Romão
SOBRINHA ERVILHA
Foi num jantar de família, que a sobrinha declarou:
- Não querer comida saudável e
- Que o exercicío a cansou!
Não ia mais comer salada, peixe grelhado ou choucrute, que mandava a sopa aos legumes e às frutas, os iogurtes!
Que fossem correr outros, saltar à corda, nadar...
Ela não estava para isso, nem ia fazer por estar!
Tudo tinha experimentado, tudo lhe desgostara.
Agora ditava ela e outra história começava!
Agora ditava ela e outra história começava!
Levantou-se da cadeira e rumou para a cozinha mas desviou a saladeira e viu a alface murchinha...
Ao lado o grão amuava, encostado à farinha;
Ao lado o grão amuava, encostado à farinha;
os feijões, envinagrados, reclamavam às lentilhas...
Tudo se remexia, com a desfeita da sobrinha;
até os talheres tiniam, censurando a facadinha.
Eis que as couves, em protesto, revelando a sua fibra, abrem folhas, batem caules, exigindo ser comidas! Cebolas, alhos e louro apoiam a pretensão, gritando alto, convictos: batatas fritas não!
Eis que as couves, em protesto, revelando a sua fibra, abrem folhas, batem caules, exigindo ser comidas! Cebolas, alhos e louro apoiam a pretensão, gritando alto, convictos: batatas fritas não!
Juntam-se os cogumelos e os bifinhos de peru, a salsa e os coentros, a soja e o tofu.
Todos os alimentos saudáveis vinham clamar justiça: não tinham menos sabor que os torresmos ou a linguiça!
Salta a orelha de porco, já de pelos eriçados, rasgam-se de repente os sacos de rebuçados e toma a palavra a salsicha, teimando ter proteínas, defendendo os “pacotinhos”, que dizem ter vitaminas!
Salta a orelha de porco, já de pelos eriçados, rasgam-se de repente os sacos de rebuçados e toma a palavra a salsicha, teimando ter proteínas, defendendo os “pacotinhos”, que dizem ter vitaminas!
E como se não bastasse, concluiu o argumento, apontando como são e como alimento isento, o vaidoso pão-de-forma
Inchado pelo fermento!!
Não esperou pela demora, de engolir tudo o que disse: levou um pêro amarelo, que acabou com a trafulhice.
Mas não ficou por ali a discussão alimentar, que o salmão e as pevides também quiseram falar.
Vinham esclarecer que havia uma confusão: não era por serem gordos que eram maus para o coração! Explicaram, explicadinho, que há que saber comer: conhecer os alimentos, para os poder escolher.
Vinham esclarecer que havia uma confusão: não era por serem gordos que eram maus para o coração! Explicaram, explicadinho, que há que saber comer: conhecer os alimentos, para os poder escolher.
Cada um tem o seu peso, cada um sua medida e cada dentada conta, na longa linha da vida.
Mereceu um grande aplauso esta conclusão sensata, com que todos concordaram, mas a sardinha brejeira, valendo-se da agitação - e sendo já menos cordata - mandou a aquela salsicha de volta p’ra sua lata.
Então a sobrinha ervilha, feita num molho de bróculos mas vendo não ter razão, reviu os seus fundamentos e fez nova declaração:
- Tragam-me um prato grande, que eu divida em três partes: a primeira, mais pequena, há-de ser para peixe ou carnes; a segunda maiorzinha, para batatas de verdade... e aqui deixo o compromisso: mas nem que caiam as paredes!, no espaço maior de todos... no espaço maior de todos!... ponham-me os legumes verdes!
Então a sobrinha ervilha, feita num molho de bróculos mas vendo não ter razão, reviu os seus fundamentos e fez nova declaração:
- Tragam-me um prato grande, que eu divida em três partes: a primeira, mais pequena, há-de ser para peixe ou carnes; a segunda maiorzinha, para batatas de verdade... e aqui deixo o compromisso: mas nem que caiam as paredes!, no espaço maior de todos... no espaço maior de todos!... ponham-me os legumes verdes!
Dalila Romão
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20:03
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Inspirações
"Passeio" de Célia Fernandes
A 2ª história finalista do Concurso de Escrita Hipercriativa. Já sabem, das 2 histórias mais comentadas aqui e no facebook seleccionarei aquela que será a vencedora deste concurso. O prazo para a vossa votação é o dia 31 de Março. Boa sorte!
