sexta-feira, 13 de outubro de 2017

El tiburón en la bañera? Si si carinõ













Esta noticia ya tiene unos buenos meses. Pero fui aplastado con trabajo en estos últimos tiempos, lo que me sacó mucha disponibilidad mental para ir actualizando mi blog y las redes sociales.

El tiburón invadió América del Sur, en una edición de la Norma Editorial, Colômbia. Y es tan bueno leer esta historia en español ... tiene una musicalidad diferente.


Y de repente, a escribir este post así en español, me siento más sexy. O mejor, 1/2 más sexy, porque en realidad el traductor de Google me ayudó.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Andamos a meter o nariz onde somos chamados


Recentemente, eu e a Natalina fomos convidados a fazer uma ilustração juntos, para integrar a Exposição comemorativa dos 15 anos da Operação Nariz Vermelho (ONV), num evento que irá integrar uma série de outros criadores, entre os quais: Afonso Cruz, Aires Mateus, Ana Biscaia, Anabela Dias, Andre da Loba Illustration, Carla Nazareth, Claudia Mestre e Anita, Goncalo Viana Illustration & Cartoon, Helena Zália, João Xavier Cardoso Andrade, José Emidio, José Guimarães, Mafalda Milhões, Margarida Botelho, Marina Palácio, Mark Parchow, Marta Madureira, Marta Torrão, Nuno Bettencourt, Nuno Markl, Pedro Seromenho e Sérgio Ribeiro, Rachel Caiano, Raúl Guridi, Rita Correia e Valter Hugo Mãe.

Esta exposição de ilustração enquadra-se numa exposição de arte contemporânea com curadoria de Luiza Teixeira de Freitas e João Fernandes e desenho de exposição do gabinete SIA Arquitectura + Aires Mateus, com o apoio da Administração do Porto de Lisboa (APL) e o Alto Patrocínio da Presidência da República. A exposição terá como tema central o humor e o palhaço e em paralelo e equilíbrio será contada a história da Operação Nariz Vermelho numa Linha do Tempo que destacará - através da fotografia, vídeo e ilustração mas também de objetos emblemáticos da arte do palhaço - os marcos principais da história da ONV.
Foi com um enorme sorriso nos lábios que abraçámos este convite, prestando a nossa humilde homenagem aos Médicos Palhaços, da Operação Nariz Vermelho, verdadeiros super-heróis porque têm a Missão mais bela e difícil do mundo... Ajudar as crianças a recuperar os sorrisos perdidos, sem perderem eles próprios os seus sorrisos. Ajudem-nos nesta demanda e soltem o palhaço que vive em vós. O mundo anda sério de mais.

No sábado pelas 11:00 horas, a Natalina Cóias irá fazer um pequeno workshop. No Domingo, à mesma hora, será a minha vez. Se quiserem inscrever as vossas crianças, podem saber mais informações aqui e  aqui.

A exposição irá decorrer de 14 de Outubro a 19 de Novembro, na Gare Marítima da Rocha Conde d’Óbidos, em Alcântara / Lisboa.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Uma Polaroid ilustrada para um casal muito cool













Mais uma Polaroid ilustrada, especialmente concebida por encomenda para um casal muito fixe e sui generis. Foi feita em  técnica mista (ou seja,acrílico, lápis de cor, lápis de cera, colagem, canetas posca e carvão) sobre um painel de MDF de 0,82X1,00 metros.

Se também estiverem interessados numa coisa destas nas vossas paredes, ou se tiverem amigos / familiares / inimigos / namorados / noivos / amantes a quem queiram oferecer um presente original e único, basta enviarem-me um mail. Prometo que vos mimo.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Quando os livros sobem as paredes



10 de Junho: 8 ilustrações de um total de 16... cheguei ao cume... agora é sempre a descer até ao sopé desta montanha.






17 de Junho: 16 - 12 = 4 + capa... Quase, quase, quase, quase... faltam 4 quases. Já começo a ver uma luz ao fundo do túnel, e não é um comboio. Quando olho para isto, só posso chegar a uma conclusão, subvertendo um pouco Nietzsche... é preciso muito caos interior para parir um livro que cante e encante.





20 de Junho: E eis que, no meio do deserto, surge um belíssimo Oásis... chama-se "Falta só uma ilustração e depois é a capa"... Ufa!!!! Sinto-me um Tuaregue num deserto de guache...






Por vezes, quando estou a ilustrar um livro, tenho de o deixar subir às paredes, permitir que domine o espaço do atelier... de outro modo, serei eu o dominado... e se isso acontecer (e já houve momentos em que quase, quase aconteceu), o Livro poderá nunca chegar a ver a luz do dia.

