quinta-feira, 23 de junho de 2011

Festival Internacional Histórias de Ida e Volta

"Histórias de Ida e Volta"
Técnica mista sobre MDF, 65x45 cm
"Jardim das Oliveiras - Espaço Crianças"
Técnica mista sobre MDF, 60x90 cm
"Jardim dos 4 elementos - Espaço Bibliotecas Municipais"
Técnica mista sobre MDF, 90x60 cm
"Edifício 51 - Hei-de Cantar, Bailar e Folgar"
Técnica mista sobre MDF, 60x90 cm
"Pátio do Enxugo / Museu da Pólvora Negra - Contos"
Técnica mista sobre MDF, 90x60 cm
"Praça do Sol - Feira de Artesanato e Feira do Livro"
Técnica mista sobre MDF, 60x90 cm

Depois de ter mostrado aqui o Cartaz / MUPI e o desdobrável do evento "Festival Internacional Histórias de Ida e Volta" que irá acontecer na Fábrica da Pólvora - Barcarena - nos próximos dias 25 e 26 de Junho, é altura de mostrar aqui 6 ilustrações que concebi especialmente para este evento. Cada uma destas ilustrações irá ser reproduzida em grande formato para identificar os principais espaços onde irão decorrer os muitos eventos deste festival. Os originais estarão expostos ao público no edifício 51 da Fábrica da Pólvora.
A minha fonte de inspiração foi uma vez mais o amor incondicional por esse objecto mágico chamado LIVRO e pelas personagens de papel e letras que vivem nesse universo, e que têm mais substância e profundidade do que muitos dos seres de carne e osso que povoam este mundo.
Quanto ao festival... apareçam! Vão adorar. Num espaço que já é por natureza lindo, vão acontecer eventos para todas as idades e gostos: há contadores de histórias absolutamente fabulosos que vos semearão mais emoções e imagens nos vosso sentidos que qualquer filme de Hollywood, há workshops, há sessões de autógrafos e até há um baile no Sábado à noite com a banda Pé na Terra que se não enxotar e chutar a crise e a Troika para uma das luas de Júpiter mudarei o meu nome para... pode ser Elvis.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Verããããããão!!!!!!





Dois vídeos ensolarados para dar as boas vindas ao Verão, ao calor e noites com sol.

Céus! Como o tempo passa.






O João. Ainda ontem o tinha nos meus braços, com 51 cm e 3,690 kg, e hoje já vai entrar para o 2º Ciclo.
A cerimónia do fim do 1º ciclo foi este fim-de-semana, e foi mesmo muito difícil suster algumas lágrimas mais afoitas.
Aos poucos, o cordão umbilical vai-se desatando.
Aos poucos as asas vão crescendo. Por agora, são meros teste de voo, mas um dia... um dia vai voar até onde desejar.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Festival Internacional Histórias de Ida e Volta - O cartaz e o desdobrável




Este é o cartaz / MUPI (formato 1,20 x 1,75 m) do "Festival Internacional Histórias de Ida e Volta" - a acontecer nos próximos dias 25 e 25 de Junho na Fábrica da Pólvora, Barcarena -  e o desdobrável (frente e verso) com a respectiva programação. O design destes elementos é da minha total autoria, e teve como base esta ilustração, concebida especialmente para integrar a imagem oficial do evento. Estou neste preciso momento a conceber as restantes 5 ilustrações que irão marcar os 5 grandes espaços do evento., e sobre as quais estou a produzir filmes em timelapse com todo o processo de realização das mesmas.

sábado, 11 de junho de 2011

Lisboa Surreal



Será impressão minha ou Magritte andou à solta na Rua Augusta? Só falta ver girafas com gavetas no Largo do Carmo e relógios a derreterem-se no Jardim da Estrela.

Nota final: Olhei, olhei, e confesso que não faço a mínima ideia de como este homem-estátua conseguiu este efeito maravilhoso.


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quinta-feira, 9 de junho de 2011

(Eu na SIC II)





As maravilhas do século XXI... aqui está o vídeo da nossa participação no programa "Boa Tarde", com a Conceição Lino.

