sexta-feira, 15 de abril de 2011

Cata-livros

O site Cata-livros já foi oficialmente inaugurado. Parafraseando a informação disponível na página da Gulbenkian "Trata-se de um novo projecto desenvolvido pela equipa GULBENKIAN/CASA DA LEITURA que utiliza a internet para aproximar os jovens leitores de um conjunto de títulos essenciais da literatura para infância e juventude, com destaque para a produção nacional, assentando no carácter lúdico e interactivo das narrativas e desafios propostos (...). Animado por uma equipa que inclui João Paulo Cotrim, Fernandina Fernando, Elsa Serra e Mariana Sim-Sim David, entre outros, o portal CATA LIVROS é dirigido aos leitores iniciais e medianos (sensivelmente, dos 8 aos 12 anos) e está construído a partir da metáfora de uma casa, com as suas salas e saletas, cantos e recantos, caves e sótãos, e que levam títulos como “salão salamaleque”, “janela de papel” ou “cozinhório & laboratinha”. O mocho, ícone carismático da CASA DA LEITURA, ganha como parceiro um corvo, e ambos servem de cicerones na aventura em que se transformará a leitura. Os livros abordados são escolhidos segundo critérios de qualidade literária e estética, mas também de representatividade histórica e estilística, sem descurar a atenção ao texto e ao grafismo. Cada mês terá um tema diferente (para começar, por exemplo, «Histórias de bichos estranhos») e, dentro desse tema, um livro destacado e, pelo menos, dezanove outros abordados de modos diversos."

Isto tudo para dizer que, se forem a este link, poderão desfolhar virtualmente o Cuquedo, e até, imagine-se, ouvir a história em voz alta. Esta é a Sala dos Bichos estranhos, e sei de fonte segura que "O tubarão na banheira" irá invadir este espaço dentro de pouco tempo.

Como encantar um arco-íris?



















Foi o Sábado passado. Chamei-lhe "Como encantar um arco-íris?" porque é disso mesmo que se trata. Quando pintamos, na essência estamos a brincar com o espectro de luz visível aos nossos olhos. São muitas as cores que nos são invisiveis - os infravermelhos e os ultravioletas - mas acreditem, aprender a dominar as "poucas" cores que fazem vibrar os olhos da nossa espécie é um trabalho de uma vida, e o nome daqueles que o conseguiram ficou gravado na história da humanidade. Da minha parte, procurei transmitir o muito pouco que aprendi até agora a quem participou nestde workshop. Falei um pouco da ilustração, das técnicas que utilizo (ou da ausência delas), do estilo (ou melhor, da ausência dele), mostrei algumas dezenas de originais, incluindo aqueles que integram os meus dois últimos livros (que adorei fazer,  e que serão lançados no próximo dia 14 de Maio, na Feira do Livro, mas disso falarei aqui mais tarde), e por fim, lancei o desafio para a concepção de uma ilustração a partir da escolha de um de dois textos retirados do livro "Beija-mim" de Jorge Araújo.
Foi a primeira vez que fiz um workshop tão prático, e sei que vou repetir até porque já existem inscritos em lista de espera.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ilustrar é Ler Mais




























Devido ao tremendo fluxo de trabalho a que tenho sido sujeito nas últimas semanas, tem sido muito difícil para mim conseguir arranjar algum tempo para actualizar este blog, e muito menos para o facebook, que é uma verdadeira máquina de queimar tempo em procrastinações inúteis (De facto, todas estas formas de comunicar com mundo servem para mostrar a esse mesmo mundo o quanto temos uma vida interessante, mas depois não temos tempo para simplesmente vivê-la e torná-la interessante por passarmos muito tempo online). Assim sendo, e de forma a actualizar tanto quanto possível os últimos dias, faço questão de colocar aqui algumas imagens de um encontro com as crianças de algumas das escolas de Lisboa, que aconteceu na Biblioteca Municipal de Camões, no âmbito do evento "Ilustrar é Ler Mais". Este evento, que já vai na sua 3ª edição, é realizado em parceria com as escolas, e envolve uma série de iniciativas em torno do trabalho desenvolvido por dois ilustradores... neste caso eu e a Marta Torrão.
Gosto destes encontros com as crianças, porque, de alguma forma, sinto que o ciclo se completa. Neles posso também falar de todos aqueles pequenos grandes segredos que envolvem a ilustração de um livro.

Aproveitei ainda esta oportunidade para conhecer uma biblioteca emblemática e muito velhinha, que não obstante o seu mau estado (parece que vai para obras, isto se o FMI deixar), tem o charme irresistível de um tempo que passou para sempre. Para recordar, uma vista maravilhosa sobre o Rio Tejo, pano de fundo de um gigantesco origami feito com telhas de canudo.

terça-feira, 29 de março de 2011

O universo todo do Miguel, numa folha de papel

"Eu, a Skye, o Pai, o Mano e a Mãe"
por Miguel, em 2011
Pastel sobre papel

O universo do Miguel, especialmente desenhado para mim.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vida de Cão(dela)


Há poucos dias esterilizámos a Skye. Apesar de altamente recomendada pelo veterinário, não vou dizer que foi uma decisão fácil, muito pelo contrário, pois estamos a mexer com algo que faz parte da sua essência feminina. Mas quando não se quer ter ninhadas - que é o caso - é a melhor coisa que se pode fazer por uma cadela, muito especialmente no que se refere a doenças do foro oncológico. Como senão, temos de ter mais cuidado com a alimentação e com o exercício físico dela, pois existe alguma tendência para engordar. A operação foi rápida, e a recuperação de fazer inveja aos humanos. No entanto, o suplício dela ainda agora começou. Primeiro teve que usar uma gola isabelina (é esse mesmo o nome, e não é difícil perceber porquê); depois descobrimos que ela conseguia coçar a cicatriz com as arestas da gola (?!?!?!!?), e com as patas (o que aumenta o perigo de infecções), o que nos obrigou a vestir-lhe uma t-shirt, que lhe deu o ar de Fashion Victim que está na fotografia (o ar desolado é pura fita... faz parte da pose de Top Model... dah!)

Não sei qual vai ser a vingança dela quando lhe tirarmos estes adereços. Na dúvida o melhor é fechar a gaveta onde tenho a roupa interior à chave.

sábado, 26 de março de 2011

Eu quero envelhecer assim








A propósito do post anterior, onde fiz a apologia dos transportes públicos e das suas vantagens e desvantagens, uma das mais-valias que referi foi o a tremenda experiência humana que é conviver directamente com pessoas de todos os extractos sociais, num ambiente verdadeiramente democrático (num transporte público todos somos, em certa medida, iguais), e da possibilidade de subvertermos o nosso percurso habitual, com todo o potencial de novas experiências que daí podem advir. E esta subversão é, de facto, uma das coisas que mais gosto de fazer. Basta alterar um pouco o meu trajecto - ir pela Rua Augusta e Chiado - e deparo-me com experiências destas... poder conviver um pouco com este senhor, de nome Yarets Vladimir Alekseevich, com 70 anos, e que em 2000 decidiu dar a volta ao mundo de mota. Começou na sua terra-natal, Minsk, na Bielorrússia, e ao todo já fez cerca de 740.000 km  (3 vezes mais do que eu), e já passou por todos os países assinalados no mapa (em Outubro de 2010 eram 69 países). Estivemos a falar um bom bocado... por gestos, e não devido a constrangimentos linguísticos, já que Yarets é surdo-mudo. Podem acompanhar esta viagem iniciática através da sua página pessoal.
Eu, por mim, não me importava nada de envelhecer assim.
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