Passeio
Na volta redonda da saia
Na volta animada que dou
Trazia bordadas a vento
As cores bonitas da praia
Sem balde nem pá nem areia
De vestido ou saia rodada
Brinquei de galochas e meias
Vendo-a azul ondulada
Inverno cheio de sol
Calor feito de lã
Na saia que dentro dançava
Na volta redonda da saia
Na volta animada que dou
Trazia bordadas a vento
As cores bonitas da praia
Sem balde nem pá nem areia
De vestido ou saia rodada
Brinquei de galochas e meias
Vendo-a azul ondulada
Inverno cheio de sol
Calor feito de lã
Na saia que dentro dançava
Vestida pela mamã
O nosso amor é grande
Dizes tu com este abraço
Guarda guardado uma flor
Desenhada no teu regaço
O nosso amor é grande
Dizes tu com este abraço
Guarda guardado uma flor
Desenhada no teu regaço
Célia Fernandes
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
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19:47
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Inspirações
"0 pintor da Noite" de Ana Paula Oliveira
Eis o primeiro dos quatro contos seleccionados para integrar a Shortlist do Concurso de Escrita Hipercriativa. A ordem de apresentação é apenas a alfabética, em relação ao nome dos respectivos autores. Das 2 histórias mais comentadas aqui e no facebook até ao dia 31 de Março seleccionarei aquela que será a vencedora deste concurso. Boa sorte!
Sento-me à minha mesa de trabalho e desenho. Olho através da janela e vislumbro o Sena. Lá longe, o rio desliza tranquilamente ao som de acordeões que adormecem vagabundos. A Noite espreita. Quer entrar. Pede-me que lhe abra a janela. Fico indeciso, nervoso com a sua presença inesperada, mas lá aceito que ela entre, talvez só por instantes. Sinto-me intimidado.
Ela entra. Traja um vestido deslumbrante, veludo negro semeado de estrelas cintilantes. Usa um vestido diferente cada vez que surge. Reparo nisso sempre que a observo mas, o de hoje, é, sem dúvida, o meu preferido.
No final de cada dia, todos os dias, ela visita outras casas, outras cidades, outros países, e ignora-me. Não sei como hoje terá reparado em mim. Talvez por ser o meu aniversário, quem sabe! Só ela poderá responder.
Senta-se a meu lado e pede-me:
- Desenha-me.
Não consigo acreditar. A Noite, a bela Noite, vem a minha casa para que eu a pinte. Só pode ser um sonho! Belisco-me.
Já há muito tempo que a observo. Vejo-a entrar em muitos sítios. Vejo-a visitar pessoas mais importantes do que eu, um simples pintor que ninguém conhece. Com a sua inseparável amiga Lua, entra onde quer e espreita segredos inconfessáveis. A Lua também é minha amiga. Já lhe fiz o retrato e já lhe pedi, várias vezes, para me apresentar a Noite. Nunca o fez. Penso que tem ciúmes.
Hoje, ela veio sozinha. A Lua recusou-se acompanhá-la, sente-se aborrecida e não se quer mostrar. Ainda bem! Assim posso, finalmente, desfrutar a sua presença serena. É a melhor prenda de aniversário que poderia ter.
- Desenha-me – insiste ela.
Começo a desenhá-la timidamente. Esboço um traço do seu rosto moreno. Sobressai o contraste com o branco da tela que me suplica que a preencha. A Noite parece sentir-se envergonhada e, de repente, cora.
Traço a traço, o seu rosto fica completo. Mostro-lho. Tenho receio da sua reacção.
- Está lindo! Nunca ninguém me pintou com tanta perfeição.
- Não é nada de especial. Tu mereces muito mais. O retrato não é fiel à tua beleza.
Mantemo-nos numa cavaqueira sem nos apercebermos que as horas avançam. O retrato repousa em cima da minha mesa de trabalho. Parece esquecido, ultrapassado pelas palavras. Mas não. Apenas descansa.
A Manhã apresenta-se, ainda um tanto estremunhada. Acompanhada pelo Sol, acorda o Dia e a Noite tem de partir. Rivais, não se entendem as duas, não convivem. Ela despede-se, apressada.
Resta-me o retrato, parado em cima da mesa. Olho-o e fico feliz. Imensamente feliz. Ainda bem que mudei para este décimo terceiro andar. O último. Fica afastado da praça, onde passo os dias a pintar, mas perto do céu. Aqui, a Noite chega primeiro.
0 Pintor da Noite
Sento-me à minha mesa de trabalho e desenho. Olho através da janela e vislumbro o Sena. Lá longe, o rio desliza tranquilamente ao som de acordeões que adormecem vagabundos. A Noite espreita. Quer entrar. Pede-me que lhe abra a janela. Fico indeciso, nervoso com a sua presença inesperada, mas lá aceito que ela entre, talvez só por instantes. Sinto-me intimidado.
Ela entra. Traja um vestido deslumbrante, veludo negro semeado de estrelas cintilantes. Usa um vestido diferente cada vez que surge. Reparo nisso sempre que a observo mas, o de hoje, é, sem dúvida, o meu preferido.