O pintarriscos vem aí!


Já era oficial há uns dias. Mas não quis colocar aqui nada sem ter reunido com a respectiva direcção dos serviços de Pediatria, o que aconteceu ontem. Deste modo, podemos informar que o Pintarriscos - numa parceria com o Clube da Água / Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Oeiras e Amadora - vai ficar responsável pela Concepção, realização e dinamização da imagem dos corredores e salas de Cuidados Intensivos Neonatais e Pediátricos do Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca - Amadora, também conhecido por Hospital Amadora - Sintra. Trata-se de um projecto algo complexo e também sensível, atendendo à natureza emocional que o espaço de intervenção em si carrega. Eu, a Natalina e os respectivos pintarriscos estamos já a aquecer as turbinas, e tal como aconteceu com a Biblioteca Municipal de Carnaxide, sempre que houver oportunidade usarei este blog como um diário desta nova e empolgante viagem criativa. Paralelamente, poderão ser colocados vídeos que mostrarão os bastidores deste empreendimento.

terça-feira, 7 de junho de 2011

(Eu na SIC)

Amanhã, a partir das 16 horas (mais ou menos), eu e a Maria Inês de Almeida iremos estar no programa "Boa Tarde", com a jornalista Conceição Lino.

Eu e "Os meus Livros"





Este artigo sobre o meu trabalho saiu na revista "Os meus livros" deste mês, e confesso que foi uma verdadeira surpresa.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dia Mundial da Água



"Água"
Técnica mista sobre cartão
25 x 36 cm


Mais uma ilustração para a capa do destacável "Rebentos" que integra a publicação bimestral "Folha Viva"uma revista de ambiente do Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio de Coina, produzida pela Divisão de Sustentabilidade Ambiental da Câmara Municipal do Barreiro.

Desta vez optei por fazer uma ilustração editorial clássica, com uma abordagem mais minimalista do que é meu hábito,  de forma a exacerbar o tema principal... a água é de facto a jóia mais preciosa da nosso pequeno planeta. 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Para quando o fim do Dia da Criança?



Se estes direitos basilares fossem respeitados, este seria um dia obsoleto. Talvez um dia cheguemos lá, a esse mundo perfeito. Por enquanto, ainda estamos muito longe.


Preâmbulo
Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, a sua fé nos direitos fundamentais, na dignidade do homem e no valor da pessoa humana e que resolveram favorecer o progresso social e instaurar melhores condições de vida numa liberdade mais ampla;

Considerando que as Nações Unidas, na Declaração dos Direitos do Homem, proclamaram que todos gozam dos direitos e liberdades nela estabelecidas, sem discriminação alguma, de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra, origem nacional ou social, fortuna ou outra situação;

Considerando que a criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade uma protecção e cuidados especiais, nomeadamente de protecção jurídica adequada, tanto antes como depois do nascimento;

Considerando que a necessidade de tal protecção foi proclamada na Declaração de Genebra dos Direitos da Criança de 1924 e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos do Homem e nos estatutos de organismos especializados e organizações internacionais preocupadas com o bem-estar das crianças;

Considerando que a Humanidade deve à criança o melhor que tem para dar, A Assembleia Geral

Proclama esta Declaração dos Direitos da Criança com vista a uma infância feliz e ao gozo, para bem da criança e da sociedade, dos direitos e liberdades aqui estabelecidos e com vista a chamar a atenção dos pais, enquanto homens e mulheres, das organizações voluntárias, autoridades locais e Governos nacionais, para o reconhecimento dos direitos e para a necessidade de se empenharem na respectiva aplicação através de medidas legislativas ou outras progressivamente tomadas de acordo com os seguintes princípios:


Princípio 1.º

A criança gozará dos direitos enunciados nesta Declaração. Estes direitos serão reconhecidos a todas as crianças sem discriminação alguma, independentemente de qualquer consideração de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou outra da criança, ou da sua família, da sua origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou de qualquer outra situação.

