sábado, 7 de fevereiro de 2009

Dor III


... na natação com o meu filhote Miguel.
Ele já sente a pulsação da água,
sei porque os movimentos dos pés e das mãos estão mais harmoniosos,
já flutua,
e mergulha sozinho
E ri-se, ri-se com a boca e os olhos cheios de água.
É um prazer imenso para ele e isso é o mais importante.
Céus, como a pele dele é macia...
e o cheiro... reconhecia-o de olhos vendados.
Nunca o senti tão dentro do meu coração como hoje.
A morte tem destas coisas,
põe-nos em contacto com a vida,
na sua forma mais poderosa.
Amar a morte para amar a vida,
eis o principio basilar do Budismo.
Nunca o percebi tão bem como hoje!


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...viver...

Que saudades!


Por Paulo Galindro

1 comentário:

Patrícia disse...

Perdi duas pessoas na minha vida muito importantes. Daquelas que fazem parte de nós! nos dias seguintes, não percebia como o dia voltava a nascer. Revoltava-me o facto da vida continuar...como se nada tivesse acontecido. HOje, tenho tantas saudades que me custa respirar...hoje, penso essencialmente na alegria de as ter tido!!!...e são eles..os bocadinhso-de-nós que nos fazem erguer mais depressa...
Beijo grande

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