No final de cada dia, todos os dias, ela visita outras casas, outras cidades, outros países, e ignora-me. Não sei como hoje terá reparado em mim. Talvez por ser o meu aniversário, quem sabe! Só ela poderá responder.
Senta-se a meu lado e pede-me:
- Desenha-me.
Não consigo acreditar. A Noite, a bela Noite, vem a minha casa para que eu a pinte. Só pode ser um sonho! Belisco-me.
Já há muito tempo que a observo. Vejo-a entrar em muitos sítios. Vejo-a visitar pessoas mais importantes do que eu, um simples pintor que ninguém conhece. Com a sua inseparável amiga Lua, entra onde quer e espreita segredos inconfessáveis. A Lua também é minha amiga. Já lhe fiz o retrato e já lhe pedi, várias vezes, para me apresentar a Noite. Nunca o fez. Penso que tem ciúmes.
Hoje, ela veio sozinha. A Lua recusou-se acompanhá-la, sente-se aborrecida e não se quer mostrar. Ainda bem! Assim posso, finalmente, desfrutar a sua presença serena. É a melhor prenda de aniversário que poderia ter.
- Desenha-me – insiste ela.
Começo a desenhá-la timidamente. Esboço um traço do seu rosto moreno. Sobressai o contraste com o branco da tela que me suplica que a preencha. A Noite parece sentir-se envergonhada e, de repente, cora.
Traço a traço, o seu rosto fica completo. Mostro-lho. Tenho receio da sua reacção.
- Está lindo! Nunca ninguém me pintou com tanta perfeição.
- Não é nada de especial. Tu mereces muito mais. O retrato não é fiel à tua beleza.
Mantemo-nos numa cavaqueira sem nos apercebermos que as horas avançam. O retrato repousa em cima da minha mesa de trabalho. Parece esquecido, ultrapassado pelas palavras. Mas não. Apenas descansa.
A Manhã apresenta-se, ainda um tanto estremunhada. Acompanhada pelo Sol, acorda o Dia e a Noite tem de partir. Rivais, não se entendem as duas, não convivem. Ela despede-se, apressada.
Resta-me o retrato, parado em cima da mesa. Olho-o e fico feliz. Imensamente feliz. Ainda bem que mudei para este décimo terceiro andar. O último. Fica afastado da praça, onde passo os dias a pintar, mas perto do céu. Aqui, a Noite chega primeiro.
Ana Paula Oliveira
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
Pintarriscos
às
19:34
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sábado, 5 de março de 2011
"Concurso de Escrita Hipercriativa": A Shortlist
Muitos de vocês já decerto se perguntaram se porventura eu me esqueci do concurso "Concurso de Escrita Hipercriativa", que aqui lancei há uns meses atrás, e cujo prémio é uma ilustração minha, executada em técnica mista e sobre madeira, inspirada no conto vencedor. Não, não me esqueci, nem por um minuto. Mas o facto é que tem sido extremamente difícil conseguir coordenar a leitura dos muitos textos que me enviaram, com a ilustração dos vários livros que tenho em mãos, para além de uma série de outros projectos que atempadamente aqui falarei. No entanto, a pouco e pouco, no comboio, no barco ou no trono de cerâmica, lá fui conseguindo ler várias vezes cada um dos textos que me enviaram. Esta tarefa revelou-se extremamente árdua, pois a qualidade geral dos textos deixou-me sinceramente impressionado, e por isso mesmo contei com a preciosa ajuda da Natalina, sem a qual ter-me-ia perdido num oceano de belas frases. Deste modo, e após uma pequena reunião familiar, cheguei finalmente a um consenso de quais os textos que integram a shortlist final, para já sem qualquer ordem de preferência:
"Passeio" de Célia Fernandes
"Neptuno Infinito" de João Carlos Lages
"Sobrinha Ervilha" de Dalila Romão
"O Pintor da Noite" de Ana Paula Oliveira
Gosto tanto desta fornada de histórias a cheirar a biscoitos acabados de fazer, que se me fosse possível com todo o gosto faria uma ilustração para cada uma delas. Mas tal é completamente impossível, pelo que terei de tomar uma decisão. No entanto, conto com a ajuda de todos vocês... publicarei aqui e no Facebook cada uma destas histórias, e das duas que tiverem mais comentários positivos e "Gosto" (no caso do Facebook) escolherei então aquela a partir da qual irei executar uma ilustração, a ser oferecida ao respectivo autor.
A todos os restantes participantes, resta-me agradecer-vos do fundo do coração o vosso interesse nesta minha loucura literária. Os contos estavam realmente muito bons.
Um muito obrigado por existirem.
Por Paulo Galindro, Inspirado pelo
Pintarriscos
às
01:34
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