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domingo, 29 de novembro de 2015

Mais uma ilustração para ajudar a Ajudaris




Esta ilustração é o meu humilde contributo para a ajudar a Associação Ajudaris, elaborada a partir de uma história criada por crianças do Jardim de infância da Moita do Boi, do Agrupamento de Escolas de Pombal. A história chama-se "O Coelhinho Joca", e fala-nos sobre uma linda amizade entre uma família de coelhos e um urso. E mais não posso dizer... se quiserem descobrir esta e outras histórias escritas por crianças e ilustradas por um monte de ilustradores que altruísticamente ofereceram o seu trabalho, basta comprarem aqui um dos 3 livros (ou todos os 3, inteiramente dedicados ao tema "Valores" que foram editados pela Ajudaris, este ano, com design e concepção gráfica da Pato Lógico). Cada exemplar custa 5 euros, que reverterão na íntegra para o grande objectivo desta associação sem fins lucrativos, sediada na freguesia do Bonfim, concelho do Porto:

actuar em áreas tão específicas como a do auxílio no combate à pobreza e às novas formas de exclusão social, que infelizmente, nos tristes dias que correm, são cada vez mais.

Numa sociedade verdadeiramente evoluída, ninguém deveria ficar para trás. E sabem de uma coisa? Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro. E para além disso, conhecerão vocês um presente que incorpore essa energia (infelizmente cada vez rara, e que ao contrário do que muita gente pensa, o sinónimo não é Cartão de Crédito) que se chama Espírito de Natal?

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Uma ilustração para ajudar a Ajudaris

"Uma aventura ecológica"
por Paulo Galindro
Uma ilustração para ajudar a Ajudaris, a partir de um texto
escrito pelos alunos do 3º Ano do Colégio da Nossa Senhora do Rosário
Julho de 2014

O meu humilde contributo para a nobre causa da Associação Ajudaris. Todos os anos, vários ilustradores contribuem voluntariamente com o seu trabalho na angariação de fundos para a Associação Ajudaris, uma associação sem fins lucrativos cujo objectivo é a promoção de diversas actividades de carácter social e humanitário, que contribuam para o atenuar dos graves problemas existentes na Sociedade actual, indo actuar em áreas tão específicas como a do auxílio no combate à pobreza persistente e às novas formas de exclusão social, bem como, visando a criação e manutenção de diversas Respostas Sociais. A cada um dos ilustradores coube ilustrar um conto escrito por um grupo de crianças de uma determinada escola, a publicar em livro. O conto que me coube este ano chama-se "Uma história Ecológica", e foi escrita pelos alunos do 3.º Ano – Colégio Nossa Senhora do Rosário. Se quiserem conhecer esta e as outras histórias, podem e devem comprar o livro... ajudam quem mais necessita e em troca, recebem um bom Karma positivo que lhes garante que não virão numa próxima vida como mosca da fruta (e olhem que a mosca da fruta é usada para fazer experiências em laboratórios).

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Mais duas ilustrações para ajudar a Ajudaris

"... um futuro radiante!"
por Paulo Galindro
Ilustração digital 23x17 cm
Novembro de 2013


"Super Teco"
Por Natalina Cóias
Técnica mista sobre MDF 23x17 cm
Novembro de 2013

Estas são as duas ilustrações oferecidas uma vez mais por mim e pela Natalina à Associação Ajudaris, elaboradas a partir de 2 histórias escritas por crianças, as quais irão integrar o livro "Pequeno Gestos grandes Corações - Histórias da Ajudaris 2013" (podem ver as nossas outras contribuições aqui). Cerca de 100 artistas contribuiram para dar cor a textos escritos por crianças de 50 escolas a nível nacional. 

Ajudaris é uma associação sem fins lucrativos sediada na freguesia do Bonfim, concelho do Porto, e que actua em áreas tão específicas como a do auxílio no combate à pobreza e às novas formas de exclusão social, que infelizmente, nos tristes dias que correm, são cada vez mais. Todas as receitas provenientes da venda deste livro revertem para este objectivo tão nobre. Custa apenas 5 euros, e pode ser encomendado através dos telefones 222 013 159 ou 936 847 206 ou através do mail comunicacao@ajudaris.org. Será uma prenda de Natal mágico a todos os níveis. 