Princípio 2.º

A criança gozará de uma protecção especial e beneficiará de oportunidades e serviços dispensados pela lei e outros meios, para que possa desenvolver-se física, intelectual, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade. Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a que se atenderá será o interesse superior da criança.

Princípio 3.º

A criança tem direito desde o nascimento a um nome e a uma nacionalidade.

Princípio 4.º

A criança deve beneficiar da segurança social. Tem direito a crescer e a desenvolver-se com boa saúde; para este fim, deverão proporcionar-se quer à criança quer à sua mãe cuidados especiais, designadamente, tratamento pré e pós-natal. A criança tem direito a uma adequada alimentação, habitação, recreio e cuidados médicos.

Princípio 5.º

A criança mental e fisicamente deficiente ou que sofra de alguma diminuição social, deve beneficiar de tratamento, da educação e dos cuidados especiais requeridos pela sua particular condição.

Princípio 6.º

A criança precisa de amor e compreensão para o pleno e harmonioso desenvolvimento da sua personalidade. Na medida do possível, deverá crescer com os cuidados e sob a responsabilidade dos seus pais e, em qualquer caso, num ambiente de afecto e segurança moral e material; salvo em circunstâncias excepcionais, a criança de tenra idade não deve ser separada da sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas têm o dever de cuidar especialmente das crianças sem família e das que careçam de meios de subsistência. Para a manutenção dos filhos de famílias numerosas é conveniente a atribuição de subsídios estatais ou outra assistência.


Princípio 7.º

A criança tem direito à educação, que deve ser gratuita e obrigatória, pelo menos nos graus elementares. Deve ser-lhe ministrada uma educação que promova a sua cultura e lhe permita, em condições de igualdade de oportunidades, desenvolver as suas aptidões mentais, o seu sentido de responsabilidade moral e social e tornar-se um membro útil à sociedade.
O interesse superior da criança deve ser o princípio directivo de quem tem a responsabilidade da sua educação e orientação, responsabilidade essa que cabe, em primeiro lugar, aos seus pais.
A criança deve ter plena oportunidade para brincar e para se dedicar a actividades recreativas, que devem ser orientados para os mesmos objectivos da educação; a sociedade e as autoridades públicas deverão esforçar-se por promover o gozo destes direitos.

Princípio 8.º

A criança deve, em todas as circunstâncias, ser das primeiras a beneficiar de protecção e socorro

Princípio 9.º

A criança deve ser protegida contra todas as formas de abandono, crueldade e exploração, e não deverá ser objecto de qualquer tipo de tráfico. A criança não deverá ser admitida ao emprego antes de uma idade mínima adequada, e em caso algum será permitido que se dedique a uma ocupação ou emprego que possa prejudicar a sua saúde e impedir o seu desenvolvimento físico, mental e moral.

Princípio 10.º
A criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Deve ser educada num espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e fraternidade universal, e com plena consciência de que deve devotar as suas energias e aptidões ao serviço dos seus semelhantes.

Festival Internacional Histórias de Ida e Volta

"Histórias de Ida e Volta"
Técnica mista sobre MDF
65 x 45 cm
Recentemente, fui contactado pela Câmara Municipal de Oeiras, no sentido de conceber um conjunto de 6 ilustrações para o Festival Internacional Histórias de Ida e Volta, que irá acontecer na Fábrica da Pólvora, nos próximos dias 25 e 26 de Junho.
A primeira das 6 ilustrações foi esta, e teve uma particular importância e urgência na sua execução pois passará a ser a imagem oficial do evento. A partir desta ilustração serão produzidos todos os elementos promocionais do evento (mupis, outdoors, capa da revista "30 Dias", promoção nos media). Este evento já existe há cerca de 7 anos. No entanto, sempre aconteceu na Praia da Torre, e encontrava-se limitado no tempo a uma noite, na qual quem quisesse poderia inscrever-se para contar uma história. No fundo, sempre foi um serão bem passado na areia de uma praia, iluminada pelos archotes e por histórias de encantar. Este ano o festival irá decorrer durante dois dias num local completamente diferente. No entanto, optei por manter a imagem que sempre lhe esteve associada - o mar - uma imagem que já está tatuada no imaginário de quem sempre participou, e que domina a paisagem do município.
Quanto aos materiais, foram uma vez mais muitos, assim como muitos são os segredos  que esta ilustração esconde, e que apenas se revelarão aos mais observadores. E muitas foram também as horas que passei a executá-la... quase 30 horas.
As restantes 5 ilustrações - actualmente em execução - irão marcar os locais onde os principais eventos irão acontecer. Se o tempo ajudar, serão os originais a serem afixados, transformando deste modo o espaço da Fábrica da Pólvora numa galeria ao ar livre.
Paralelamente, estou também a conceber um desdobrável que irá informar as horas dos muitos eventos previstos (ver aqui o programa, sujeito ainda a alterações) , assim como a localização dos mesmos.

