quarta-feira, 29 de julho de 2009

Biblioteca Municipal de Carnaxide: Passo-a-Passo 14


Dia#6

Esta fase não correu nada, mesmo nada bem. Na verdade, demorou 3 dias a ser completada e não apenas um, como falsamente o subtítulo deste post indicia. Subdividindo-se em 5 etapas, foi exactamente nas primeiras duas que tudo correu menos bem.
Tendo terminado a pintura do céu, transferi a minha atenção para o computador, mais precisamente para a aplicação CorelDraw. Esta etapa consistiu essencialmente em juntar todos os esboços finais previamente digitalizados (ver aqui e aqui) num único desenho - um ambiente de trabalho com as dimensões exactas da parede de intervenção -, encontrar-lhes as escalas perfeitas entre si e também do conjunto face à área de intervenção e, por fim, dispô-los no espaço virtual nas suas posições finais.
A etapa seguinte foi a impressão em grande formato do resultado final, e foi exactamente aqui que surgiram os problemas que, nos 3 dias seguintes, iria tentar desesperadamente resolver: na teoria o desenho deveria ser impresso em três painéis que juntos como um puzzle, fariam a imagem final do conjunto. Na prática, não consegui imprimir nem um desses painéis, nem na minha impressora, nem em qualquer outra. Basicamente é como se o desenho não existisse.
Fragilidades do mundo moderno.
Após horas na net mergulhado em fóruns de discussão, e quando já pensava contactar o Vaticano para me enviar um exorcista especializado em possessões demoníacas de hardware informático, encontrei finalmente a solução para o problema (para pormenores técnicos, é favor contactar-me).
As etapas seguintes consistiram essencialmente na montagem dos três painéis num só e na colocação de folhas de papel químico formato A2 na sua parte posterior (um trabalho profundamente chato, mas muito mais aborrecido seria passar com uma barra de grafite).
Finalmente, numa operação que teve mais a ver com artes circences do que com ilustração de paredes, todo o conjunto na colocado na sua posição final para posterior decalque, que atendendo às horas avançadas, só o farei na próximo dia.

A voz celestial da minha querida e divina Maria Callas embalou-me os sentidos durante a execução das últimas 3 etapas desta fase. "Romantic Callas" é uma colecção das melhores árias interpretadas pela diva, de um vasto repertório de óperas abrangendo compositores como Puccini (o meu preferido), Bizet, Berlioz e Verdi. Simplesmente adorável e uma boa porta de entrada para o universo da ópera. Basta ouvirem a ária "Un bel di, vedremo" de "Madame Butterfly"... garanto-vos arrepios em partes do vosso corpo até aí desconhecidas.

Paulo Galindro

7 comentários:

Libelinha disse...

Bem, eu como sou fã do Autocad, lol... Teria dito para importares o desenho para o Autocad e de preferência num PC que estivesse ligádo a uma "ploter" (impressora de grandes dimensões e com folha em rolo... Penso que a largura seria a de uma folha A2 - se a memória não me falha - e o comprimento de um rolo)...

Mas ainda bem que já resolveste o problema!...

Beijinhos ;P

(Maria)Paula disse...

Ultrapassados os pormenores técnicos(a grandiosidade exige, inevitavelmente,muita paciência, entrega e perícia)posso publicamente afirmar com muita vaidade que '!A NOSSA MENINA È LINDA, LINDA, LINDA!'(que isto de sobressaltar só os colegas pela manhã com o 'alarme VENHAM VER' começa a não ser suficiente! BEM HAJA Pintarriscos:)

Pintarriscos disse...

Olá Libelinha. Eu também gosto muito do AutoCad (aliás é a minha ferramente de eleição para a minha outra actividade). O problema do AutoCad é que para este tipo de trabalho é muito pouco polivalente e expedito. Quanto à impressora, a minha é de formato A1. Aliás, os painéis foram impressos com uma largura de 60 cm, e uma altura de 3 metros, o que só é possível mesmo numa impressora de grande formato.
Mas obrigado pela sugestão e pela visita.

Cumps

Pintarriscos disse...

Olá (Maria)Paula. Fico muito feliz por estarem a gostar da menina. Estou em pulgas para começar a pintá-la.
Agora é apenas um desenho ampliado... mas daqui a uns tempos terá Vida.

Abraço

Rita Mira disse...

Quando vemos uma ilustração, uma pintura desta envergadura não nos passa pela cabeça todo o trabalho de "back stage", todas as etapas mais chatas e trabalhosas.
Estou a adorar ver o passo-a-passo e perceber como é que se faz magia.

Amei o desenho.
Aqui estarei para ver o resultado que vou quere ver pessoalmente assim que estiver pronto.

An disse...

Da me a mim que te complicaste um pisco a vida. Eu o que vou fazer e tirá-lo impresso num acetato transparente e com um proxector projectá-lo (que redundante são) na parede. logo passar o lapis fazendo a linha, e a pintar... Coido que é mais singelo e económico :) O trabalho, de todos modos, tem-te uma pinta excelente. Cumprimentos e apertas

Pintarriscos disse...

Olá An. O problema do projector é que precisas de ter espaço para trás, para o afastares o suficiente de forma a atingires a ampliação desejada. E isso, na maior parte das vezes, é impossível. Aqui talvez fosse possível mas é a excepção à regra.

Abraço

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