
por Paulo Galindro


João Aguardela (1969-2009)... Tinha praticamente a minha idade.
... Dead Can Dance ao vivo no The Mayfair Theatre, em Santa Mónica, Califórnia, em 1993. A voz de Lisa Gerrard arrepia-me completamente,dos pés à cabeça. Uma voz épica e cristalina cheia de mistério e de emoção que mergulha de cabeça na música tradicional da Bulgária, e que já serviu de pano de fundo a muitos filmes sobejamente conhecidos, dos quais destaco o belíssimo "A domadora de baleias". Para aqueles que tiveram o privilégio de assistir a este concerto, este poderá ter sido um dos seus momentos mais sublimes. Eu por mim, não vou dizer mais nada sob pena de reduzir a meras palavras aquilo que irão assistir de seguida:
... as famosas Cello Suites composta por Johann Sebastian Bach, magnificamente tocadas pelo violoncelista Mstislav Rostropovich em 1991, na Basílica de Santa Madalena, em Vézelay, França.



Pelo seu carisma, coragem e determinação, foi o personagem escolhido para integrar a imagem do colégio, feita a partir de uma ilustração à escala - executada especialmente para o efeito - e que integra a exposição "O dia em que a ilustração subiu às paredes", na galeria "Sala de Papel" da livraria "Histórias com Bicho", em óbidos. Nesta ilustração, experimentei pela primeira vez a colagem.
A ilustração do corredor do piso 0 seria a segunda a ser executada:

No fundo, estes dois trabalhos são apenas uma imensa ilustração, dividida fisicamente pela lage que divide os pisos. Uma vez mais utilizei a colagem, desta vez como base de trabalho.
A quarta ilustração a executar seria a da Sala Polivalente:
Uma ilustração de grandes dimensões de demorou cerca de 30 horas a concluir (sem contar com o período de criação do personagem). O carácter andrógino deste personagem (não foi intencional) já deu azo a algumas discussões sobre o sexo do mesmo. Será menino ou menina?
Por fim, a última a ser executada foi a da Sala de Actividades:
Uma ilustração feita com acrílico, pregos, fio e colagem que, inicialmente, era para ser integralmente executada em MDF. Cheguei a cortar todas as madeiras, mas acabaria por concluir que seria uma intervenção incongruente com o restante trabalho.
Actualmente já estou a trabalhar na criação das ilustrações do piso 2, que, atempadamente, colocarei neste blog.
Por Paulo Galindro
A ideia para este projecto é simples... tirar o graffiti do contexto urbano, e aplicá-lo num meio rural, mais especificamente nas paredes do castelo Kelburn, na Escócia (quase que consigo ouvir o ranger dos dentes dos mais tradicionalistas). Os artistas de São Paulo - Os Gémeos, Nina e Nunca - foram convidados directamente pela organização, por se considerar que a estética dos seus trabalhos se adequava perfeitamente ao carácter mágico do lugar de intervenção. Durante um mês, viveram juntos no castelo, num ambiente experimentalista e de partilha de ideias.
À parte as questões de cariz mais polémico - e neste caso foram muitas -, o trabalho final ficou fabuloso. Uma obra prima da arte colaborativa.
Por Paulo Galindro
A arte destes senhores é sempre uma inspiração para mim. Mestres do graffiti, vivem uma vida dupla: Nas ruas, mostram tudo o que sabem mais variadas superfícies que a cidade proporciona. Uma actividade ilegal que já lhes valeu algumas estadas na prisão; nas galerias de arte, os seus quadros e instalações valem pequenas fortunas.
A sua abordagem ao graffiti ultrapassa o universo de uma linguagem urbana, invadindo territórios da ilustração, do psicadelismo, da arte naif e da arte com carácter mais conceptual.
Para mais trabalhos, ver aqui.
Por Paulo Galindro

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Viva! Viva! O João já sabe andar de bicicleta.
Ao fim de meses de tentativas, de medo de cair, de incertezas, de certezas de que não iria conseguir equilibrar-se, de constantes desistências, foi absolutamente emocionante vê-lo afastar-se de mim a alta velocidade sem sequer se ter apercebido que eu já tinha largado a bicicleta. E no fim, 150 metros á frente, foi com surpresa que ele olhou para trás e se apercebeu de que eu já lá não estava. "Entããão paaaaai! Não estás aqui!" gritou ele, um pontinho no fundo do jardim.
Como dizia Michael Hutchence e os seus INXS, no tema "Never Tear Us Apart":
"I told you
That we could fly
'Cause we all have wings
But some of us don't know why"
Escusado será dizer que nem quando eu próprio aprendi a andar de bicicleta me senti tão feliz!Este "pequeno" passo foi absolutamente para o João, como o brilho-de-sol da sua cara deixou claramente transparecer.
Parabéns filhote!
Por Paulo Galindro