Desenganem-se aqueles que têm uma visão romântica do que é ilustrar um livro... Pelo menos para mim, é das coisas mais complexas que faço na vida.  Complexa e maravilhosa, extenuante mas bela, angustiante também, vibrante como tudo, opressiva até dizer chega, mas acima de tudo, um gesto pessoal de Amor. Nada mais me move... se fosse o dinheiro já teria parado há muito tempo. Quem está neste universo dos livros sabe que em Portugal - por ser um país pequeno - esta é uma atividade muito mal remunerada. Se pusesse num prato de uma balança a energia brutal que tenho de dedicar a cada livro que me passa pelas mãos e ao quanto isso me deixa completamente sem pinga de energia, e no outro o retorno respectivo financeiro, dedicar-me-ia com toda a certeza à venda bolsas de Berlim na praia, ou à (muito) nobre arte de lavar escadas. Garanto-vos... ganha-se mais aí.

Tem tudo a ver com o número de pessoas que compram livros, e num país pequeno, esse número é pequeno. E se adicionarmos a isso o facto de que cada vez mais é solicitado aos autores que partilhem o risco de se publicar mais um livro no meio de milhares que todos os anos crescem como cogumelos nos escaparates  (atenção... quantidade nunca foi sinónimo de qualidade... isso é facilmente constatável em qualquer livraria), então temos uma tempestade perfeita que nos faz pensar na vida.


É por Amor... de outra forma há muito que já teria desistido. 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ilustrações em directo











Ao longo dos últimos meses fiz alguns directos na minha página Facebook, onde fiz "ao vivo e a cores" algumas ilustrações do meu próximo livro, que será a continuação de "Ter uma irmã é...", escrito pela Lara Xavier e editado pela Booksmile.

E porque é que fiz eu isto?

Porque acredito que na era do deslumbramento tecnológico e das redes sociais (que nos estão a tornar, ironicamente e de forma subtil, em seres patológicamente sós e perigosamente alienados), onde tudo nos aparece à frente de forma instantânea e descartável, precisamos mais do que nunca de ver alguém sujar as mãos num qualquer acto criativo. Já o disse e repito... acredito profundamente de que a criatividade e a arte podem de facto salvar este mundo insano em que vivemos.

É profundamente inspirador ver alguém a criar algo, seja pintura, escultura, música ou um delicioso prato gourmet. Poucas coisas me dão mais prazer do que ver um artista em plena actividade criadora, no meio do caos dos seus materiais de eleição, à mercê das suas intempéries e demónios interiores, de olhos semicerrados que vislumbram um universo só dele.

Foi exactamente isso que eu quis vos oferecer... um pequeno vislumbre do que são muitos dos meus dias. Tudo isto foi feito sem rede, e sem um posterior trabalho de edição de vídeo... perdoem-me por isso o seu carácter tosco e cheio de momentos em que parece nada estar a acontece. Acreditem em mim... apenas "parece" que nada está a acontecer.

Disse Picasso que a inspiração existe, mas que tem de se cruzar connosco enquanto estamos a trabalhar. Penso que será unânime que Picasso sabia umas coisas. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Uma ilustração ao vivo na Feira do Livro




























O desafio partiu das Bibliotecas de Lisboa, directamente para mim, para o André da Loba e João Rodrigues.
A ideia era "simples"… Fazermos três murais alusivos ao amor pelos livros. Ou então, desafio dos desafios, fazer uma homenagem ao trabalho fabuloso das bibliotecas Lisboa nas suas mais variadas valências.
Quem me conhece sabe que sou um rapaz complicado por natureza. Perante os 2 caminhos, fiz aquilo que sei melhor... escolhi o mais difícil. O que eu não imaginava é que a solução por mim adoptada (depois de uma noite quase em branco a tentar descobrir como ligar numa mesma imagem Yoga, rastreio de saúde, cultura hip-hop e promoção da leitura, entre outros), se iria revelar tão complicado e moroso. Subestimei e muito - para não variar - a complexidade desta ilustração, e onde deveria ter demorado não mais de 10 horas, acabaria por se traduzir em 24 horas de trabalho efetivo. E foi exatamente este erro de cálculo, num momento tão complicado em termos de tempo disponível para os projetos que tenho em mãos, que se viria a revelar tão tóxico para mim.



Caramba... foi uma estopada inesquecível, e desesperante também. Houve ali um momento, a meio da travessia deste meu deserto feito em técnica mista sobre tela, que a minha motivação se desvaneceu... não só perante este projecto mas também perante a minha profissão como ilustrador. Ao fim deste tempo todo, quando penso nesse sentimento que me invadiu esses dias, ainda me arrepio.


Mas pronto, entrei num túnel imenso, e saí do outro lado... ressacado, escangalhado, exausto, ressequido e com vontade de vender bolas de Berlim da praia. Mas foi feito. E no fim, isso é que conta...

Como se costuma dizer... no fim, acaba sempre tudo bem. E se porventura não estiver tudo bem, é porque ainda não acabou.

Sou todo ouvidos para as vossas opiniões quanto ao resultado final. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Podiam ser cheques, mas são prints






A 10 de maio foi dia de assinar prints de alta qualidade no Clube Português de Serigrafia. A ilustração seleccionada para me representar nesta verdadeira instituição de renome no universo da serigrafia foi a 4ª ilustração de um conjunto de 4 que concebi para “Guia: Ler e Ver Lisboa” (sobre o qual falei aqui).

Soube agora mesmo que os 40 exemplares assinados e numerados já estão esgotados



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