A Árvore da Vida



















Hoje fui ver o último filme do realizador de culto Terrence Malick, "A Árvore da Vida". Há meses que esperava este momento. Eu e alguns milhões de pessoas pois este é já é considerado um dos grandes momentos cinematográficos do ano. E as expectativas coleccionadas ao longo de todo este tempo de espera foram largamente ultrapassadas.

Ultimamente têm-me faltado palavras para descrever momentos da minha vida particularmente belos. Não que o tivesse conseguido de forma particularmente brilhante noutras ocasiões.... antes pelo contrário. É preciso dominar-se com mestria a arte das palavras, ser-se poeta. No entanto, fica a nobreza de ter tentado. Mas ultimamente, confesso, tenho me resignado a nem sequer tentar, talvez ciente que descrever um momento verdadeiramente belo é como tentar medir simultaneamente, em física quântica, a velocidade e a posição de uma partícula de luz... simplesmente é impossível. Ou sabemos a velocidade ou sabemos a posição, nunca os dois. Com a beleza passa-se exactamente o mesmo... um mero acto de tentar explicar e o momento dissipa-se, volatiza-se para sempre. Para além disso, a beleza e o estado de espírito elevado que dela advém tem de ser vivida na primeira pessoa. Tentar partilhá-la é simplesmente inútil.
Este filme foi, para mim, um desses momentos belos, inesquecíveis. Digo para mim porque muitos foram os que abandonaram o filme a meio. O som dos dedos a esgravatar os baldes de pipocas e o som dos dentes a mastigá-las talvez não tenham ajudado quem já estava com dificuldades em digerir o filme (que me perdoem uma ideia polémica, mas há filmes que simplesmente não deviam permitir a entrada de pipocas... se as pessoas não têm a sensibilidade para o perceber, alguém deveria ter por elas!). E é verdade, o filme não é fácil, nada fácil mesmo. Diria que é uma caixa de Pandora que apenas se abre a quem abandonar a ideia de que vai ver um produto de entretenimento com 138 minutos, e abrir bem os olhos e o coração e o pequeno furacão que nele gira.

Por ter considerado este um momento de grande beleza, e seguindo a tendência atrás referida, deveria simplesmente não dizer mais nada, ou então escrever


S        U        B        L        I        M        E


Mas como sou tenaz na nobre arte de falar pelos cotovelos (vulgo chato), vou fazer uma tentativa, ainda que vã, de descrever este filme:

