sábado, 31 de agosto de 2013

Holidays = Holy Days












































































Pés no chão
Careca no céu
Coração ao largo

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Que se **** a eternidade!


15 anos de casamento... é obra. Não é fácil, como nunca são fáceis as coisas realmente importantes na vida. Mas é nessa delicadeza e nesse poço de contradições que reside a beleza e o poder infinito do Deus das Pequenas Coisas

Porque uma vida em comum entre duas pessoas é:
Caos e Ordem.
Montanha russa e sesta na relva.
Céu e inferno.
Paz e guerra.
Leveza e peso.
Prazer e dor.
Esperança e desespero.
Desejo e abstinência.
Surpresa e monotonia.
Quietude e erupção vulcânica.
Mar-chão e tsunami.


O segredo? Caraças... Não faço a mais pequena ideia. Apenas sei que temos de tirar a maldita Eternidade da equação... É que sabem? O "Amar-te-ei até que a morte nos separe" mata mesmo. Definha. Esmaga-nos na nossa humilde condição de humanos imperfeitos.
Ao fim e ao cabo...  Who wants to love forever?!?!?!?

O resto é uma lotaria. Ou melhor... Uma roleta russa. 
E isso não é bom? Claro que sim.


Tu é que sabias, Vinicius, quando tão bem escreveste


"Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

Amanhã não sei. Nunca o poderei saber. Mas hoje... neste preciso e precioso momento, posso afirmar com todas as minhas fibras....



Amo-te minha linda!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

ETerna Biblioteca 2013

"Um livro é uma porta para dentro de ti mesmo"
de Paulo Galindro
Ilustração executada em iPad
Agosto de 2013



Á semelhança do que aconteceu o ano passado, fui convidado para ilustrar o cartaz do 11º Encontro de professores e educadores do concelho de Sintra sobre as bibliotecas escolares, que irá acontecer nos próximos dias 13 e 14 de Setembro no Hotel Tivoli Sintra, um evento também conhecido por ETerna Biblioteca.

O tema não poderia deixar de ser o Livro. E se no ano passado me inspirei no misticismo e na magia de Sintra, e na inconfundível silhueta do Palácio da Pena, e nos azulejos que por lá abundam, este ano decidi-me pelo misticismo e pela magia que emanam dos livros. E muito especialmente, aquele momento único e irrepetível em que abrimos pela primeira vez um livro. O seu cheiro. O som. A antecipação da viagem que iremos fazer. 
Porque para mim, um bom livro é de facto um pórtico que nos leva numa longa viagem ao mais profundo de nós mesmos. E se é verdade que - a não ser que sejamos escritores - um livro é escrito por alguém que poderemos nunca vir a conhecer pessoalmente, também é verdade que não encontraremos nele eco de algo que não exista já dentro de nós. 

Nesse sentido, o livro é um espelho.

Uma porta com espelho.

Não o lemos... habitamo-lo.

Quanto ao material escolhido, optei uma vez mais pelo iPad. Não sei o que levará os ilustradores a escolher a ilustração digital. Com toda a certeza serão muitas as motivações, mas decerto e rapidez de execução e capacidade de testar várias soluções são algumas delas. No meu caso, sempre vi os meios digitais como mais um material, com todas as suas vantagens e manigâncias. Desde que me dê prazer e o resultado final se aproxime o mais possível da imagem que criei dentro de mim, abraçarei este material como o faço com tantos outros. E quanto ás alegadas vantagens da velocidade de execução... bom... eu não sei qual será a experiência dos outros ilustradores. A minha é que muitas vezes até demoro mais a executar uma ilustração digital do que uma analógica. Neste caso em particular, e atendendo ao facto de que queria uma ilustração cheia de detalhes passível de ser ampliada para uma grande escala, o tempo de execução foi de aproximdamente....


...15 horas.