Já aqui o disse muitas vezes, e voltarei a dizer até que a voz me doa e deixe definitivamente de sentir a ponta dos dedos.... Cada molécula de mim acredita que a sensibilização para a beleza gera seres humanos mais tolerantes, sensíveis, responsáveis e empáticos. É deste modo que acredito que a Arte e a Criatividade poderão salvar verdadeiramente o mundo.

E esta iniciativa da Ajudaris materializa na perfeição o espírito desta ideia.
Vá lá... ajudem a Ajudaris a ajudar, e ajudem-se a sim próprios.

Numa sociedade verdadeiramente evoluída, ninguém deveria ficar para trás. E sabem de uma coisa? Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro.

Fiat lux!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Carta aberta aos avós

"Carta aberta aos meus avós"
por Paulo Galindro
Técnica mista sobre MDF 29,7x21cm
Agosto 2012



Queridos avós,
Gostamos muito de vocês, por isso escrevemos esta carta como forma de nunca esquecermos os momentos maravilhosos que temos passado juntos. Cuidam de nós com muito carinho, desde que nascemos. Sabemos que estamos sempre dentro do vosso coração. Transmitem-nos segurança, conhecimentos e enchem-nos de mimo e de ternura. Com a vossa compreensão e tolerância, estão sempre prontos a perdoar qualquer traquinice.
Quando vamos para vossa casa, sentimos carinho no ar e isso deixa-nos felizes, pois adoramos todos os momentos que passamos juntos. Desde os cozinhados, os passeios, os piqueniques, as histórias e um sem fim de outras aventuras e partilhas... Lembramos com emoção, quando nos ensinaram a andar de bicicleta ou quando partilhamos grandes momentos na cozinha. As anedotas que contam, fazem-nos rir às gargalhadas e animam-nos quando estamos tristes. A paciência que demonstram ao transportar netos e merendas das avozinhas, faz-nos sentir que crescer convosco é descobrir em cada momento capacidades que desconhecíamos desde a paciência, a ajuda ao próximo, o espírito de sacrifício…
Lembramo-nos com emoção e agradecemos alguns dos momentos que partilhamos: andar às cavalitas do avô na piscina, plantar margaridas e girassóis para oferecer nos anos da mãe, os passeios de barco para ver os patos e os peixinhos, as anedotas que contamos, os jogos que nos ensinam, os docinhos que confecionamos e as douradas e os robalos que nos assam na brasa. Confessamos, avós, que até gostamos mais de bifes, mas os peixes representam um maior sacrifício, pois levantam-se bem cedo e é com a vossa cana que os tiram do mar!
São vocês que, na ausência dos nossos pais, nos vão buscar ao colégio, nos acompanham nos trabalhos escolares e nos explicam tudo o que for preciso. De vez em quando, lá temos as nossas zangas, mas acabamos sempre por resolvê-las.
Como é bom ter a família toda reunida na vossa casa!
Ah!!! Quase nos esquecíamos de vos agradecer por terem os filhos mais maravilhosos do mundo, isto é, obrigado por nos darem os melhores papás do universo!
Mil beijinhos doces para os nossos amigos especiais,

Os netos

Colégio Nossa Senhora do Rosário
Porto



Esta é mais uma ilustração oferecida à Associação Ajudaris, a qual integrou o livro "Pequeno Gestos grandes Corações - Histórias da Ajudaris 2012" - lançado no passado dia 18 de Novembro no Hotel Sherato, apadrinhado pelo Nuno Markl e Ana Galvão - este ano integralmente dedicado a esses maravilhosos seres que são os nossos avós. Esta foi uma oportunidade para também eu dedicar um poema gráfico de amor aos meus avós, que infelizmente já não estão entre nós.  
Nesta 4ª edição (podem ver as minhas outras contribuções aqui) foi endereçado uma vez mais o convite a uma série de ilustradores para se inspirarem em textos especialmente escritos para o efeito por várias escolas, aliando deste o estímulo da paixão pela leitura e escrita, a sensibilização para as artes visuais, o cultivo da criatividade e da solidariedade em prol de um mundo melhor.