Fala sobre o amor
Fala sobre o Deus das Pequenas e das Grandes Coisas
Fala das dores de crescimento
Fala das relações entre irmãos
Fala das marcas, boas e más que os pais nos deixam e que nós deixamos nos nossos filhos
Fala do Bem e do Mal, e de tudo o que não está no meio porque afinal também não existem os Extremos
Fala de tudo estar interligado,
Fala do Universo, de estrelas a morrer e a nascer, e de amebas
Fala do início dos tempos, e do fim dos tempos, da Criação e do Apocalipse
Fala sobre a morte e tudo o que está do lado de lá, e do lado de cá, ou de lado nenhum porque não há lados.
Fala sobre o céu, não o religioso a que só os chatos e os que pagam o dízimo chegam, mas o azul... aquela imensidão gloriosa que nos rodeia e que nem nos lembramos de olhar
Fala de árvores, de borboletas e de constelações a 5.000.000.000 de anos luz
Fala dos subúrbios
Fala de partículas de pó que atravessam raios de luz, e de raios de luz que iluminam planetas mortos
Fala da contraluz que se reflecte na nossa pele e produz um halo que nos contorna e nos confere, ainda que por momentos, uma imagem divina.
Fala de momentos irrepetíveis, fugazes, mas que definem com rigor a verdadeira essência e razão da nossa existência
Fala da crueldade, da dor, do perdão e da redenção
Fala do Caminho da Graça e do Caminho da Natureza
Fala de mim, de ti, e de todos nós, que somos só Um
Fala daquele ínfimo átomo algures dentro de mim que sofreu um pequeno salto quântico depois de ver este filme. É pequeno, invisível aos olhos, mas está lá, e mudou-me um pouco. E isso, meus amigos, é dizer muito.


E agora sim, posso afirmar que foi simplesmente

S        U        B        L        I        M        E

terça-feira, 31 de maio de 2011

Na Livraria Cabeçudos

No passado sábado, tive uma sessão de apresentação dos livros na FNAC do Colombo (quando me for possível, colocarei aqui algumas fotografias do evento e falarei um pouco sobre o mesmo). Na próxima 4ª feira, dia da Criança, vai ser na livraria Cabeçudos, pelas 18 horas, e conta também com a participação da autora Maria Inês de Almeida e o Dr. Mário Cordeiro, pediatra. Está também prevista a leitura dos livros e uma  pequena dramatização por parte do autor Pedro Górgia.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Num filme de David Lynch?


Ora aí está, uma cena digna de um filme de David Lynch... aquele ali, no canto inferior esquerdo da última página, com uma barba de náufrago, sou eu! Uma camisa às riscas tipo Irmão Metralha, e uma placa com um número, e estaria muito mais enquadrado. Ao meu lado está a Maria Inês de Almeida, a autora dos livros.

Eu, na Revista VIP, e ainda por cima com o carismático Paulo Futre do lado direito, que por acaso lançou o livro "dele" à mesma hora que eu. Só tenho pena de não ter ido à Feira do Livro de charter. Sempre poupava os 8 euros que me custou o estacionamento no parque do Marquês de Pombal (o preço de um livro... incrível!)

Esta é mesmo uma daquelas cenas que não estava nada à espera.

Um final de tarde na FNAC


No próximo Sábado, dia 28 de Maio, pelas 18 horas, eu e a Maria Inês de Almeida vamos estar na FNAC do Colombo a apresentar os livros "Sabes que também podes ralhar com os teus pais?" e "Sabes onde é que os teus pais se conheceram?", editados este mês pela Booksmile. Munido dos originais e de uma apresentação em Powerpoint, vou falar um pouco sobre o meu método de trabalho (entre os muitos... ups! agora que penso nisso, nem sei se tenho algum) , técnicas, estilo(s), angústias, momentos em que nada acontece, momentos em que tudo acontece à velocidade da luz e também de todos aqueles pequenos segredos e subtilezas que tornam a experiência de ilustrar um livro única e irrepetível. Está previsto ainda um pequeno debate sobre a temática do 1º livro.

Apareçam, estão todos convidados. Será um prazer estar convosco.

Palavras para quê?








Há coisas que por serem tão boas, perdem algo de muito especial se as tentarmos explicar.
Contrariando a ideia de muita gente que me conhece que acha que falo pelos cotovelos, esta é uma daquelas raras vezes em que vou ficar bem calado, bem quietinho.