O programa do evento - cuja solução gráfica será também concebida por mim - será disponibilizado na primeira semana de Setembro

A INCÊNcia do Verão

"A INCÊNcia do Verão"
por Paulo Galindro
Ilustração digital em iPad
Julho de 2013

Fotografia para a capa do destacável "Rebentos" que integra a publicação bimestral "Folha Viva", uma revista de ambiente do Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio de Coina, produzida pela Divisão de Sustentabilidade Ambiental da Câmara Municipal do Barreiro.

Desta vez o tema incidiu, bem a propósito, na estação do Verão. E por isso mesmo aproveito para vos desejar 


BOAS FÉRIAS 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A Luz que me tatua os olhos

"Segue sempre por bom caminho"
por Paulo Galindro
estação do Metro do Jardim Zoológico de Lisboa
17 de Julho de 2013, pelas 15:56h

A arte do Graffiti















Há graffitis que me arrepiam e emocionam... este é um deles. No Barreiro, mais precisamente na Avenida Escola dos Fuzileiros Navais.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Fui arrumado numa prateleira. E isso é muito bom!



Hoje fui a mais uma consulta de cardiologia. E desta vez é mesmo a última porque finalmente tive

ALTA

... e o meu processo foi arquivado.




E eu que nunca fui tão feliz por me arrumarem numa prateleira.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Big deep blue... i've been watching you!

"Big deep blue... I've been watching you!"
por Paulo Galindro
Cais do Sodré, 18 de Junho de 2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Amor e uma casca de caracol

"O Amor e uma casca de caracol"
por Paulo Galindro
Fotografia macro, captada algures no Parque Eduardo VII
Junho de 2013

Fotografia para a capa do destacável "Rebentos" que integra a publicação bimestral "Folha Viva", uma revista de ambiente do Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio de Coina, produzida pela Divisão de Sustentabilidade Ambiental da Câmara Municipal do Barreiro.

Desta vez o tema incidiu, bem a propósito, nas férias de Verão, sempre sob uma perspectiva ecológica. 

Andei durante umas semanas a pensar qual seria a melhor abordagem a este trabalho, até que numa das minhas idas à Feira do Livro me deparei com esta magnífica imagem idílica de um casal apaixonado, algures no Parque Eduardo VII. A fotografia foi tirada com uma lente macro, e tive um particular cuidado em ser o mais discreto possível, para manter na íntegra a espontaneidade do momento, o que confesso, não foi nada difícil.... desde que descobri  os LisboETes e os comecei a fotografar, fui ganhando um imenso traquejo como fotógrafo paparazzi.

Conclusão... acabei por não ter de ilustrar nada. Uns retoques aqui e ali, uns ajustes na exposição et voilá, trabalho concluído sem trabalho. O mundo é realmente um lugar maravilhoso, que suplanta a mais delirante das imaginações.

Nota final: Espero não vir a ter a problemas com este casal, porque não pedi autorização para os fotografar, e muito menos para publicar a sua imagem. A minha esperança é que o facto de estarem de costas e o anonimato daí decorrente atenue a minha violação da sua privacidade. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Saiu hoje no público... (Parte 2)


O artigo, numa versão mais condensada, para a publicação em papel do "Público"

Saiu hoje no público...








Não vou esconder... fiquei emocionado. Obrigado Rita Pimenta, pela beleza deste artigo.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A tatuar histórias em livros e paredes desde 2003

"Ilustra o Livro da Vida com Amor"
por Paulo Galindro
Ilustração executada em iPad
Junho de 2013