Sempre acreditei, e ainda acredito, que a arte e a sensibilização para a beleza gera seres humanos mais tolerantes, sensíveis, responsáveis e empáticos. É nesse sentido que acredito com cada fibra do meu corpo que Arte e a Criatividade podem salvar o mundo. E esta iniciativa da Ajudaris materializa o espírito desta ideia.

A Ajudaris é uma associação sem fins lucrativos sediada na freguesia de S. Ildefonso, concelho do Porto, e que  actua em áreas tão específicas como a do auxílio no combate à pobreza e às novas formas de exclusão social, que infelizmente, nos loucos dias que correm, são muitas. Todas as receitas provenientes da venda deste livro revertem para este objectivo tão nobre. Custa apenas 5 euros, e pode ser encomendado através do tlf 222 013 159 ou 936 847 206 ou através do mail comunicacao@ajudaris.org. Sei que será também distribuído no circuito comercial mas ainda não tenho pormenores. Podem acompanhar todo o processo aqui no Facebook.

Como todos já decerto repararam - impossível seria o contrário - todos os dias somos bombardeados pelos media com a imagem de algumas (infelizmente não poucas) criaturas menores, mesquinhas, devotas fervorosas da tecnocracia e dos modelos matemáticos destituídos de alma e de calor - para o quais eu e vocês não passamos de uma pequena e muito escondida célula de uma folha de cálculo - que não se têm poupado a esforços para minar definitivamente a nossa esperança e capacidade de sonhar, que são os motores da vida. Mas isso não irá acontecer. Não se não os deixarmos.
Não acontecerá.

No final, prevalecerá a Humanidade.


Fiat lux!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"Pequenos Gestos, Grandes Corações"



"A hiena Helena trapalhona"
Técnica mista sobre MDF


A Hiena Helena Trapalhona 


- Estou com muita pressa - 


Esta foi a história de um cidadão impertinente, que de tanta teimosia perdeu o lugar da frente… 
No primeiro dia de solstício de verão, a Hiena Helena Trapalhona chegou esbaforida ao Hotel Pestana Palace para fazer o check-in.  Ao abrir as portas do hotel deu uma corrida sem olhar e… parecia um pega monstro nas trombas do Elefante que estava de saída.
 - Vê lá onde metes as trombas, oh gordalhão!
 - Desculpe, foi sem querer. Não precisa falar assim.
 Sem ligar ao que o Elefante respondeu, a Hiena Helena Trapalhona deu-lhe um empurrão e seguiu apressada. Deu dois passos e esbarrou numa fila do comprimento de um autocarro. Quem estava no fim da fila era a Girafa… mas a Hiena Helena Trapalhona continuava cheia de pressa. Então, não hesitou em passar-lhe por entre as pernas, levando consigo uma malona a abarrotar de roupa. Por a mala ser tão grande, esta prendeu-se às patas dianteiras da Girafa, fazendo com que ela se desequilibrasse... Era agora ver cair como peças de dominó: o Macaco, a Doninha, a Zebra, a Chita, e até o Rinoceronte sofreu o impacto… E no meio da confusão, a Hiena Helena Trapalhona passou a ocupar o segundo lugar da fila.
 Acham que se deu por satisfeita? Nem pensar. Não se incomodou ser o Leão o seu último anfitrião.
 Crescia a ansiedade de se despachar e a atitude a tomar foi a mala tirar… ao Leão. Mal se preparava para o fazer quando com um rugido bem sonoro, diretamente no focinho da Hiena Helena Trapalhona, o Leão fê-la perceber que a sua intenção terminava naquele momento.
 A Hiena Helena Trapalhona caiu para o lado meia atordoada, meia surda.
 - Próximo. – chamavam do balcão.
 Mas a Hiena Helena Trapalhona lá ficou sentada no chão, enquanto todos os outros animais lhe passavam à frente.
 Aprendeu a lição?
Isso fica para outra ocasião.
Jardim-Escola João de Deus – Porto 
3º ano – Bibe Azul Turquesa