Assim


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terça-feira, 24 de maio de 2011

O que é "The National", é bom



É hoje o grande dia... o dia de ver uma das minhas bandas de culto. São os "The National", e vão actuar às 22:00 no Campo Pequeno. Os bilhetes foram um presente de natal. Um presente que nos deixou durante estes 5 meses a sofrer por antecipação. Esperam-se arrepios, emoções à flor da pele, luz e trevas, poesia, energia a rodos, momentos mais delicados que cristais de neve e acima de tudo, música fabulosa, épica e arrebatadora. Imperdível.

domingo, 22 de maio de 2011

Minuto 42


Toda o programa foi extremamente interessante. Aconteceu na TVI no passado dia 11 de Maio, chama-se "Nada de cultura", e os convidados David Machado, Paulo Ferreira, António Figueira e Patrícia Reis debruçaram-se sobre o tema "Como se constrói uma história? Quais são os caminhos perdidos da ficção portuguesa?". E, já agora, prestem particular atenção ao minuto 42.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Uma surpresa







Enquanto, para grande espanto meu confesso, começam a surgir algumas polémicas sobre a temática deste livro (um assunto sobre o qual falarei aqui mais tarde), fiquei muito feliz quando me apercebi deste post do Nilton no Facebook. É também muito interessante ler os comentários (são neste momento cerca de 80) para se ter uma amostra da percentagem de pessoas que gosta ou se sente atraído pelo livro e aqueles que simplesmente se sentem ofendidos pelo mesmo (sem sequer o terem lido!), estes últimos numa percentagem pequena, mas ainda assim reveladora dos imensos tabus e ideias pré-feita que ainda pululam neste país.
Como disse, falarei mais detalhadamente deste tema daqui a uns tempos, no entanto gostaria desde já fazer aqui um manifesto pessoal:


Eu, Paulo Galindro, ilustrador do livro "Sabes que também podes ralhar com os teus pais?" (e também de "Sabes como é que os teus pais se conheceram?"), não tenho qualquer problema em afirmar que me revejo em 10 das 16 situações aqui retratadas. Não tenho qualquer problema em afirmar que gostaria muito que os meus filhos soubessem ralhar comigo nesses momentos (sempre de uma forma construtiva, como aliás é salvaguardado na introdução do livro) e exigir aquilo que eles têm direito, a partir do momento que nós decidimos, num acto de amor, colocá-los neste mundo maluco e belo. Aliás, se eu não sentisse esta tremenda empatia com a temática deste livro em particular, e se discordasse inteiramente do que ali é dito, não teria aceitado este trabalho. Seria um objector de consciência.

Ponto final.

Miguel "Don Juan" Cóias



Que o Miguel, com 4 anos, é um grande maroto com as meninas já eu sabia. Com uma dimensão e peso ainda muito portáteis, pouco mais alto é que os botões da nossa máquina da lavar loiça. No entanto, o que lhe falta nos eixos X, Y e Z e em massa corporal, sobra-lhe na nobre arte da sedução (também conhecida tecnicamente como canção do bandido ou do engate). Por incrível que pareça, já assistimos a uma conversa entre ele e uma menina de 17 anos, onde a pobre coitada foi bombardeada com doses maciças de charme e (já?!?!?!?) alguma malícia, tudo devidamente condimentado com perguntas bem marotas, até para os padrões de um miúdo com o dobro da idade dele. Também são muitas as vezes em que as educadoras nos disseram que ele é um esbanjador de beijos com as meninas da turma, muitos deles já na boca (isto numa altura em que o João, com 10 anos, ainda acha nojenta a ideia tal manifestação de afecto com "(...) as tontas das meninas").
Pois bem, a última manifestação Don Juanesca do Miguel aconteceu hoje: quando fui buscar o João à escola, a Marta da turma dele veio ter comigo e disse:

Marta - "Pai do Miguel, ó pai do Miguel, um dias destes vou dormir à tua casa!"
Eu - "Eu sei, eu sei... o Miguel já me disse." (e disse mesmo, a Marta é a grande paixão do Miguel, ou melhor, uma das maiores, e também uma grande amiga!)
Marta - [risinhos]
Eu - Ó Marta, então tu é que és a namorada no Miguel?
Marta - [risinhos e cara de indignação] Não sou só eu... nós somos imensas... muito mais do que quatro! [isto enquanto me mostrava orgulhosamente 4 dedos da sua mão esquerda]

Eu - ...






Epílogo - Acho que vou ter de ir beber um copo com o Miguel (uma b'jeca e um copo de leite de crescimento, respectivamente) e ter uma conversinha de homem para homem com ele.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Retorno às origens



Costuma-se dizer que não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes.
Já o fim algumas vez, e vou voltar a fazer o mesmo amanhã.