Esta semana foi especial para mim. Especial porque finalmente cumpri os 6 meses de quase imobilidade  a que fui obrigado a cumprir, por motivos de força maior... a saúde. De facto, há exactamente seis meses atrás dei entrada no hospital com fortes indícios de um enfarte cardíaco. Ficaria internado exactamente uma semana, após os exames terem posto a descoberto uma miocardite, ou seja, uma inflamação no miocárdio. Como já algumas vezes tive a oportunidade de aqui referir, foi um período muito difícil para mim em muitos aspectos, e que só agora parece estar a chegar ao fim. Durante estes últimos 6 meses, entre muitas outras recomendações, fui proibido de fazer esforços físicos, o que incluiu correr por desporto, correr para apanhar transportes, fazer surf, andar de skate, subir muitas escadas, andar de patins em linha, pendurar-me de um estendal, viajar agarrado à asa de um Boeing e sei lá mais o quê. Quem me conhece sabe que não sendo um desportista no sentido oficial do termo, preciso de movimento para parar. Na verdade, até para meditar preciso de me movimentar. De outro modo não consigo atingir o tão desejado estado de vazio- cheio.

Foi por isso para mim um enorme choque parar de forma tão brusca. E não falo apenas do ponto de vista físico. Falo também do ponto de vista emocional, já que sou viciado em endorfinas. Daí até ao princípio de uma depressão foi um pulinho. Ou melhor, um passinho, pois estava proibido de fazer exercício.

Mas agora parece estar tudo a terminar... Posso finalmente começar a fazer exercício físico, ainda que de forma moderada. Tenho ainda um electrocardiograma com prova de esforço para fazer, mas começo finalmente a pensar que aquela luz ao fundo do túnel não é afinal um TGV a alta velocidade.

Este período da minha vida não teve só tons de cinza. Pelo meio teve um enorme fogo-de-artifício multicolor: a concepção do livro (mais precisamente ilustrações e paginação) "História de um gato e de um rato que se tornaram amigos", com texto da autoria de Luís Sepúlveda. A grande apoteose desse fogo-de-artifício aconteceu este fim-de-semana, com a a sessão de autógrafos que demos juntos da Feira do Livro. Para mim foi um momento tão surreal que ainda continuo a achar que não aconteceu realmente, e que tudo não passou de um sonho, ou então de um estado alterado de consciência incutido por alguma tinta acrílica manhosa. 

Para terminar este bolo com uma enorme cereja, ao viajar pelos meus blocos de desenho apercebi-me foi sensivelmente nesta altura que, há 10 anos atrás, comecei oficialmente a minha carreira de ilustrador com os primeiros esboços do livro "Chiu!", escrito em parceria com a Mafalda Milhões e editado pela Bichinho de Conto.

Tem sido uma viagem e tanto. E o destino final desta viagem interior sou Eu, e acima de tudo, são TODOS vocês. Porque a Vida só faz sentido quando partilhamos e nos partilhamos, quando criamos laços com todos aqueles que o Universo e o Karma se encarregaram de colocar ao nosso lado, partilhando um mesmo espaço e um mesmo tempo... mesmo não nos conhecendo pessoalmente. Um muito obrigado por existirem na minha vida.

Por toda esta confluência de momentos felizes, apeteceu-me comemorar. Fiz a ilustração que acima apresento por isso mesmo. Porque sim. Porque me apeteceu. Porque enquanto passeava por essa maravilhosa fonte de inspiração que é o Pinterest, cruzei-me com uma série de tatuagens vintage de corações de todo os tipo e formas... em fogo, com punhais e setas cravados, com andorinhas, a derreterem-se, estilizados ou ultrarealistas.

Dei por mim a pensar que também eu sou, à minha maneira, um tatuador. Um tatuador de histórias, de livros (e de paredes também). 

Esta ilustração é uma dedicatória a todos aqueles que como eu vivem uma história de amor assaralhopado com os livros... Essa maravilhosa invenção humana que ilumina os dias das nossas vidas. 
E, acima de tudo, é um grito de alguém que acredita com todas as suas fibras que é no Amor, na Criatividade e na Cor (A+C+C=Arte) que reside a redenção da nossa louca e insensata espécie.

Se quiserem usar esta imagem como wallpaper é só fazer o respectivo download nos links abaixo. Basta escolher a dimensão que vos interessa e gravar a imagem. Agradeço apenas a gentileza de referirem, sempre que possível a autoria da mesma.



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