Ajudaris é uma associação sem fins lucrativos sediada na freguesia de S. Ildefonso, concelho do Porto, e que actua em áreas tão específicas como a do auxílio no combate à pobreza e às novas formas de exclusão social, que infelizmente, nos loucos dias que correm, são muitas.
Esta ilustração - que teve como base o texto acima apresentado - foi a minha humilde contribuição para este nobre livro, que este ano se chama "Pequenos Gestos, Grandes Corações". São 160 páginas de histórias escritas por crianças de vários estabelecimentos de ensino e faixas etárias, e que posteriormente foram sujeitas à visão criativa de vários ilustradores, que ofereceram na íntegra os direitos de reprodução das respectivas ilustrações. O livro é por isso mesmo o resultado de um conjunto de sinergias estabelecidas entre várias entidades, incluindo Juntas de Freguesia, estabelecimentos de ensino, Universidade Aberta, Escola Artística Soares dos Reis, Faculdade de Letras, Empresas, ilustradores profissionais, professores pais e alunos.

O melhor de tudo? Custa apenas 5 euros, e pode ser adquirido nas lojas Continente, lojas do "Jornal de Notícias" e na própria associação Ajudaris.

Vivemos tempos muito difíceis. Este é o momento em que mais do que nunca devemos ser solidários e cultivar o espírito de entre-ajuda para com os mais desfavorecidos, que infelizmente são cada vez mais. De facto, são poucos os priviligiados a quem o tsunami da crise ainda não atingiu. A grande maioria de nós está a passar por sérias dificuldades, mas se olharmos para o lado, facilmente encontraremos nos nossos amigos, vizinhos e familiares quem esteja substancialmente pior. Este livro é, por isso mesmo, em todos os sentidos, o presente ideal para se oferecer neste natal... uma época que com toda a certeza se despirá da monstruosidade consumista em que se foi transformando, para se tornar na mais genuína dos últimos anos. pelo menos assim o espero. 

Vá lá...  Não custa nada! Ajudam o próximo e simultaneamente estão a investir em vocês mesmos, numa boa dose de Karma positivo.
"The hyena Helena Clumsy"
- I'm in a hurry -
This was the story of a naughty citizen, who so stubbornly lost the front seat ...The first day of summer solstice, the
hyena Helena Clumsy arrived breathless at the Pestana Palace Hotel for check-in. When the hotel's doors opened, she gave a race without looking and crashed into the elephant's trunk that was leaving.
- See where you put your trunk, oh fatboy!
- Sorry, it was an accident. No need to say so.
Without paying attention to what Elephant said, the hyena Helena Clumsy gave him a shove and start to run again. She took two steps and ran into a row with the length of a bus. At the end of the line was the Giraffe... but because she still clumsy in a hurry, do not hesitate to pass between his legs, taking a suitcase crammed with clothes. Her suitcase is so big that hits the giraffe's front legs, causing her to become unbalanced ... all them fall like dominoes: the Monkey, the Ferret, the Zebra, Cheetah and even Rhino felt the impact ... And in the midst of confusion, hyena Helena Clumsy moved to the second queue.
Do you think she was satisfied? Not a chance. She did not even bother with the fact that the lion was the last host
Eager to hurry, she decided to take the suitcase to Lion. When she prepared to do it, Lion made ​​a roaring sound as well, directly in the muzzle of the hyena Helena Clumsy, made ​​her realize that his intention ended at that time .
The hyenaHelena Clumsy fell on the floor, half stunned, half deaf.
- Next. - Called the hotel employee.
But the hyena  Helena Clumsy sat there on the floor, while all other animals passing by her.
She learned the lesson?
That's for another time.
Jardim-Escola João de Deus – Porto
3rd year


A few months ago I was once again challenged to create an illustration for the book "Stories to Ajudaris", an initiative - now in its third edition - that I am proud to participate from the beginning.
The
Ajudaris is a nonprofit association based in the parish of St. Ildefonso, municipality of Porto, acting on specific areas such as aid to fight poverty and new forms of social exclusion, which unfortunately, in the crazy days like these, are many.
This illustration - which was based on the text above - it was my humble contribution to this noble book, which this year is called "Small Gestures, Big Hearts." They are 160 pages of stories written by children from various schools and age groups, and were subsequently subject to the creative vision of several illustrators who provided the full rights of reproduction of their illustrations. The book is the result of a set of established synergies among various entities, including parish councils, schools, Open University, Soares dos Reis Art School, Faculty of Arts, Business, professional illustrators, teachers, parents and students.