Vou retornar às minhas origens.

Amanhã vou passar a manhã inteirinha na escola onde mais gostei de estudar e onde tomei algumas das decisões na minha direcção académica que iriam alterar para sempre o curso da minha vida... a Escola Secundária de Santo André - Barreiro.
A escola onde fiz grandes amigos, e outros nem por isso;
onde fiz um monte de desenhos nas mesas (Ups! espero que ninguém esteja a ler isto aí desse lado);
onde me apaixonei várias vezes;
onde me desiludi muitas vezes;
onde faltei algumas vezes às aulas para namorar na parte de trás dos pavilhões (um clássico);
onde, nos convívios de sábado à tarde dancei até cair para o lado ao som de "Summer of 69" de Bryan Adams e de "Roadhouse Blues" de The Doors;
onde o Paulo Galindro que sou hoje, com tudo o que isso significa, era apenas um esboço... um primeiro esboço num caderno que ainda tem metade das folhas para desenhar. And the best is yet to come.

Não obstante a escola estar completamente transformada ao ponto de não a reconhecer, de alguma forma, sinto que amanhã o ciclo completar-se-á. Vou estar com um monte de alunos de várias áreas, mas muito especialmente de artes, e também com os professores. Alunos que tal como eu sonhei quando tinha a idade deles ( e de certa forma ainda sonho), sonham que podem e devem mudar o mundo, torná-lo num lugar melhor. O cartaz chama-lhe formalmente de palestra / conferência. Eu prefiro pensar num diálogo, numa transmissão sincera, aberta e apaixonada de um pouco de tudo aquilo que fui aprendendo ao longo do meu trajecto profissional como ilustrador.
É algo que simplesmente adoro fazer.
E se tal como algumas das pessoas que cruzaram na minha vida,  no meio de tanta gente conseguir tocar -  mesmo que muito ao de leve - no coração e na alma de alguém, para mim o dia já valeu a pena.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Rio, o maldito 3D e uma escada rolante em madeira (que não rola)






No Domingo, foi dia de cinema. Fomos ver o "Rio", realizado por Carlos Saldanha, o mesmo realizador - brasileiro por sinal - que realizou "A Idade do Gelo". O filme foi absolutamente impressionante. Ultrapassou as minhas maiores expectativas. O que estraga tudo, uma vez mais, é o facto de Hollywood não perceber de uma vez por todas que o 3D não é de todo uma experiência muito agradável, especialmente para as crianças. Normalmente só vamos ver a versão "normal" dos filmes, mas este foi de todo impossível pois a versão normal ou não existiu, ou depressa foi retirado das salas. O Miguel, com 4 anos, até achou uma certa piada no início. Mas depressa se fartou e começou a tirar os óculos, não só porque estes - de medida única e activos, pois são daqueles que levam uma pequena pilha, logo mais pesados - só têm uma medida única, como também pelo próprio efeito 3D que, segundo muitos especialistas, é prejudicial ao sistema nervoso central ainda em formação das crianças mais pequenas. A sorte é que ele, num gesto de grande maturidade, decidiu que dormir era bem mais agradável.
Eu, com 40 anos, tive de tirar várias vezes os óculos para deixar os olhos "respirarem", e descansarem um pouco. Decididamente, não acho piada nenhuma a esta modernice do 3D.

Nota final: Uma nota final para a solução adoptada para algumas das escadas rolantes deste centro comercial - Beloura Shopping - que por representarem bem o estado deste país, não quis deixar de as mostrar aqui. Alguém se deu ao trabalho meticuloso de reproduzir em madeira, com rigor, as anteriores escadas rolantes, ao ponto de os degraus terem alturas diferentes conforme nos aproximamos das extremidades da escada. Um mimo estético, uma aberração na segurança dos utilizadores ou uma metáfora perfeita para uma máxima que em Portugal parece ter vindo para ficar: "Mais vale parecer do que ser"? As três opções!
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