And best of all ... costs only 5 euros and can be purchased in Continente stores, shops and the "Jornal de Notícias" shops and on the Ajudaris association, itself.

We live in very difficult times. This is the moment that more than ever we must show solidarity and cultivate the spirit of mutual aid to the poorly people, who are unfortunately more and more.

Go on ... It costs nothing! Help others and, at the same time, you are investing in yourself, in a good dose of positive karma.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Uma ilustração para ajudar a Ajudaris 2: "Os nossos dias no Jardim Escola"

"Os nossos dias no Jardim-escolar"
Técnica mista sobre MDF
43x19 cm

Esta ilustração é o contributo da Natalina para a Associação Ajudaris, que irá publicar um livro com todos os trabalhos dos ilustradores intervenientes. Todos os lucros da venda deste livro irão reverter para diversas iniciativas desta associação cujo objectivo, como já disse aqui, "(...) é a promoção de diversas actividades de carácter social e humanitário, que contribuam para o atenuar dos graves problemas existentes na Sociedade actual, indo actuar em áreas tão específicas como a do auxílio no combate à pobreza persistente e às novas formas de exclusão social, bem como, visando a criação e manutenção de diversas Respostas Sociais."
a história que calhou à Natalina ilustrar foi escrita pelas crianças dos bibes amarelos, encarnados e azuis da Infantil do Jardim-escola João de Deus, no Porto (curiosamente, foi esta a escola onde ela tirou o curso de Educadora-de-Infância, em Lisboa)


Os nossos dias no Jardim Escola 

Era uma vez uns meninos de todos os tamanhos: pequenos, médios e grandes. O Guilherme, o Tomás, a Julieta, a Gabriela e muitos outros que queriam a mãe e que choravam, e que quando a mãe se ia embora diziam: “queremos a nossa mãe”.
Quando choravam, a Helena dizia: “não chores que eu chamo a tua mãe”. Uns meninos choravam, mas outros não choravam.
Cresceram mais um bocadinho e deixaram de chorar para começarem a brincar e a jogar.
No bibe amarelo comiam bolachas, dormiam, brincavam, picotavam, ouviam histórias, jogavam jogos e viam filmes.
Cresceram mais um bocado e foram para o bibe Encarnado.
Gostam da Sofia e fazem actividades como: o terceiro e o quarto Dom de Fröebel, fazem construções com legos, com madeiras, com algarismos, fazem dobragens e tantas coisas mais.
Também gostam de ir às visitas e gostaram muito de ir ao Museu do Carro Eléctrico.
Finalmente, vamos para o bibe Azul e a Rosa apresentou-nos a Cartilha. Começámos a fazer os cadernos e depois de os acabar fazemos cópias. À tarde temos matemática.
Quando um grupo acaba a Cartilha ganha balões ou smarties.
Aprendemos o A, E, I, O, U e as consoantes (cêke, rêre e sezêxe).
Lemos livros e temos Inglês e aulas de Música e Ginástica.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Uma ilustração para ajudar a Ajudaris: "A menina invulgar"

"A menina invulgar"
Técnica mista sobre MDF
43x19 cm




Pelo segundo ano consecutivo, vários ilustradores contribuiram voluntariamente com o seu trabalho na angariação de fundos para a Associação Ajudaris, uma associação sem fins lucrativos cujo objectivo é a promoção de diversas actividades de carácter social e humanitário, que contribuam para o atenuar dos graves problemas existentes na Sociedade actual, indo actuar em áreas tão específicas como a do auxílio no combate à pobreza persistente e às novas formas de exclusão social, bem como, visando a criação e manutenção de diversas Respostas Sociais. A cada um dos ilustradores coube ilustrar um conto escrito por um grupo de crianças de uma determinada escola, a publicar em livro. Este ano, a minha história foi esta:

"A menina invulgar"
Um conto escrito pelos alunos do 4º ano do Colégio de Nossa Senhora da Bonança


Era uma vez uma linda árvore onde nasciam frutos e pássaros de várias cores. Num dia normal, igual aos outros, nasceu um pássaro novo: a sua cor era verde.
Passaram vários anos e o pássaro foi crescendo. Aprendeu a cantar, dançar, falar, andar e a voar.
Numa sexta-feira, a árvore, que era a mãe do pássaro, foi às compras. Nessa altura, o pássaro estava a dormir e acordou com bastante fome. Não havia nada para comer, pois era a mãe que lhe dava a comida. Olhou à sua volta e viu uma bela pêra caída no chão. Não sabia se a pêra era boa, mas com a fome que tinha, não hesitou. O sabor da pêra era estranho.
– Mmmm... que sabor é este? Sabe a... a... já sei! A uma espécie de côco com baunilha! Mas se tirar a parte amarga, até é bom! – gritou o pássaro.
De repente, sentiu algo estranho a acontecer. Olhou para as águas do rio e viu uma linda menina com cabelos verdes e olhos azuis.
Logo a elogiou:
– Olá! Que linda és! Como te chamas? E por que é que dizes tudo o que eu digo? Como é que sabes o que vou dizer a seguir?
De repente apercebeu – se que era o seu reflexo que via nas águas e depressa exclamou:
- Espera, sou eu!!!!!! O que é que se passa comigo? Sou uma miúda! Mas pelo menos ainda continuo a saber voar! Tenho de ir contar à mãe.
A dona árvore chegou das compras cheia de sacos. Mal viu a menina em frente ao espelho, disse:
– Olá, o que fazes aqui?
– Mãe, sou eu, o teu filho! - respondeu o pássaro.
– Mas o que te aconteceu, filho? – disse a mãe árvore preocupada.
– Estava cheio de fome e vi uma pêra, então comi-a. Sabia-me a côco com baunilha. Quando acabei de comer, transformei-me em menina! – gritou o pássaro aflito.
– Não te preocupes, filho ou filha, eu vou sempre amar-te da forma que és! – disse a mãe orgulhosa.
Passados alguns anos a menina pássaro ia todos os dias sentar-se num ramo da sua mãe e conversar com ela.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ajudar a Ajudaris




As Amigas

Era uma vez uma menina que se chamava Maria.
A Maria tinha um cão de quem gostava muito.
Um dia enquanto a Maria dormia o seu cão fugiu. Quando a Maria acordou e não o viu ficou muito preocupada.
- Mãe, mãe, o meu cão fugiu!
- Então, filha, vamos já procurá-lo.
Andaram muito mas não encontraram o cão da Maria, que ficou muito triste.
A mãe não gostava de ver a Maria triste e resolveu ir à loja comprar outro cão para lhe dar.
A Maria ficou muito contente. Quando passou pela loja dos passarinhos pediu à mãe que lhe desse também um passarinho.
A mãe comprou e quando chegaram a casa meteu-o numa gaiola.
O cão não gostava do passarinho e resolveu abrir a porta da gaiola para o passarinho fugir.
A Maria quando foi à gaiola e não viu o passarinho chorou muito.
No dia a seguir foi à loja para comprar outro passarinho mas já não havia mais nenhum. A Maria muito triste foi para casa dormir.
No dia seguinte, quando acordou, viu o seu passarinho outra vez na gaiola.
- Ah! Quem encontrou o meu passarinho?
- Fui eu, a tua amiga.
A Maria ficou muito feliz com a surpresa. E ficaram as duas meninas muito amigas para sempre.


Índia Filipa Gomes – 5 anos



Recentemente fui convidado para integrar um grupo de 26 ilustradores que irão ilustrar - em regime de voluntariado - pequenos contos, escritos por várias crianças que integram alguns dos infantários e escolas do 1º ciclo da região do Porto. Esta iniciativa visa a obtenção de apoios para a Ajudaris, uma associação sem fins lucrativos sediada na freguesia de S. Ildefonso, concelho do Porto, e que actua em áreas tão específicas como a do auxílio no combate à pobreza e às novas formas de exclusão social. O livro será lançado em Dezembro.
Esta ilustração - que teve como base o texto acima apresentado - foi a minha contribuição para este livro. Como forma de potenciar esta nobre iniciativa, propus ainda que as ilustrações sejam leiloadas. No meu caso, informei desde já a organização de que todo o dinheiro eventualmente obtido com o leilão desta ilustração será doado à referida instituição. Assim que souber mais pormenores de todo este processo, informar-vos-ei.

Paulo Galindro


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